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Hollywood? Não, Brasil: cinema vai passar de R$ 3,6 bilhões em 2029

Estudo exclusivo da PwC mostra potencial de produções nacionais com alcance internacional, caso de 'Ainda Estou Aqui' e 'O Agente Secreto'

Cinema no Brasil: setor reaquece com a entrada de filmes brasileiros em Hollywood (Leandro Fonseca /Exame)

Cinema no Brasil: setor reaquece com a entrada de filmes brasileiros em Hollywood (Leandro Fonseca /Exame)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 18h22.

Última atualização em 16 de janeiro de 2026 às 16h35.

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Cinco pré-indicações ao Oscar de 2026, duas estatuetas no Globo de Ouro e mais de R$ 1 bilhão em bilheteria em 2025. Poderia ser Hollywood, mas é o Brasil: o cinema nacional não via meses tão bons assim em anos — e a expectativa é que ele cresça ainda mais até a virada da década.

Segundo o estudo Global Entertainment, Media & Telecommunications Outlook 2025–2029 da PwC, enviado com exclusividade à Casual EXAME, a previsão é que o cinema global atinja receita de US$ 41 bilhões (R$ 220,17 bilhões) em 2029. Destes, a indústria cinematográfica brasileira responderá por US$ 668 milhões (R$ 3,59 bilhões) — quase 2% do total —, contando com estreias nacionais e internacionais.

O número representa um crescimento de 34% do setor nacional em relação a 2024, que levou mais de 125 milhões de pessoas às salas de cinema e teve receita total de R$ 2,7 bilhões milhões, na cotação atual. Foi o segundo maior crescimento de público nas salas de cinema entre 21 países, de acordo com os dados do Relatório Focus 2025 da Ancine. E fez o Brasil alcançar 70% de recuperação em relação ao patamar pré-pandemia de 2019, superando com isso a média global (67,7%) e países como Estados Unidos (62,2%) e México (60,9%).

Em 2025, apesar da queda de quase 10%, os números continuaram positivos. Segundo a Ancine, 112,5 milhões de pessoas foram às salas de cinema do Brasil. E destes, revela o estudo, 11,9 milhões pagaram o ingresso para assistir a filmes nacionais. 

Wagner Moura e Fernanda Torres: os dois brasileiros vitoriosos na categoria de atuação principal em filme de drama do Globo de Ouro

Wagner Moura e Fernanda Torres: os dois brasileiros vitoriosos na categoria de atuação principal em filme de drama do Globo de Ouro (Getty Images)

O hype do Oscar no Brasil

A projeção da PwC acompanha a onda do Brasil nas telonas, que segue com força em 2026. Começou em 2024 com Ainda Estou Aquique faturou sozinho cerca de R$ 66 milhões em bilheteria em todo o globo, de acordo com o estudo da PwC.

O filme sentiu o efeito das premiações internacionais quando a receita vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro e a estatueta do longa no Oscar.

O hype se manteve em 2026 com O Agente Secreto, principal aposta do Brasil para as premiações desse ano. Em Hollywood, o longa se sagrou vencedor dos prêmios no Critics Choice Awards e no Globo de Ouro e segue na corrida em busca do Oscar. Até o momento, o filme de Kleber Mendonça Filho já arrecadou R$ 28 milhões, segundo dados da Ancine. Está cartaz nos cinemas brasileiros há 11 semanas.

Neste ano, outras apostas brasileiras já começam a se destacar nos festivais internacionais — o começo da trajetória rumo a Hollywood. Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, fará sua estreia mundial na programação oficial do 76º Festival de Berlim, na mostra oficial competitiva Generation, dedicada a filmes com temáticas e protagonistas infantojuvenis.

Nos indicadores do mercado de exibição do órgão brasileiro, já são 5,63 milhões de pessoas nas salas de cinema, com renda de R$ 123,52 milhões nas primeiras duas semanas do ano. A bilheteria, mostram os dados da Ancine, é puxada sobretudo por Avatar: Fogo e Cinzas, A Empregada, Zootopia 2, Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada, Anaconda (com Selton Melo) e O Agente Secreto. 

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