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Cinco dicas para curtir Lisboa, cidade onde foi gravada a novela Travessia

Rooftops, passeios de bicicleta, frutos do mar. A nova novela das nove é um convite para explorar as delícias da capital portuguesa

 (Sky Bar by SEEN/Divulgação)

(Sky Bar by SEEN/Divulgação)

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Ivan Padilla, de Lisboa

Publicado em 10 de outubro de 2022, 12h46.

Última atualização em 14 de outubro de 2022, 10h18.

Se as novelas da TV Globo são um termômetro do zeitgeist, o espírito do tempo, podemos dizer que os autores acertaram mais uma vez. Parte do próximo folhetim das nove, Travessia, se passa em Lisboa, destino do momento dos imigrantes brasileiros. Nunca houve tantos brasileiros vivendo em situação regular em Portugal. Hoje são 252.000 residentes, segundo o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), órgão responsável pelo setor de imigração do país.

Travessia estreou na segunda-feira 9 com a difícil missão de suceder Pantanal. Saem os rios e as onças, entram os pasteis de nata e as ladeiras do Bairro Alto – São Luís, os Lençóis Maranhenses e o Rio de Janeiro também são cenário da história. As primeiras gravações, no entanto, aconteceram na capital portuguesa. Com direção de Gloria Perez, a novela tem como trama principal a história de uma dançarina maranhense que acaba sendo vítima de uma mentira nas redes sociais.

Pois o tema acaba sendo mais um convite para explorarmos as atrações de Lisboa. A seguir, apontamos cinco dicas fora dos guias tradicionais de viagem para aproveitar a cidade.

Bares em rooftops

Lisboa é feita para se ver do alto, para que o visitante possa apreciar as telhas portuguesas que cobrem os telhados das casas. Com as ladeiras pelo centro, ruas que sobem e descem, os elevadores nas ruas têm uma função prática que vão além da atração turística.

Miradouros se espalham por toda a cidade. Mas melhor do que apreciar a cidade do alto é poder fazer isso com um drinque na mão. Na cafeteria do tradicional Miradouro de Santa Justa, por exemplo, pode-se comprar um cálice de vinho banco do Porto gelado.

Nos anos mais recentes, modernos bares nos rooftops de prédios e hotéis têm se espalhado por Lisboa e atraem tanto os visitantes como moradores locais na hora do equivalente ao nosso happy hour.

O Sky Bar by SEEN, no nono andar do hotel Tivoli, na Avenida Liberdade, é o ponto de encontro do momento. Com música alta saindo das caixas de som, o bar oferece uma bela vista em 180 graus da cidade. Chegue até às 18 horas para pegar uma das mesas encostadas na parede com vidro e peça o Wasabi Papi, drinque que leva gin Beefeater, wasabi, gengibre, erva príncipe e suco de limão, por 14 euros.

De bicicleta na orla do Tejo

A orla do rio Tejo, espécie de marco zero da cidade, concentra diversas atrações. A começar pela Praça do Comércio, local do palácio real por quase dois séculos. Um pouco mais afastados está a ponte Vasco da Gama, o belíssimo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) e o LX Factory, uma área industrial abandonada que reúne hoje cerca de 50 lojas de moda, bares e restaurantes.

Geralmente turistas usam transporte local, Uber ou alugam carro para ir do centro até essas atrações. Mas um bom programa para quem quer gastar um pouco das calorias de bolinhos e bacalhau e ginjinha, o licor local feito a partir de uma espécie de cereja, é alugar uma bicicleta pela cidade e percorrer a distância pedalando.

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Diversas lojas oferecem aluguel bikes a partir de 2 euros por dia. Ao chegar à Praça do Comércio, quebre à direita. Nem todos os trechos têm continuidade e às vezes é preciso entrar em ruas paralelas para terminar o percurso. Um desses trechos passa pelos inferninhos do Cais do Sodré. Se você fizer o passeio de manhã, é provável que encontre clubbers saindo de bares escuros tocando música eletrônica em alto volume.

Cervejarias (não confunda com cerveja)

Cervejarias se espalham por Lisboa. Mas aqui o conceito é mais amplo. Essas casas não se referem exatamente a bares de cerveja, e sim restaurantes especializados em frutos do mar, quase sempre salões com luz branca e aquário com as futuras refeições. Uma das mais famosas é a Cervejaria do Ramiro, na Almirante Reis, que ganhou fama após um programa do Anthony Bourdin.

Um pouco mais sofisticada é a Cervejaria Liberdade, no andar térreo do hotel Tivoli. Por lá, não deixe de pedir o polvo, em duas versões. O arroz de polvo tem a consistência de um risoto com pedaços caprichadas do molusco e molho à base de tomate e coentro e sai por 26 euros.

Um pouco mais leve, mas nem tanto, é o polvo à lagareiro, grelhado acompanhado de batatas ao murro e grelos, o equivalente ao nosso espinafre, qe custa 29 euros. Isso sim, regado a muito bom azeite. Para acompanhar peça um vinho branco de uva local, como arinto.

A rua cor de rosa

Segundo o site Lisboa Secreta, trata-se da rua mais instagramável da cidade. Entre as vielas e os bondes nas vias principais do Cais do Sodré está a chamada Pink Street. Como diz o nome, a rua é pintada de rosa, depois de uma intervenção urbana em 2013.

Depois de fotografar a rua e devidamente postar em sua conta do Instagram, guarde o celular e escolha um dos bares para sentar e pedir uma Super Bock ou uma Sagres, as cervejas mais populares de Portugal. E espere anoitecer. Trata-se de um dos principais centros da vida noturna de Lisboa, com bares de nomes sugestivos como Pensão Amor e Espumantaria do Cais.

Pink Street em Lisboa

Pink Street em Lisboa: agito (Ivan Padilla/Exame)

Latas de sardinhas e azulejos de presente

Não se chega de uma viagem como Portugal de mãos vazias. Um bom presente acaba sendo as charmosas latas de sardinha e de outros peixes em conserva. Sem contar o próprio conteúdo, para ser apreciado com um bom pão de casca dura. A lojas mais famosa de sardinhas em lata é O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, que está até em aeroportos internacionais como o de Barajas, em Madri.

As latas com desenho vintage de sardinhas também podem ser encontradas na loja A Vida Portuguesa, no bairro do Chiado, a partir de 3 euros cada. Mas não só. Livros de receita, toalhas de mesa, shampoo, entre dezenas de itens, são bons regalos de viagem disponíveis na loja, inclusive no e-commerce.

Azulejos também são especialidade da loja Vista Alegre, logo ali perto, no Largo do Chiado. Por lá pode-se comprar tanto peças em ótimo estado do século 18, que começam em 200 euros, como cerâmicas locais feitas por artistas como Valerio Vidali e Joanna Concejo, a 70 euros cada.

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