Elegância durável: Lacoste lança relatório de transparência

Através do relatório, a marca expõe os projetos de impacto social e sustentável, com apoio à pessoas vulneráveis através do esporte e da moda, economia circular nas fábricas e extensão da vida útil das peças
 (Lacoste/Divulgação)
(Lacoste/Divulgação)
Por Julia StorchPublicado em 19/07/2021 13:37 | Última atualização em 19/07/2021 13:37Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Com uma camisa polo Lacoste vendida a cada 7 segundos no mundo, a marca francesa lança compromissos de impacto social e sustentabilidade para até 2025 através de seu primeiro relatório de transparência. 

Sob o conceito de “Elegância Durável”, a marca pretende ressaltar as práticas do setor têxtil e repensar a indústria, seus impactos e o papel da Lacoste na melhoria dos impactos provenientes do setor, que anualmente produz 100 bilhões de itens, quase o dobro de vinte anos atrás. Com seis fábricas no mundo e mais de 1.100 lojas, foram determinados 8 compromissos para até 2025, e que já estão em andamento.

A agenda da marca inclui que mil funcionários da Lacoste ajudem jovens vulneráveis e 10 mil pessoas vulneráveis sejam acompanhadas em suas inserções sociais ou profissionais.

Já no âmbito da cadeia produtiva, 100% da fibra de algodão será produzida por fornecedores classificados como “Silver” ou superior, 100% dos parceiros de fabricação dos produtos têxteis serão classificados como “Silver” ou superior, 50 iniciativas cofinanciáveis que beneficiam comunidades locais ligadas à cadeia, menos 15% do impacto ambiental por produto vendido, dobro da vida útil das camisetas polos e segunda vida para todos os resíduos têxteis e produtos não vendidos.

“Tenho muito orgulho do Relatório de Sustentabilidade que recentemente foi publicado pela nossa matriz. Esta abordagem social e ambiental, que chamamos de Durable Elegance, mostra o compromisso e estratégia que temos para toda a cadeia têxtil. A Lacoste América Latina trabalha em total sinergia com a visão global para que possamos atingir os compromissos descritos no relatório”, comenta Pedro Zannoni, CEO da Lacoste LATAM. 

Além disso, desde 2006 a Fundação Lacoste convida jovens socialmente desfavorecidos  a praticar esportes e desenhar suas perspectivas pessoais. “A partir de uma rede de associações parceiras ativas em 8 países, a Fundação Lacoste ajudou 70 mil jovens desfavorecidos entre 6 e 21 anos a florescer, ganhar autoconfiança, seguir o seu próprio caminho para alcançar os seus objetivos e construir as suas vidas”, traz o relatório.

No Brasil, o programa "Jogo Aberto" envolve esporte e cultura para jovens de 8 a 18 anos que vivem na favela do Caju, no Rio de Janeiro. Através do programa, as crianças têm a oportunidade de aprender e praticar cinco esportes diferentes: tênis, judô, tênis de mesa, ginástica e futsal. As aulas também incluem uma discussão sobre valores. Desde 2006, o programa já beneficiou mais de 334 crianças.

O pilar da experiência dará apoio a pessoas socialmente desfavorecidas ou com deficiência que possam participar da indústria da moda, através de experiência e recursos da marca. (Lacoste/Divulgação)

Com metas para até 2025, neste ano a marca está lançando o projeto Elevating Journey, que visa promover oportunidades iguais. A fim de promover a integração social e profissional, o plano baseia-se em três áreas específicas: autoconfiança, experiência e qualificações.

O primeiro pilar pretende restaurar a autoestima dos jovens e ajudá-los a construir sua visão de carreira. Já experiência dará apoio a pessoas socialmente desfavorecidas ou com deficiência que possam participar da indústria da moda, através de experiência e recursos da marca. Até 2025, a empresa planeja reservar até 10% das ofertas globais de estágio existentes em todo o ecossistema Lacoste para esses candidatos. O terceiro pilar, qualificações, promoverá recursos para que as pessoas adquiram habilidades e experiência profissional, aumentando sua empregabilidade na indústria. 

Para Thierry Guibert, CEO da Lacoste, é urgente encontrar respostas coletivas aos principais desafios sociais e ambientais do nosso tempo. “É preciso reduzir as desigualdades que rompem a coesão das nossas sociedades e lutar contra as perturbações que afetam o nosso planeta”, comenta.

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