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"MeToo libertou voz das mulheres", diz atriz americana Alyssa Milano

A atriz que se tornou popular com programas como "Who's the Boss?" e "Charmed", admitiu que foi vítima de uma agressão sexual durante uma filmagem na década de 1990

Atriz americana Alyssa Milano (AFP/AFP)

Atriz americana Alyssa Milano (AFP/AFP)

A
AFP

18 de outubro de 2022, 12h10

Cinco anos depois de acender a chama do movimento MeToo, a atriz americana Alyssa Milano diz que se sente orgulhosa de ver as mulheres se recusarem a "ser silenciadas".

"Muita coisa mudou", afirmou, em entrevista à AFP, lembrando seu famoso tuíte de 15 de outubro de 2017, quando pediu às mulheres que compartilhassem seus traumas de assédio sexual sob a hashtag #MeToo.

A atriz, de 49 anos, que se tornou popular com programas como Who's the Boss? e Charmed, admitiu que foi vítima de uma agressão sexual durante uma filmagem na década de 1990.

"O mais evidente é que nos recusamos a ser silenciadas e unimos nossas vozes", explicou ela em Cannes, onde participou do festival de programas de televisão Mipcom.

Milano considerou positivas as novas leis nos Estados Unidos contra a discriminação de gênero e o assédio, assim como a criação de "coordenadores de intimidade" para ensaiar cenas de conteúdo sexual nos filmes.

"Para mim, não fazia sentido o fato de que, se houvesse um animal no 'set', fosse obrigatória a presença de um representante da Humane Society [organização de proteção aos animais], enquanto os atores têm de enfrentar situações de vulnerabilidade, não apenas as cenas de amor", sem ajuda, disse Alyssa.

Para ela, a recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que devolveu aos estados o poder sobre o direito ao aborto, é uma reação a esses movimentos pela emancipação das mulheres.

"Igualdade e equidade são aterrorizantes para muitos homens brancos no poder", denunciou.

"Tirar nossa autonomia é o caso mais extremo das tentativas de impedir nossa evolução e crescimento", explicou.

Alyssa Milano disse confiar muito nas novas gerações.

"Tenho grandes esperanças", afirmou, referindo-se às novas gerações "que não se contentam apenas em aprender que as meninas podem fazer as mesmas coisas que os meninos, mas que também vivem isso realmente".

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