No Dia da Terra, marcas para consumir com consciência o ano inteiro

Com consumidores mais atentos às iniciativas sustentáveis das marcas, o capitalismo vem se tornando cada vez mais verde. Conheça quatro marcas brasileiras com projetos positivos ao planeta

Com o crescimento da crise climática, o surgimento da pandemia do coronavírus e outros fatores que impactam o meio ambiente, o Dia da Terra, celebrado hoje (22), traz à tona um momento para reavaliar (e mudar) diversos hábitos. Idealizado nos Estados Unidos, ainda no hype do movimento hippie, em 1970, Dia da Terra foi reconhecido pela ONU em 2009, e anualmente reúne milhões de pessoas para se manifestarem e levarem consciência sobre o meio ambiente e as boas escolhas de consumo para o mundo.

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A comemoração do Dia da Terra também é um momento para as empresas olharem para dentro e analisarem quais de suas práticas são sustentáveis e o que pode ser mudado e difundido para outras companhias. Tendo em vista que diversas marcas, de roupas a cosméticos, já nascem com o propósito de ESG (Environmental, Social and Governance), separamos quatro marcas brasileiras que têm a sustentabilidade como norte.

Linus

“A ideia de que não dá para ter conforto, sustentabilidade e design juntos em um produto é ultrapassada. E nós estamos aqui para mostrar isso”, conta Isabela Chusid, fundadora da Linus. A marca tem desde a matéria-prima, método de produção, condições de trabalho e até design das peças, planejados de maneira consciente e com engajamento ecológico. As sandálias são 100% recicláveis, feitas com PVC ecológico, livre de metais pesados, com plastificantes de origem vegetal e com 70% de fontes renováveis em sua composição.

Sandália Vegana cor Tijolo 148 reais.

Sandália Vegana cor Tijolo 148 reais. (Linus/Divulgação)

Com uma equipe composta somente por mulheres, a label traz um produto unissex com cartela de cores vibrante e conforto para todos os gostos, além de influenciar outras marcas a seguirem pelo caminho sustentável. “Em pouco mais de dois anos de vida, a Linus se tornou uma marca digital referência em sustentabilidade e experiência do cliente. Com isso, gigantes do mercado têm se espelhado em nós, principalmente na hora de escolher materiais e formas de se comunicar”, comenta Isabela.

O impulsionamento de mudanças positivas na sociedade é uma das frentes da marca. Mesmo com crescimento de mais de 1000% no primeiro ano, a marca não deixou de compensar 10,54 toneladas de carbono, com o plantio de árvores, em 2019. “Entendemos que, além de estarmos no caminho certo, temos a responsabilidade de estar sempre melhorando, tanto para continuar nos diferenciando, quanto para incentivar que todas as outras marcas também se tornem cada vez mais sustentáveis. Precisamos de um movimento generalizado para combater as mudanças climáticas”, finaliza Chusid.

Pantys

Calcinha absorvente Pantys, hot pant 99 reais.

Calcinha absorvente Pantys, hot pant 99 reais. (Pantys/Divulgação)

Marca pioneira no desenvolvimento de calcinhas e sutiãs absorventes, a Pantys traz em seu DNA um mix de tecnologia, design, saúde e, é claro, sustentabilidade. Além de ser a única marca de calcinhas absorventes clinicamente testada no mundo, a Pantys também é certificada pelo Sistema B.

Somos uma marca transparente e trouxemos, desde o início, informações de que, em média, uma mulher utiliza durante seu período fértil 16 mil absorventes. No Brasil, 4 bilhões de absorventes são descartados todos os anos, sendo um dos países que mais consomem absorventes descartáveis no mundo. Portanto, antes de criar a Pantys, vimos a oportunidade de criar impacto tanto no conforto da rotina menstrual das mulheres, quanto para o planeta”, conta Emily Ewell, sócia fundadora da Pantys. Em um ano de uso das calcinhas absorventes, é possível reduzir até 500 absorventes descartáveis, que equivalem a 400 reais e quatro quilos de lixo.

Lançada em agosto de 2017, a procura pelas peças aumentou a cada ano, principalmente durante a pandemia, no qual o trânsito no site teve um aumento de 200%. “Também no ano passado, a Pantys foi a primeira marca de moda brasileira a implantar a etiqueta carbono neutro em suas peças, que mede, reduz e compensa as emissões de carbono que produz durante a confecção, tendência que vemos hoje em dia na Europa e nos Estados Unidos”, conta Ewell.

Simple Organic

Hidratante com vitamina C, 95 reais, 150ml.

Hidratante com vitamina C, 95 reais, 150ml. (Simple Organic/Divulgação)

“A Simple Organic nasceu de um desejo de mudança de carreira, quando eu saí da área da moda, onde eu não via sustentabilidade, para causar um impacto positivo no mundo”, conta a fundadora Patricia Lima sobre a beautytech lançada em 2017. Com olhar voltado para a sustentabilidade, a SImple Organic é a maior marca brasileira de cosméticos orgânicos, veganos, naturais, cruelty-free e sem gênero. 

Através de uma plataforma omnichannel e direct-to-consumer, a Simple Organic tem o propósito de impactar a sociedade de forma positiva, inovando em fórmulas 100% limpas e com ingredientes certificados por organismos internacionais. Além de ser certificada pelo PETA como 100% vegana e cruelty free, o selo Eu Reciclo, que compensa 100% da embalagem primária comercializada

Em 2020, a marca foi adquirida pela Hypera Pharma, uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, sendo o primeiro movimento no mercado nacional entre players com essas características. Com isso, “fomos a primeira rede de franquias e a primeira a entrar em todos os shoppings do Brasil, a primeira marca a levar uma beleza limpa e de alta performance ao Brasil inteiro”, comenta Lima. 

O público consumidor também busca por marcas sustentáveis. “Eles entendem a importância do pós-consumo, que o processo de desenvolvimento acontece desde antes com o processo da cadeia de produção, extrativismo sustentável, o desenvolvimento das embalagens e como elas serão recicladas e descartadas”, conta Lima.

UMA

Jaqueta com capuz em nylon regenerado ECONYL, 378 reais.

Jaqueta com capuz em nylon regenerado ECONYL, 378 reais. (UMA/Divulgação)

Um novo olhar para a UMA. Com o compromisso de criar uma moda para além do design e com responsabilidade ambiental, a marca paulistana trouxe a UMA X, uma das pioneiras no uso do ECONYL, nylon regenerado por meio do resgate de resíduos de redes de pesca, retalhos de tecidos, carpetes e plásticos encontrados em aterros e oceanos. “É uma tecnologia importada que requer uma certificação super rígida, e que conseguimos obter e comercializar a preços acessíveis, diferente de marcas como Prada, Stella McCartney e Gucci”, conta Vanessa Davidowicz, head de marketing da marca.

Parte de uma geração que entrou no mercado da moda sabendo dos desafios que a indústria precisa enfrentar para minimizar os impactos no meio ambiente, Davidowicz comenta que a marca também utiliza tecidos ecológicos com certificados internacionais como o Oeko-Tex Standard 100 e o BCI (Better Cotton Initiative). “Buscamos, também, tomar decisões responsáveis e contribuir positivamente para a nossa sociedade através de uma produção local e das recentes parcerias com as ONGs Abraço Cultural, Apaf e Unibes e PECP”.

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