Conheça os melhores restaurantes do Rio de Janeiro no ranking da CASUAL Exame

Confira os destaques do ano na gastronomia nacional, escolhidos por quem mais entende do assunto
Restaurante Oteque está entre os melhores da capital fluminense (e do Brasil) (Oteque/Divulgação)
Restaurante Oteque está entre os melhores da capital fluminense (e do Brasil) (Oteque/Divulgação)
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Gabriel AguiarPublicado em 08/09/2022 às 10:00.

Curioso para saber quais são os melhores restaurantes do Rio de Janeiro? Para resolver essa questão, CASUAL Exame selecionou os representantes da boa gastronomia em território carioca e que foram reconhecidos por especialistas dos 100 Melhores Restaurantes do Brasil. Confira!

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Oteque

Cozinha do Oteque, dono de duas estrelas Michelin: menu degustação em oito etapas, que pode incluir atum cru com caviar e lagostim com maionese de peixe (Rodrigo Azevedo/Divulgação)

É em um discreto casarão no bairro carioca de Botafogo que trabalha o premiado Alberto Landgraf. Nada indica se tratar do requisitado Oteque, dono de duas estrelas do Guia Michelin. Qual é o segredo do bom restaurante? “Para mim, é quando o cliente come e sai com vontade de comer de novo”, diz o chef. Uma boa equipe e fornecedores de confiança são essenciais nessa equação.

“Landgraf é um cozinheiro técnico no seu ápice, com construção precisa de todos os elementos das receitas. Nada do que está no prato é por acaso”, afirma a jurada Renata Mesquita, do caderno Paladar. Sua inspiração não vem apenas da gastronomia: o mestre por trás das criações admite ter interesse em design, arquitetura e tecnologia, por exemplo. “Tento trazer tudo isso para o Oteque”, diz.

De volta às atividades depois de sobreviver às restrições da pandemia — quando decidiu fechar as portas, com o faturamento zero —, o restaurante oferece apenas menu degustação em oito etapas, que pode incluir atum cru com caviar; lagostim com maionese de peixe; cebola com ouriço e espuma de mexilhão; e pescada-branca, levemente defumada, à moda oriental. O menu custa 645 reais.

Rua Conde de Irajá, 581, 74, Botafogo, Rio de Janeiro
http://www.oteque.com


Lasai

Mesa do carioca Lasai: legumes da horta são transformados em protagonistas, mas a proposta da casa não é ser vegetariana (Divulgação/Divulgação)

Pode até parecer estranho que uma receita de sucesso, como a do carioca Lasai, receba mudanças profundas depois de oito anos colecionando premiações — e até uma estrela Michelin. Mas foi exatamente isso que aconteceu: Rafa Costa e Silva e Malena Cardiel passaram a atender oito clientes por noite; eram 40 pessoas antes. “Trabalhamos com o máximo de carinho, atenção e cuidado”, afirma o chef.

Nem mesmo os quatro meses de portas fechadas por causa das restrições de funcionamento deram fim ao menu degustação, que passou a ser vendido semipronto no empório na pandemia. A empreitada deu certo e a loja deve ser retomada em algum momento.

Disponível apenas com menu degustação, a experiência custa 725 reais. “O Rafa consegue transformar legumes da horta em protagonistas e esbanjar sabor nos pratos”, afirma a jornalista Daniela Filomeno. Mas vale reforçar: esse não é um restaurante vegetariano (nem é sua proposta). Exemplos disso são pratos da casa como a ostra com rabanete, limão, caviar e mel, e o vôngole em caldo de alho-poró.

Largo dos Leões, 35, Humaitá, Rio de Janeiro
https://lasai.com.br/


Oro

OroOro (Tomas Rangel/Divulgação)

Não bastassem as duas estrela Michelin, feito compartilhado por apenas outros três restaurantes no país (D.O.M., Oteque e Ryo), o Oro é comandado por Felipe Bronze – que se tornou uma celebridade com os programas de televisão nos canais GNT e Record. Conhecido por estrear aqui as inovações da culinária desconstruída, bem ao estilo do espanhol El Bulli, de Ferran Adrià, o chef soube repensar as receitas nos últimos onze anos: há duas opções de menu degustação (que custam de 545 reais a 655 reais), com destaque para petiscos feitos para serem comidos com as mãos, como abará com uni.

Avenida General San Martin, 889, Leblon, Rio de Janeiro
http://ororestaurante.com.br/


Lilia

LiliaLilia (Lilia/Divulgação)

Somente uma pequena placa identifica a entrada que dá acesso ao Lilia – em pleno centro do Rio de Janeiro (RJ), apertada entre antiquários e comércios populares. Se o endereço parece inusitado para alta gastronomia, por outro lado, condiz totalmente com a revolução proposta por Lucio Vieira: criar pratos inovadores, com ingredientes de qualidade, e preços acessíveis. Para isso, só existe opção de menu degustação (92 reais) e o restaurante abre apenas para almoço. Mas é possível escolher entre diferentes entradas, como a carne crua com maionese de ostra, que acrescenta 24 reais à conta.

Rua do Senado, 45, Centro, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/lilia.restaurante/


Escama

Quem está à frente da cozinha é Ricardo Lapeyre. Mas o próprio chef parece ceder o protagonismo aos peixes e frutos do mar selecionados diariamente – e pessoalmente – junto a pescadores do Rio de Janeiro (RJ). E não há frescuras por ali: o casarão ensolarado em pleno bairro do Jardim Botânico parece transportar a clientela ao mediterrâneo, com paredes brancas e janelas sempre abertas. No cardápio, há desde democráticas lambretas (48 reais) até peixes do dia (a partir de 98 reais), sempre com uma pitada de técnica francesa. Não à toa, em pouco mais de um ano, já é uma referência.

Rua Visconde de Carandaí, 5, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
https://www.instagram.com/escama.rio/


Chez Claude

Como se fosse inspirado pela ponte aérea Rio-São Paulo, o badalado restaurante do franco-brasileiro Claude Troisgros está nas duas maiores cidades do país. No endereço paulistano, a cozinha manteve algumas das receitas que faziam sucesso entre os cariocas, como o risoto cremoso de lula, tomate e queijo de cabra (124 reais), mas também criou pratos exclusivos – entre eles, a barriga de porco com pururuca, arroz oriental e pera (118 reais). Outro destaque da filial criada há menos de dois anos é a coquetelaria assinada por Esteban Ovalle, que assina obras como o drink de tamarindo (42 reais).

Rua Conde de Bernadote, 26, Leblon, Rio de Janeiro
https://www.instagram.com/chez.claude/
Rua Professor Tamandaré Toledo, 25, Itaim Bibi, São Paulo
https://www.instagram.com/chez.claudesp/


Cipriani

Prato do restaurante Cipriani (Tomas Rangel/Divulgação)

É de frente para a piscina do Copacabana Palace que o italiano Aniello Cassesse recebe os clientes do Cipriani – batizado em homenagem a um dos hotéis mais sofisticados de Veneza. Mas não pense que a localização é o único atrativo do restaurante: o cardápio, cheio de referências à terra natal do chef, que levou a primeira estrela Michelin em 2019. Existem apenas duas variações de menu degustação. É na opção autoral (410 reais) que surgem o carpaccio de wagyu com pinoli e o raviolini del plin com frango à cacciatora. Na tradicional (520 reais), até o cappon magro típico da Ligúria foi resgatado.

Avenida Atlântica, 1702, Copacabana, Rio de Janeiro
https://www.belmond.com/pt-br/hotels/south-america/brazil/rio-de-janeiro/belmond-copacabana-palace/dining


Grado

É indiscutível que as receitas italianas costumam ser reconfortantes. Mas essa experiência fica ainda mais real no casarão do charmoso bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ), detalhadamente decorado com livros, estantes de madeira e paredes cheias de quadros. Da cozinha, comandada por Nello Garaventa – de família ítalo-brasileira – saem maravilhas como o agnolotti de javali e peixe do dia acompanhado de tomate cereja, vinho branco, pinoli e batata rosti. E, atualmente, o restaurante trabalha somente com formato de menu degustação com três tempos e sobremesa (184 reais).

Rua Visconde de Carandaí, 31, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/gradorestaurante/


Sult

SultSult (Sult/Divulgação)

Não há grandes formalidades no restaurante comandado por Nelson Soares: o salão é minimalista e dá destaque à cozinha – bem visível ao público. E essa disposição não parece coincidência, porque a interação com clientes parece parte da filosofia, com direito a receitas fora do menu, como é o caso do spaghetti à carbonara. Só que, ainda que seja seguida a formalidade do cardápio, a mistura entre culinária brasileira e italiana rendeu boas criações, como é o caso do pirarucu com risoto de tucupi e jambu (78 reais). Aliás, os peixes têm destaque: valem todos os tipos e frescor é critério decisivo.

Rua Fernandes Guimarães, 77, Botafogo, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/sult.restaurante


Babbo Osteria

Babbo OsteriaBabbo Osteria (Babbo Osteria/Divulgação)

Foram investidos 4 milhões de reais para transformar o antigo casarão do bairro carioca de Ipanema em um pedacinho da Itália. Só que o ítalo-brasileiro Elia Schramm conseguiu. E não foi somente pela decoração repleta de referências europeias e objetos familiares do próprio restaurateur: o cardápio é fiel às tradições, desde o arancini funghi (37 reais), bolinhos feitos com risoto de cogumelos; até o polpetone recheado com muçarela de búfala e acompanhado por tagliollini com manteiga de sálvia (59 reais). Na coquetelaria, destaque ao ousado Martini com GranaPadano e pimenta (44 reais).

Rua Barão da Torre, 632, Ipanema, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/osteriababbo/


Casa do Sardo

É na região central de São Cristóvão, longe dos polos gastronômicos do Rio de Janeiro, que está uma das melhores cozinhas italianas da cidade. E o antigo casarão tem personalidade de sobra – capaz de fazer inveja a muitas cantinas paulistanas do Bexiga –, com as paredes cheias de penduricalhos e até bandeiras no teto. É verdade que o cardápio oferece desde pizza de camarões com shitake (71 reais) até agnello alla vernaccia (92 reais), que traz o cordeiro cozido no vinho braço com risoto de funghi. Mas acredite: será difícil errar o pedido. Na dúvida, vale provar alguma das massas artesanais.

Rua São Cristóvão, 405, São Cristóvão, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/restaurantecasadosardo/


Gajos D'Ouro

Gajos d'OuroGajos d'Ouro (Tomas Rangel/Divulgação)

Não espere por referências e clichês à cultura portuguesa: o estilo elegante do casarão em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), cairia bem a qualquer restaurante contemporâneo. Por outro lado, o cardápio é fiel aos pratos tradicionais, como arroz de pato (190 reais para duas pessoas) e dezesseis variações de bacalhau – inclusive com um abrasileirado strogonoff. Para quem se entregar ao leitão à pururuca (173 reais) ou à feijoada (168 reais), servidos especialmente às sextas-feiras e sábados, ainda existe a opção de se redimir com os doces típicos da “terrinha”, como os ovos moles de Aveiro (41 reais).

Rua Prudente de Morais, 1008, Ipanema, Rio de Janeiro
https://gajosdouro.com.br/


Marine Restô

Marine RestôMarine Restô (Marine Restô/Divulgação)

Não faz nem um ano que o restaurante do tradicional Fairmont Copacabana mudou todo o cardápio – e foi a primeira vez que isso aconteceu. Desta vez, a cozinha deu destaque à grelha e à brasa, além de trazer inspirações caseiras. É o caso do ossobuco preparado a baixa temperatura com demi-glace e raspas de laranja (210 reais). Mas ganharam espaço as receitas preparadas no Josper, uma espécie de forno a lenha, como a lasanha de cordeiro gratinada (150 reais) e o cupim braseado com legumes (230 reais). Nas entradas, há desde crudo de peixe fresco (85 reais) até o steak tartare (85 reais).

Avenida Atlântica, 4240, Copacabana, Rio de Janeiro
https://fairmontrio.com/marine-resto/


Satyricon

Depois de quase quatro décadas, dá para dizer que o Satyricon já é um verdadeiro clássico do Rio de Janeiro. E a essência do cardápio sempre se manteve igual: receitas mediterrâneas, com carinho por pratos italianos e, especialmente, ingredientes do mar. Tanto é que, logo na entrada, está o aquário com lagostas, cavaquinhas e moluscos vivos – enquanto os peixes são pescados com linha, não com rede, para preservar a integridade da carne. É com essa qualidade que saem da cozinha a lagosta ao thermidor (258 reais), o spaghetti alle vongole (116 reais) e mais uma infinidade de receitas.

Rua Barão da Torre, 192, Ipanema, Rio de Janeiro
http://www.satyricon.com.br/


Sud, o Pássaro Verde

Sud, o Pássaro VerdeSud, o Pássaro Verde (Sud, o Pássaro Verde/Divulgação)

É até difícil reconhecer o restaurante, que parece camuflado na vizinhança, em pleno bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ). Mas isso está diretamente ligado à proposta de Roberta Sudbrack: retirar toda a pompa da cozinha para oferecer o que há melhor na gastronomia. E nesse retorno às raízes, o forno de barro ganhou status de protagonista: é dali que saem quase todos os pratos, com destaque para a fraldinha (120 reais), que fica a noite inteira na brasa e é servida com arroz jasmim, e para a barriga de porco (84 reais). Na lista de sobremesas caseiras, o clássico pavê (45 reais).

Rua Visconde de Carandaí, 35, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/opassaroverdebr/


Teva

É verdade que, da cozinha de Daniel Biron, não sai nenhum prato com carne e derivados, como ovos, laticínios, gelatina e mel. Mas isso não significa que o restaurante foi sido criado para atrair (apenas) vegetarianos: o cardápio descontraído dá protagonismo a ingredientes frescos, cultivados na região, e orgânicos. Assim surgem homus com chermoula (38 reais), considerado o pesto africano; carpaccio de cogumelo Portobello (48 reais); lasanha trufada com cogumelos e bolonhesa de seitan (68 reais), uma espécie de carne vegetal derivada do glúten que substitui a proteína animal nas receitas.

Avenida Henrique Dumont, 110, Ipanema, Rio de Janeiro
https://tevavegetal.com.br/


Gero Rio

Gero RioGero Rio (Gero Rio/Divulgação)

Na filial carioca do Gero – que ocupa o térreo do luxuoso hotel do grupo Fasano no Rio de Janeiro –, existe até opção de menu executivo no almoço (152 reais) com entrada, principal e sobremesa. Essa é a maior prova de descontração, na medida do possível, para o tradicional restaurante. Ainda assim, as receitas têm forte inspiração italiana e quase não sofrem intervenções da cozinha. Para quem não quiser repetir as escolhas, uma opção é optar pelos pratos de temporada, como o tagliolini ao cacau com cogumelo porcini e burrata (132 reais) ou o camarão com creme de grão de bico (84 reais).

Avenida Vieira Souto, 80, Ipanema, Rio de Janeiro
https://www.fasano.com.br/gastronomia/gero-rio


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