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O que tem de tão especial nesse diamante vendido por R$210 milhões?

A pedra de 39,34 quilates foi encontrada em abril na mina de Cullinan, África do Sul. Cada quilate foi vendido por mais de um milhão de dólares

 (Petra Diamonds/Divulgação)

(Petra Diamonds/Divulgação)

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Matheus Doliveira

13 de julho de 2021, 17h31

Da novela das nove aos filmes de James Bond, os diamantes sempre despertaram a curiosidade do público. No senso coletivo, quanto maior a pedra, maior será o preço de venda. Mas será que é só o peso que importa?

Definitivamente, não. Nesta semana, a Petra Diamonds, uma mineradora internacional sediada no Reino Unido, anunciou ter vendido um diamante azul encontrado no mês de abril na mina de Cullinan, na África do Sul, por 40 milhões de dólares, cerca de 210 milhões de reais na conversão atual.

A pedra em questão é um diamante azul Tipo llb de 39,34 quilates. O valor pago por cada quilate superou 1 milhão de dólares, um dos preços mais altos da história da mineradora.

Os 39,34 quilates do diamante vendido pela Petra Diamond fizeram diferença, mas não foram os únicos responsáveis pelo preço excepcional.

 

Para começar, a mina de Cullinan, local onde o diamante azul foi encontrado, é uma velha conhecida das mineradoras pela alta qualidade de suas pedras preciosas. Foi nela em que o maior diamante bruto da história, de 3.106 quilates, foi encontrado no ano de 1905.

Além da origem, que por sí só já eleva o valor das pedras, diamantes azuis são extremamente raros, mas diamantes azuis do tipo IIb são mais raros ainda.

O motivo desse tipo de mineral ser tão escasso é porque eles se formam a profundidades muito superiores a de outras pedras, podendo ultrapassar 500 quilômetros abaixo da superfície da terra.