Menin, da MRV, expande vinícola em Portugal e mira 360 mil litros em 2025

Nova incorporação dá tração aos planos da Menin Douro Estates, que pretende produzir 360 mil litros de vinho em 2025 - com foco no mercado brasileiro; outras aquisições estão por vir

Comandada pelo bilionário brasileiro Rubens Menin, a vinícola Menin Douro Estates anuncia nesta segunda-feira (3) a compra de mais uma quinta na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Com 55 hectares, dos quais 10 são de vinhas velhas centenárias, e uma adega cheia de tecnologia construída em 2012, a Horta Osório Wines - que já comercializa vinhos no Brasil com a marca 'HO' - agora passa a integrar o portfólio da vinícola de Menin.

"Acreditamos que Portugal é o novo Eldorado do vinho, por oferecer um produto mais ou menos único no mundo, que combinar alta qualidade e bom preço", disse Menin em entrevista exclusiva à EXAME. "Isso é possível porque as terras chegam a ser 100 vezes mais baratas que na França, com um clima muito bom, que leva à uvas muito boas. Por isso acreditamos que o nosso vinho vai ter muito sucesso."

O empresário explica que a qualidade do vinho português evoluiu bastante nos últimos anos, principalmente após a implementação de uma escola de vinicultura em Vila Real, que oferece programas de mestrado e doutorado em vinho. A partir dessa iniciativa, as tecnologias às margens do Douro foram atualizadas, atraindo fluxo de turismo e novos investimentos - como os de Menin, que desde 2018 já investiu 30 milhões de euros na região.

O primeiro vinho da Menin, aliás, chega ao mercado brasileiro este ano já com alguns prêmios na bagagem. Com apenas 3625 garrafas numeradas, o Douro's New Legacy Reserva 2018 figurou entre os 30 melhores vinhos tintos de Portugal e foi a "Escolha da Imprensa" pela revista especializada "Grandes Escolhas”. O rótulo também ganhou medalha de ouro no no Berliner Wine Trophy, o maior concurso de vinhos do mundo da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

A melhor safra recente de Portugal foi em 2011, quando começamos a investir lá. Na época, fomos conhecer a vinícola ao lado da que compramos agora, e tomamos lá o melhor vinho daquele ano, o Maria Tereza. Vimos que era um vinho especial e queríamos fazer um tão bom quanto o deles. Hoje, três anos depois de assumirmos as vinícolas, o New Legacy foi unanimidade em todos os testes cegos. Isso nos deu força para ter certeza que vamos chegar lá!

Rubens Menin

"O New Legacy veio das uvas colhidas em vinhas centenárias assim que assumimos as primeiras quintas e, por isso, tem uma concentração de sabor excepcional, muito marcante da nossa entrada no mercado", conta Cristiano Gomes, profissional do mercado financeiro e sócio de Menin no negócio. É ele que comanda a vinícola mais de perto - o sotaque português, inclusive, já foi incorporado -, garantindo que todas as quintas tenham o mesmo padrão de produção e qualidade.

Douro's New Legacy Reserva 2018, o vinho de estreia da vinícola Menin Douro Estates, do empresário Rubens Menin

Douro's New Legacy Reserva 2018, o vinho de estreia da vinícola Menin Douro Estates, do empresário Rubens Menin (Reprodução/Divulgação)

"Nosso sistema de vinificação é todo baseado em gravidade, evitando o uso de bombas que acabam maltratando e oxidando o vinho exageradamente", explica Gomes, que implementou tecnologias como o controle individual de temperatura nas cubas e lagares automatizados nas primeiras quintas da Menin, e agora faz o mesmo nas recém-adquiridas, da Horta Osório. "São tecnologias que não existiam em Portugal e que nos permitem fazer diferentes vinhos ao mesmo tempo."

A aquisição da Horta Osório Wines dá tração aos planos da Menin Douro Estates, que planeja produzir 360 mil litros de vinho em 2025, incluindo 88 mil litros de Vinho do Porto. Para alcançar a meta, pelo menos outras duas quintas devem ser incorporadas ao negócio em breve. As negociações já estão em andamento, e privilegiam propriedades com as mesmas características da Horta Osório - terras montanhosas próximas ao Rio Douro, possibilitando a produção de vinhos tintos, brancos e do Porto bastante semelhantes entre si.

Quando a produção estiver a todo vapor, a Menin planeja vender para os países europeus e exportar para os EUA, mas o principal foco será o mercado brasileiro - só em 2020, o país aumentou seu consumo de vinho em 20%. "Estamos criando uma cadeia bastante curta, que evita intermediários, o que nos permitirá oferecer um bom preço", conta Gomes, ainda sem revelar o preço final para o consumidor brasileiro.

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