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Lojas físicas, marketplace e internacionalização: os próximos passos da plataforma Nordestesse

Hoje (7), a marca inaugura seu espaço físico em São Paulo, e para o próximo ano, prevê o lançamento do marketplace com 50 marcas de moda e design

Nordestesse: plataforma colaborativa quer amplificar e fomentar o talento de empreendedores do Nordeste. (Ale Virgilio/Divulgação)

Nordestesse: plataforma colaborativa quer amplificar e fomentar o talento de empreendedores do Nordeste. (Ale Virgilio/Divulgação)

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Julia Storch

7 de dezembro de 2022, 09h00

Faz pouco mais de um ano que o Nordestesse, plataforma de moda voltada para empreendedores e criativos do nordeste brasileiro, foi lançada. Fundada pelas irmãs Daniela e Gabriela Falcão, o projeto engloba segmentos de moda, hotelaria, design, gastronomia e arte. Hoje (7), a marca inaugura seu espaço físico em São Paulo, e para o próximo ano, prevê o lançamento do marketplace com 50 marcas de moda e design.

Nesta nova fase, o Nordestesse pretende atuar de forma omnichannel com os nove estados do nordeste, com ênfase no design autoral e no resgate de tradições das regiões, gerando impacto positivo em suas comunidades.

A plataforma atua em quatro pilares moda, design, gastronomia e artes plásticas. Atualmente, são 103 parceiros cadastrados. Para fazer parte dessa curadoria, é necessário que a marca, chef, designer ou artista carregue no DNA os saberes ancestrais do Nordeste, mas de forma contemporânea, com apelo global.

Nesse conjunto de iniciativas serão investidos cerca de R$ 1 milhão.

“A curadoria do Nordestesse reflete a contemporaneidade, a originalidade e a sofisticação de produtos e experiências que trazem a estética e alma nordestina em seu DNA. Com as nossas lojas físicas, poderemos levar design, moda, arte gastronomias contemporâneas do Nordeste para todo o Brasil e também para mercados internacionais”, explica Daniela.

A plataforma disponibiliza, ainda, serviços de mentoria, de branding e produto, para seus associados.

No Rio de Janeiro, o Nordestesse está num shop in shop dentro da loja colaborativa Opinião, em Ipanema. Em São Paulo, terá um espaço próprio de 60 metros quadrados no segundo andar da Casa Cipó, nos Jardins, com 14 marcas de moda, 4 de decoração, 1 de mobiliário e um espaço para venda de produtos de gastronomia regional.

Também está prevista a abertura de áreas shop in shop em multimarcas de Brasília, Curitiba, BH e Trancoso, e também em Atenas e Portugal. Online, 18 marcas estão dentro da loja Nordestesse no superapp do Magalu.

Em entrevista à Casual Exame, Daniela Falcão conta sobre os próximos passos do projeto.

As vendas do marketplace serão apenas para o Brasil?

Não, faremos entregas para qualquer país. Mas a nossa operação, pelo menos no primeiro ano, será toda baseada aqui.

Todos os itens da Casa Nordeste estarão disponíveis no marketplace?

Sim. Para as marcas da Casa Nordestesse vamos usar o estoque da loja, será um funcionamento de e-commerce. Para os demais parceiros, marketplace.

Qual é a projeção de crescimento de parceiros cadastrados após o lançamento do marketplace?

As marcas selecionadas estão em estágios de digitalização e de produção (estoque e volume de vendas online) muito diferentes. Para as que já tem mais de 35% de sua venda online estimamos um crescimento de15%. Para as que estão abaixo desta faixa, 50% em média.

O novo marketplace tem alguma ligação com o Magalu?

Não, mas nada impede que ele esteja plugado em outras plataformas de marketplace com maior alcance. Estamos em negociação, mas ainda não fechamos nenhum parceiro. O projeto com o Magalu continua até o lançamento do nosso marketplace.

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