Morre, aos 98 anos, a escritora Lygia Fagundes Telles

Grande dama da literatura brasileira, Lygia Fagundes Telles era integrante da Academia Brasileira de Letras e recebeu os prêmios Camões e Jabuti, entre outros
Lygia Fagundes Telles (Renato Parada/ VEJA São Paulo/VEJA)
Lygia Fagundes Telles (Renato Parada/ VEJA São Paulo/VEJA)
Por Bibiana GuaraldiPublicado em 03/04/2022 12:00 | Última atualização em 03/04/2022 12:00Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Morreu, aos 98 anos, a escritora Lygia Fagundes Telles. A escritora morreu em casa, em São Paulo, na manhã deste domingo, 3. De acordo com familiares, Lygia Fagundes Telles morreu de causas naturais.

"Grande dama da literatura brasileira", como era conhecida, ela recebeu o prêmio Jabuti, e em 2005, o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa, pelo conjunto da obra.

Integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1985, a escritora ocupava a cadeira de número 16 da ABL. A acadêmica é considerada uma das grandes referências no pós-modernismo.

Lygia Fagundes Telles escreveu sua primeira obra, o livro de contos Porão e Sobrado (1938), aos 15 anos. Seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, de 1954, foi bem recebido pela crítica e público, tornando-a nacionalmente conhecida – a obra foi adaptada e exibida como novela pela Rede Globo em 1981 e 2008.

Formada em Direito pela Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, a escritora trabalhou como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até a aposentadoria, em paralelo à carreira literária. Foi também presidente da Cinemateca Brasileira, fundada pelo marido Paulo Emílio.

O velório deve acontecer na Academia Paulista de Letras, o horário ainda não foi divulgado.