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Huck desiste da presidência e renova com a Globo para substituir Faustão

Decisão acaba com expectativas de que pudesse concorrer à presidência nas próximas eleições
Luciano Huck, apresentador, comunicador e político, mas sem eleições: "o Brasil está sem projeto" (Divulgação/Endeavor/Denis Ribeiro)
Luciano Huck, apresentador, comunicador e político, mas sem eleições: "o Brasil está sem projeto" (Divulgação/Endeavor/Denis Ribeiro)
Por Graziella Valenti, GabrielJustoPublicado em 16/06/2021 03:11 | Última atualização em 16/06/2021 05:32Tempo de Leitura: 5 min de leitura

O apresentador Luciano Huck anunciou que não será candidato à presidência do país na eleição de 2022 e que vai, de fato, assumir o horário das tardes de domingo, no lugar do colega de emissora Fausto Silva, que deixa a Globo após 32 anos para voltar à Band.

O nome do apresentador poderá, a partir de agora, ser retirado das pesquisas eleitorais como um eventual ou potencial candidato. Desde abril, circulam rumores de que ele havia renovado o contrato com as Organizações Globo. Contudo, Huck ainda não havia falado sobre o tema.

Na pesquisa Exame/IDEIA publicada em maio, em um cenário de resposta estimulada (quando o pesquisador dá as opções ao entrevistado), Huck aparecia com 15% das intenções de voto, logo após Lula e Bolsonaro, sendo um dos principais nomes da tão buscada terceira via contra a polarização em 2022.

A decisão foi comunicada durante entrevista conduzida pelo jornalista Pedro Bial, no início da madrugada desta quarta-feira, dia 16. Huck explicou que sua atuação como apresentador é a forma como ele entende que melhor pode ajudar o Brasil.

“Eu acredito muito na TV aberta. É o que ainda mais nos conecta, longe do segundo lugar. Na década de 30, na grande depressão americana, quando o país estava muito parecido com o que o Brasil está agora, com a auto-estima muito machucada — era um colapso emocional, mesmo — , todos os grandes estúdios da época sentaram em volta de uma mesa e juntos decidiram construir o ‘americam dream’, onde sempre haveria final feliz. Fizeram isso para resgatar a auto-estima do povo americano. Então, eu, como um cara de comunicação que está há 25 nisso, acho que no ano de 22, e a partir daí, a TV aberta vai ter um papel tão importante, de resgatar a esperança das pessoas, de resgatar a auto-estuima, de mostrar que a gente tem capacidade regenerativa depois de tudo isso que a gente está vivendo. Então, eu tenho certeza que posso contribuir muito para o país estando nos domingos da Globo.”

Mas, até esse momento, o programa foi de suspense e a revelação ficou para o fim, já no melhor estilo estratégico para manter a audiência. Durante boa parte da entrevista, Huck deu a impressão de que poderia assumir a posição política. Colocou-se como uma pessoa — certamente uma das poucas — que realmente conhece o Brasil e seus confins, e disse que essa trajetória, de viajar o país, o impactou profundamente. E que sim passou a ter o desejo de atuar de forma mais ativa e política.

“A política é o que realmente muda um país”, afirmou, mas explicando que isso significa um engajamento na promoção do debate e das discussões sobre como solucionar os problemas do Brasil. Ele foi claro sobre ficar como apresentador e não como candidato a partir de 2022. “O futuro a Deus pertence. Espero que, daqui 20 anos, nossa contribuição com o país vá muito além de nossas contas bancárias”, respondeu a Bial, quando o jornalista tentou questionar se ele poderia considerar uma candidatura no futuro.

Entre as questões que Huck também respondeu está, finalmente, as razões de não ter concorrido na corrida presidencial de 2018. “Nove entre dez analistas políticos dizem que você teria sido vitorioso”, comentou Bial, ao fazer a pergunta. O apresentador disse que o motivo é simples: “eu não tinha projeto e essa não é uma posição [de presidente da república] que se assume por oportunidade”.

Durante a conversa, Huck ainda contou que, em 2018, anulou o voto no segundo turno e que está tranquilo com a decisão que tomou. Questionado sobre a próxima eleição, não declarou nenhum apoio ou contrariedade explícita — ou seja, com nomes. Mas afirmou que não se trata mais de uma discussão entre “esse ou aquele candidato” e sim de uma escolha a favor ou contra a democracia. “E eu serei sempre a favor da democracia.”

Huck aproveitou o espaço para fazer críticas e disse que o Brasil está sem projeto. E que falhou em ser o país do futuro, em razão disso. E não perdeu a oportunidade de defender alguns temas, como, por exemplo, de uma reforma do capitalismo.

“Eu não conheço nenhum sistema que tirou tanta gente da pobreza como o capitalismo. Mas que, também, ampliou tanto as desigualdades. A gente precisa decidir qual capitalismo queremos para o futuro, como é esse novo capitalismo.”

Huck, por fim, criticou a velha guarda da política nacional. “O maior pecado dos grandes líderes é do egoísmo, de não ter formado novas lideranças. O pecado de terem salgado o terreno a sua volta, no lugar de fertilizar. Precisamos de novas lideranças.”

Com Huck confirmado nas tardes de domingo, a Globo agora procura definir como ocupar a grade dos sábados, que perde o Caldeirão do Huck, sua principal atração. Uma das ideias, segundo o colunista Daniel Castro, é utilizar formatos como o Dança dos Famosos e Show dos Famosos, hoje no "Domingão", como programas independentes e com diferentes apresentadores.

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