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Kevin Spacey terá que pagar US$ 31 milhões à produtora de 'House of Cards'

Spacey estrelou em cinco temporadas de "House of Cards" até que várias acusações de assédio sexual contra colegas de trabalho foram tornadas públicas
 (AFP/AFP)
(AFP/AFP)
Por AFPPublicado em 23/11/2021 11:06 | Última atualização em 23/11/2021 11:06Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O ator americano Kevin Spacey deverá pagar quase 31 milhões de dólares à produtora de "House of Card", série que protagonizou até ser demitido em função das denúncias contra ele por assédio sexual, determinou a Justiça.

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A decisão é de outubro de 2020, mas só foi tornada pública nesta segunda-feira (22), quando a MRC, produtora da série transmitida pela Netflix, apresentou uma petição para confirmar o veredicto diante de um tribunal de Los Angeles.

No documento, a MRC detalha que após as denúncias publicadas contra Spacey por assédio e agressão sexual em 2017, suspendeu o ator e ordenou uma investigação que determinou que "Spacey rompeu com determinações estabelecidas nos acordos de atuação e produção executiva que estabelecem os padrões para sua conduta no local de trabalho, incluindo a violação da política de assédio da MRC."

A onda de acusações que interrompeu a aclamada carreira de Spacey, de 62 anos, correspondeu ao surgimento do movimento #MeToo, que nasceu do caso do todo-poderoso produtor Harvey Weinstein.

Spacey estrelou em cinco temporadas de "House of Cards" até que várias acusações de assédio sexual contra colegas de trabalho foram tornadas públicas na mídia.

"A MRC não teve conhecimento desse tipo de conduta de Spacey com integrantes do elenco ou da equipe do programa", afirma a produtora no documento.

Duas vezes vencedor do Oscar, o artista de "Beleza Americana" acabou sendo demitido da série em que interpretou Frank Underwood, um político americano sem escrúpulos.

A produtora acrescentou que a consequente saída do ator americano da série de sucesso exigiu uma reorganização do trabalho que resultou em "perdas substanciais" para a empresa.

A MRC argumenta que teve que reescrever o roteiro, excluindo Underwood, o personagem principal da série, e reeditar a sexta temporada, que passou de 13 para 8 episódios.

A produtora iniciou uma batalha judicial contra Spacey em 2019 e, de acordo com a petição divulgada nesta segunda-feira, em 2020 um juiz arbitral decidiu a favor da MRC declarando a violação do contrato de Spacey.