Inspirado pela novela? Saiba como viajar ao Pantanal do Brasil

Reunimos dicas de hospedagem, atrações, como chegar e melhor período para viajar ao cenário de Juma, Jovi e Zé Leôncio
Hotéis oferecem pensão completa e passeios boa parte das vezes (Pousada Araras/Divulgação)
Hotéis oferecem pensão completa e passeios boa parte das vezes (Pousada Araras/Divulgação)
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Gabriel Aguiar

Publicado em 05/07/2022 às 17:49.

Última atualização em 05/07/2022 às 18:19.

Não são apenas os personagens Juma, Jovi e Zé Leôncio que conquistam os fãs da novela Pantanal: as paisagens no Mato Grosso do Sul fazem sucesso entre os telespectadores – e também nas redes sociais. Se visitar a região não é tarefa simples, CASUAL Exame reuniu dicas importantes para quem deseja viajar à maior planície alagável do mundo e segunda maior biodiversidade do Brasil.

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  • Onde está o pantanal

Localizada principalmente na região noroeste do Mato Grosso do Sul, o pantanal se estende por 210 mil km² e, por isso, ocupa áreas do sul do Mato Grosso, além de chegar até Bolívia e Paraguai. Como parte da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, a área ainda reúne quatro principais rios: Aquidauana, Apa, Cuiabá e Miranda. E uma curiosidade: quase 95% do território é formado por áreas particulares (como grandes fazendas), enquanto 4,6% é protegida pelas Unidades de Conservação (UC).

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Planejamento da viagem depende da temporada e do clima na região (Pantanal Filmes/Divulgação)

  • Como chegar ao pantanal

Existem basicamente duas regiões diferentes dentro do próprio pantanal. Na parte norte, que reúne as cidades de Barão de Melgaço, Cáceres e Poconé, a melhor opção é partir de Cuiabá pelas estradas estaduais – seja de carro ou ônibus. Para quem quiser conhecer a famosa rodovia Transpantaneira, a viagem começa em Poconé, a 105 km da capital mato-grossense, até a região de Porto Jofre.

Para quem preferir visitar a região sul, que reúne os municípios de Aquidauana, Corumbá e Miranda, dá para viajar de carro ou ônibus pela rodovia BR-262 – partindo de Campo Grande (MS). Também é possível pousar em Corumbá, pois a Azul oferece voos ligando a cidade à capital sul-mato-grossense. Para conhecer outras cidades da região, uma opção é percorrer a Estrada Parque Pantanal, que liga a região de Lampião Aceso até Buraco das Piranhas ao longo de 120 km de estradas de terra.

  • Melhor época para viajar ao pantanal

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Pantanal é considerada a maior planície alagável do mundo (Secom-MT/Divulgação)

Qualquer programação de viagem ao pantanal depende, principalmente, do intuito do passeio: para quem prefere conhecer os animais, é ideal visitar na época de secas; para pesca esportiva, os meses de cheia são ideias – mas a prática só está liberada de março a setembro. No norte, as chuvas fortes costumam acontecer de dezembro a fevereiro, com cheias de fevereiro a março que duram até dois meses. No sul, a seca costuma ser entre julho e setembro (mas vale checar com antecedência).

  • Onde se hospedar no pantanal

Quartos têm vista panorâmica para o rio (PEralta Cruises/Divulgação)

Para quem prefere viajar pelos rios do pantanal, existem barcos-hotel luxuosos com mesmo nível de hospedagens cinco estrelas, como o MV Peralta, da Peralta Cruise, com apenas dez suítes, academia, restaurante panorâmico e piscina. No formato all-inclusive há até bebidas. E, não bastasse a estrutura, a embarcação já teve até cardápio assinado por Daniel Barbosa, do MasterChef Profissionais 2018.

Neste caso, quase não há programação regular e, normalmente, são oferecidas apenas viagens para grupos fechados de pelo menos 16 pessoas. Neste caso, o valor é de 150 mil reais pelo fretamento – quando a reserva é individual, a experiência de quatro dias é oferecida a 8 mil reais por pessoa. Para 2022, resta apenas uma data disponível para hóspedes, em novembro, assim como para 2023.

MV Peralta tem deck com piscina e solarium (Peralta Cruises/Divulgação)

Outro opção é o Barco Hotel Mutum Expedições, que oferece roteiros temáticos para observação de onças pintadas, pesca esportiva e minicruzeiros de até sete noites, dependendo da programação. Há oito cabines duplas com ar-condicionado, além de restaurante panorâmico com pratos inspirados na culinária pantaneira. Também há deck com churrasqueira e duas embarcações para passeios.

Para visitar a parte norte do pantanal, a Pousada Araras Eco Lodge tem 19 suítes (e opções com duas camas para crianças), varandas com poltronas e redes, piscina, além das três torres para observação com até 25 metros de altura. Entre as atividades, há canoagem, passeio a cavalo e safári. Neste mês de julho, os fins de semana para casal saem a 8.668 reais (permanência mínima de duas noites).

Hotéis costumam ter pensão completa e passeios incluídos (Pousada Caiman/Divulgação)

Para quem viaja desde Campo Grande (MS), na região sul, a Pousada Caiman está baseada em uma fazenda para oferecer hospedagem em suítes de até 80 m² (5.175 reais). E, além disso, há duas vilas privativas – Baiazinha, com seis suítes, e Cordilheira, com cinco suítes –, exclusivas para grupos, que custam até 28 mil reais por noite. Todas as opções já incluem refeições e passeios nos valores.

Ainda mais próximo da capital sul-mato-grossense está a Pousada Refúgio da Ilha, que oferece oito apartamentos entre dois braços d’água à beira do Rio Salobra. Com acesso facilitado, porque há só 11 km de estrada de terra, também é mais próximo à turística cidade de Bonito (MS). Com quartos que custam até 6.800 reais (por pessoa) para três noites, os pacotes têm refeições e passeios.

  • O que fazer no pantanal

Não é surpresa que as atividades pantaneiras sejam dedicadas, principalmente, às observações dos animais e da natureza. E as programações incluem cavalgadas, passeios de carros e barcos, além de pesca esportiva (dependendo da temporada). Claro que existem outros roteiros destinados à arte e culinária local. São boas sugestões para quem preferir fugir do óbvio, já que parte das hospedagens oferecem pensão completa e incluem todos os passeios – alguns deles até oferecem day-use.

Torres de observação ficam a até 25 metros de altura (Pousada Araras/Divulgação)

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