Frankfurt abre as portas de uma Feira do Livro política e cheia de debates

Evento apoia, há anos, editoras independentes e agentes literários
Feira do Livro de Frankfurt (Ralph Orlowski/Reuters)
Feira do Livro de Frankfurt (Ralph Orlowski/Reuters)
Por EFEPublicado em 20/10/2019 08:30 | Última atualização em 20/10/2019 08:30Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Frankfurt — A Feira do Livro de Frankfurt, um dos grandes eventos literários do ano, abriu nesta quarta-feira ao público com a presença de 7.450 expositores de 104 países e com um amplo programa de debates políticos e de discussões sobre o mundo da edição.

A mudança climática é um dos temas deste ano, e o centro de debates políticos tem como foco principal o chamado antropoceno, a idade em que vivemos, em que o meio ambiente foi moldado até tal ponto pelos seres humanos que planejam novas relações entre a cultura e a natureza.

Outros temas, como o Brexit e o 70º aniversário da Constituição alemã deram mais elementos políticos à Feira e estimulam o debate sobre o que podem fazer os livros e a literatura diante dos desafios atuais.

A Feira de Frankfurt, no entanto, é uma feira de títulos atuais e que esperam ter importância hoje, pelo menos do ponto de vista comercial.

Os agentes literários são os protagonistas da Feira, com a sua compra e venda de direitos em uma seção especial.

O papel das editoras independentes é outro tema importante em Frankfurt, após anos de concentração no setor, com as suas vantagens - como a de poder criar o que Bergalli chama de "itinerários de leitura" - e desvantagens.

O apoio às editoras independentes é algo que a Feira de Frankfurt está fazendo há anos com um programa de convites a pequenos selos que, antes de se apresentarem no evento, participam de diversos seminários sobre edição.