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Festas Juninas devem atrair 140 milhões de brasileiros em 2026, mostra estudo

Pesquisa inédita do Instituto Locomotiva e QuestionPro revela que 85% da população pretende celebrar o São João, principalmente em festas de rua gratuitas

Festa Junina em 2026: como a festa movimenta a economia (cokada/Getty Images)

Festa Junina em 2026: como a festa movimenta a economia (cokada/Getty Images)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 18 de junho de 2026 às 15h41.

Última atualização em 18 de junho de 2026 às 18h18.

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O Carnaval pode até carregar a fama global, mas as Festas Juninas não ficam assim tão atrás quando o assunto é o turismo regional e o consumo de massa. É o que mostra uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro: 85% da população brasileira, o equivalente a cerca de 140 milhões de pessoas, pretende participar das celebrações de São João neste ano.

O índice representa um avanço real de engajamento em comparação ao ano anterior, quando 81% declararam a mesma intenção. As celebrações gratuitas e de rua são a principal escolha de 44% dos entrevistados, seguidas por reuniões privadas na casa de amigos ou familiares (39%) e as tradicionais quermesses de igreja (37%).

O aumento do interesse deve gerar, em 2026, uma mudança na movimentação econômica que o São João representa para o Brasil. Em 2023, segundo levantamento do Ministério do Turismo, as festividades mobilizaram mais de 26,2 milhões de pessoas e arrecadaram cerca de R$ 6 bilhões pelo país. A cifra que, na época, representou um salto de 76% em relação ao ano anterior.

Desse montante, os polos tradicionais de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) responderam sozinhos por mais de R$ 1,1 bilhão. Três anos depois, a consolidação do turismo rodoviário e a expansão de grandes programações em estados como a Bahia — que já faturava R$ 2 bilhões no período — e Minas Gerais mostram que o impacto financeiro da temporada junina se pulverizou pelas principais regiões do país.

O mapa do consumo: recortes regionais e sociais

O estudo evidencia como os hábitos de consumo e os pontos de contato com o público mudam, a depender da região geográfica e da classe socioeconômica.

No Nordeste, o coração do São João, lideram as festas de rua e gratuitas, destino escolhido por 51% dos entrevistados na região. O Sudeste e o Norte seguem uma linha parecida, com 44% e 43% de preferência pelo formato aberto, respectivamente.

No Sul, a principal intenção é celebrar em ambientes fechados e íntimos, na casa de amigos ou parentes (43%). Já no Centro-Oeste, as quermesses e festas paroquiais são a principal força da região, atraindo 42% dos moradores. O recorte religioso também aponta que as igrejas são o destino de 48% dos católicos no país.

Sob a ótica do poder aquisitivo, o comportamento dita novas frentes de negócios para marcas de lifestyle, moda e gastronomia. Metade dos consumidores das classes AB prefere investir em festas privadas (na casa de conhecidos), enquanto 30% desse mesmo público de alta renda direciona o consumo para eventos juninos pagos em clubes, associações ou centros culturais.

A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas digitais por autopreenchimento, com 1.000 brasileiros de 18 anos ou mais, entre os dias 29 de abril e 6 de maio de 2026. A amostra é nacional e foi ponderada por gênero, faixa etária, escolaridade e classe cruzadas por região, conforme parâmetros da PNAD Anual, do IBGE. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

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