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Dia Nacional do Queijo: lojas online fazem sucesso com delivery do produto

Com a pandemia, serviços de delivery cresceram pelo país, principalmente no setor de alimentos, em especial o queijo

Queijo artesanal serrano de Santa Catarina, um dos produtos entregue no clube de assinaturas do Ao Queijo. (Paulinho Sefton/Divulgação)

Queijo artesanal serrano de Santa Catarina, um dos produtos entregue no clube de assinaturas do Ao Queijo. (Paulinho Sefton/Divulgação)

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Julia Storch

Publicado em 20 de janeiro de 2021 às 15h58.

Última atualização em 20 de janeiro de 2021 às 16h17.

A fama do queijo brasileiro vem crescendo cada vez mais nos últimos anos. Em 2019, o Brasil conquistou 56 medalhas no 4º concurso Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, na França, incluindo 4 medalhas Super Ouro. Tanto que a premiação, pela primeira vez, saiu da França no mesmo ano para investigar o sucesso dos queijos brasileiros, com a edição do Mundial do Queijo Brasil, em Araxá. Com 953 inscritos (nacionais e estrangeiros), premiou 239 queijos, sendo 17 medalhas Super Ouro para queijos brasileiros. Com ainda mais medalhas no país e somado à pandemia, o mercado online de laticínios foi impulsionado. Para comemorar o Dia Nacional do Queijo, conversamos com produtores e lojistas e selecionamos alguns sites pelo país que revendem queijos premiados. 

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Quem já não ouviu falar dos queijos Pardinho, Senzala ou Mimo nos últimos tempos? Premiados, trouxeram notoriedade para os queijos artesanais brasileiros, tanto que no primeiro semestre de 2020, a procura por queijo cresceu 32,8% em comparação ao ano anterior, segundo dados da Nielsen. Segundo a Abiq (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo) o consumo de queijo no Brasil é de 5,5 quilos por habitante ao ano, a meta para 2021 é alcançar 7,5 quilos.

Para Enzo Benati, cofundador e produtor de queijos da marca Cuitelo Real, houve um aumento do mercado consumidor de produtos artesanais e com isso, surgiram muitas lojas online de revenda de queijos, que foram impulsionadas pela pandemia. “Nossa venda de produtos dobrou no último ano com a distribuição para lojas online. Para nós, vale mais a pena revender para as lojas que, muitas vezes buscam o produto aqui no sítio [em Itapeva, MG], do que nós investirmos em um e-commerce”, diz o produtor que conquistou duas Medalhas de Prata no Mundial do Queijo Brasil, e uma Medalha de Ouro e outra de Bronze no Prêmio Queijo Brasil 2019.

O queijo Cuitelinho ganhou Medalha de Bronze no Prêmio Queijo Brasil e é um dos mais pedidos na queijaria Cuitelo Real. (Flow Cinema/Divulgação)

“Hoje enviamos para lojas de São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador e Goiânia", conta Enzo que passou a vender seus queijos para mais de 12 lojas, desde o ano passado. Uma delas é a Ao Queijo em Florianópolis, do mineiro Tiago Pascoal. O negócio surgiu quando Pascoal levou alguns queijos de Minas Gerais para vender aos amigos no Sul do país, em 2015. A demanda começou a crescer e surgiu a ideia de abrir um negócio online com eventos mensais para assinantes do clube do queijo que montou em 2016. 

Outro negócio que começou online foi o Chico Queijos em Curitiba. Através do Instagram e WhatsApp, o ex-advogado, Francisco Mesquita, o Chico, cansado da advocacia, decidiu começar uma loja online de queijos brasileiros. “Em 2019 rodei mais de 10 mil quilômetros por Minas Gerais e São Paulo, conhecendo as microrregiões, e fazendo uma curadoria de produtos. Meu negócio estava indo bem e quando achei que a pandemia iria acabar com as vendas, minha carteira de clientes quintuplicou com os pedidos por delivery”, conta o mineiro de Belo Horizonte. 

 

O sucesso nas redes sociais foi tão grande, que nesta semana, Chico inaugurou sua primeira loja. Tanto a loja Chico Queijo quanto o Ao Queijo são vendidos os produtos lácteos do Pará ao Rio Grande do Sul. “A maioria dos nossos queijos são mineiros, por conta da oferta, mas meu foco é o queijo brasileiro. Nos últimos três anos a produção paraense começou a se regulamentar e trouxe uma oportunidade maior de comercialização legal, isso no Brasil inteiro. Um cenário muito forte é o Paraná, que antes nunca se ouvia falar como produtor de queijos”, explica Pascoal.

Um dos fortes impulsionadores da regularização das queijarias artesanais foi o Selo Arte, que garante a venda interestadual dos queijos, com o selo não é necessário o registro do SIF (Serviço de Inspeção Federal). Estima-se que 170 mil produtores de queijo artesanal podem se regulamentar através do Selo Arte.

Confira nossa seleção de lojas:

São Paulo:
Cateto Crafters
Lá do Interior
Bão Tamem

Rio de Janeiro:
Queijo Mio 
Nosso Terroir

Curitiba:
Chico Queijos Artesanais
Queijaria Padan

Florianópolis:
Ao Queijo

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