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Met Gala 2026: na 'noite mais fashion do ano', roupa vira obra de arte — e obra de arte vira roupa

Com o tema "Fashion is Art", o baile do Museu Metropolitano de Nova York reuniu 450 convidados na segunda-feira, 4

Hunter Schafer: de Prada, atriz e modelo homenageou obra de Klimt (Neilson Barnard/MG26 / Colaborador/Getty Images)

Hunter Schafer: de Prada, atriz e modelo homenageou obra de Klimt (Neilson Barnard/MG26 / Colaborador/Getty Images)

Publicado em 5 de maio de 2026 às 09h18.

Hunter Schafer chegou ao Metropolitan Museum of Art na segunda-feira, 4, vestida como uma pintura de Gustav Klimt. O vestido, criado pela Prada, replicava cores, bordados e composição de "Mäda Primavesi", tela de 1912 que o pintor vienense fez de uma menina de nove anos.

O vestido estava alinhado ao dress code da noite: "Fashion is Art", derivado da exposição "Costume Art" do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de Nova York.

A premissa era simples e ambiciosa ao mesmo tempo: tratar o corpo vestido como objeto de arte — e convidar os 450 presentes a provar, na prática, que roupa e pintura falam a mesma língua.

Naquela noite, pela primeira vez em anos, a maioria levou o convite a sério.

Hunter Schafer — Gustav Klimt, "Mäda Primavesi" (1912)

Hunter Schafer comparecendo ao Baile de Gala do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de 2026 em Nova York, EUA. Data da foto: segunda-feira, 4 de maio de 2026. (Foto de Matt Crossick/PA Images via Getty Images)

A pintura de Klimt faz parte do acervo permanente do próprio Met — o que tornava a referência de Schafer e da Prada não apenas conceitual, mas geograficamente precisa.

Schafer manteve-se fiel ao espírito do retrato: vestido branco de manga cavada com acentos florais em azul pervinca, uma versão mais madura do vestido desenhado por Emilie Flöge para a jovem Mäda.

DATA NÃO ESPECIFICADA - 1º DE JANEIRO: Retrato da Escola Primária Maeda, de Gustav Klimt. D179. Óleo sobre tela. 150 x 110. 1913. (Foto de Imagno/Getty Images) D179. óleo/Lwd. 150 x 110. 1913.]

Gustav Klimt, "Mäda Primavesi"

As aplicações de rosas na cintura e os rasgos estratégicos no tecido de linho, por onde emergia um forro de seda floral, criavam a ilusão de um vestido encontrado num sótão após décadas, a mesma peça, envelhecida, restaurada pela Prada.

A maquiagem completava a referência: sombra azul e bochechas rosadas correspondendo exatamente à paleta do original de Klimt.

Lena Dunham — Artemisia Gentileschi, "Judite Decapitando Holofernes" (séc. XVII)

Lena Dunham comparecendo ao Baile de Gala do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de 2026 em Nova York, EUA. Data da foto: segunda-feira, 4 de maio de 2026. (Foto de Matt Crossick/PA Images via Getty Images)

Dunham apareceu na passarela em Valentino vermelho vivo com plumas — não como Judite, nem como Holofernes, mas como o respingo de sangue no momento do corte.

Na transmissão ao vivo da Vogue, explicou que cresceu visitando o Met todos os domingos como criança e passava horas na seção de pinturas renascentistas.

"Gentileschi era uma das únicas mulheres pintando profissionalmente naquele período", disse.

Artemisia Gentileschi, "Judite Decapitando Holofernes" (séc. XVII)

O look foi assinado por Alessandro Michele e acompanhado de joias de diamantes cultivados em laboratório da Pandora.

Heidi Klum — Raffaele Monti, "Vestal Velada" (séc. XIX)

FOTO DE DESTAQUE - A modelo alemã Heidi Klum chega ao Met Gala 2026, que celebra a

Klum chegou à escadaria do Met convertida em estátua de mármore viva. A produção foi assinada por Mike Marino — o mesmo artista de próteses responsável pelos looks de Halloween mais memoráveis da modelo — usando látex e spandex para replicar os drapeados e texturas do mármore sobre o corpo.

Raffaele Monti, "Vestal Velada"

"Me inspirei na Vestal Velada", disse Klum na transmissão ao vivo. Sua única reclamação da noite: "Está um pouco quente."

Madonna — Leonora Carrington, "As Tentações de Santo Antônio, Fragmento II"

NOVA YORK, NOVA YORK - 4 DE MAIO: Madonna comparece ao Met Gala 2026, que celebra a

Madonna referenciou a pintora surrealista Leonora Carrington com um vestido Saint Laurent encimado por um chapéu em forma de navio pirata com mastro e velas, acompanhada por sete damas de véu carregando sua cauda.

Não foi a primeira vez: o videoclipe de "Bedtime Story", de 1994, já havia tomado outra obra de Carrington como referência.

Charli XCX — Vincent van Gogh, "Íris"

NOVA YORK, NOVA YORK - 4 DE MAIO: Charli XCX comparece ao Met Gala 2026, que celebra a

A cantora apareceu em um vestido preto de Saint Laurent com um único caule floral bordado — referência direta à série de pinturas de íris de Van Gogh. Escreveu no Instagram que a flor era "uma das favoritas de Yves, frequentemente dada às suas musas preferidas", conectando a referência pictórica à história da própria maison.

Vincent van Gogh, "Íris"

Rachel Zegler — Paul Delaroche, "A Execução de Lady Jane Grey" (1883)

NOVA YORK, NOVA YORK - 4 DE MAIO: (NOTA DO EDITOR: Esta imagem foi capturada usando uma câmera remota) Rachel Zegler comparece ao Met Gala 2026, que celebra a

Zegler homenageou a tela de Delaroche com vestido branco e máscara de tule cobrindo os olhos — reproduzindo a postura e a paleta da obra, que retrata a jovem rainha inglesa nos momentos antes de sua execução.

Paul Delaroche, "A Execução de Lady Jane Grey" (1883)

Gracie Abrams — Gustav Klimt, "Retrato de Adele Bloch-Bauer I" (1907)

A cantora e compositora americana Gracie Abrams chega ao Met Gala de 2026, que celebra a

A cantora foi de Klimt também, mas por outra obra. O vestido dourado da Chanel referenciava a pintura popularmente conhecida como "Woman in Gold" — tela que foi roubada pelos nazistas durante a Segunda Guerra e cuja história foi contada no filme homônimo de 2015.

Gustav Klimt, "Retrato de Adele Bloch-Bauer I"

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