Como futebol brasileiro tem quebrado barreiras sobre a homofobia no esporte

Próximo ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, Richarlyson assume bissexualidade e Vasco realiza ação inédita com torcidas
 (Rafael Ribeiro - Vasco/Divulgação)
(Rafael Ribeiro - Vasco/Divulgação)
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Da RedaçãoPublicado em 26/06/2022 às 09:00.

Na próxima quarta-feira (28), será celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Durante o mês de junho, diversas campanhas temáticas e celebrações foram realizadas com o foco no tema. No futebol, esporte que historicamente sofre com a homofobia, iniciativas inéditas chamaram a atenção para o problema e deram esperança para a conscientização de clubes, dirigentes e torcedores

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Em entrevista para o ‘Nos Armários dos Vestiários’, podcast do ge.globo que promete mergulhar em histórias de vidas afetadas pelo preconceito no futebol brasileiro, Richarlyson, ex-atleta, falou abertamente sobre o tema e assumiu a bissexualidade. Durante a conversa, o profissional debateu a discriminação que existe dentro do esporte e enfatizou que a sociedade não está preparada para tratar o assunto com naturalidade.

“O futebol conta com um poder de mobilização muito além das quatro linhas. Depois de toda a pesquisa realizada para a criação do material, vejo que o programa poderá encorajar outras pessoas a se unirem nesta luta. Eu tenho total admiração por todos os entrevistados que aceitaram contar histórias na série, afirma Bruno Maia, CEO da Feel The Match, empresa que produziu o podcast.

Conhecido por liderar movimentos sociais, o Vasco foi o primeiro clube a repercutir a entrevista de Richarlyson. Além disso, o Cruz-Maltino anunciou que as torcidas organizadas do clube assinaram um código de conduta se comprometendo, entre outras coisas, a fomentar a luta contra a homofobia.

Nesta sexta-feira (24), na partida contra o Operário-PR, o Estádio de São Januário terá uma faixa com a frase “Respeito, Igualdade e Diversidade”. Nas arquibancadas, serão espalhadas bandeiras com o arco-íris, um dos principais símbolos do movimento.

“Historicamente, o Vasco sempre foi pioneiro na briga por melhorias na sociedade. Isso tudo faz parte da história vascaína, é a razão do clube existir desde a sua fundação. A mobilização das torcidas organizadas é algo inédito no futebol brasileiro e será fundamental para a causa”, conta Vitor Roma, vice-presidente de marketing e novos negócios do Vasco.

Na temporada passada, o Vasco foi o primeiro time brasileiro a atuar em uma partida oficial com uniforme em homenagem ao movimento LGBTQIAP+. Autor do gol da partida, o atacante Germán Cano, que hoje atua no Fluminense, protagonizou uma cena histórica ao comemorar junto a bandeira de escanteio, que estava personalizada com a bandeira oficial do grupo.

“O nosso objetivo é estar sempre um passo à frente dos demais. Sabemos da complexidade e do longo caminho que temos pela frente, mas é um projeto robusto, com o Vasco lutando pelas causas corretas e sem prazo para terminar”, completa o executivo.

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