Black Friday terá menos descontos e mais contato com o consumidor

A afirmação é da sócia do escritório McKinsey, Fernanda Hoefel, no painel de negócios da moda do evento de debates Iguatemi Talks Fashion

Em vez de descontos expressivos chegando a um número limitado de consumidores, a edição 2020 da Black Friday brasileira, que acontece no fim de novembro, deve trazer menos ofertas e mais interação entre lojistas e clientes. Essa é a opinião de Fernanda Hoefel, sócia do escritório de consultoria empresarial McKinsey. Para se preparar para o mercado financeiro e aprender como montar uma carteira de investimentos, veja o curso O Manual do Investidor de Sucesso, de EXAME Academy.

Segundo Fernanda, a pandemia fez com que a maioria dos varejistas se preparassem muito bem no universo digital, ampliando suas bases e principalmente suas relações com clientes. Esse contato maior com os consumidores, no entanto, não compensa as perdas da crise, e, por isso, dificilmente os descontos da Black Friday deste ano serão expressivos. “Eu vejo dois movimentos. De um lado, há setores mais aquecidos que vão fazer uma Black Friday de menos descontos e mais contato com os consumidores. Já outros segmentos vão usar essa oportunidade para recuperar a demanda perdida na pandemia”, disse. 

A afirmação foi feita durante um painel de negóicos da moda no evento Iguatemi Talks Fashion, realizada pelo grupo Iguatemi, com os debatedores reunidos no JK Iguatemi de São paulo e plateia online. Além da presença de Fernanda Hoefel, sócia do escritório de consultoria empresarial McKinsey, o evento transmitido ao vivo nesta quarta-feira, 21, também contou com a presença de Alexandre Birman, CEO da Arezzo & CO; Marcella Kanner, head de comunicação da Riachuelo, e Sandra Chayo, diretora de marketing da Hope. A mediação da conversa foi feita por Ivan Padilla, editor executivo da Casual EXAME.

Para além da Black Friday, a sustentabilidade nas indústrias de moda também foi tema do debate. Para Marcella Kanner, da Riachuelo, a pauta do consumo circular e menos nocivo à natureza ganha cada dia mais relevância, o que está se mostrando mais claro desde março. “Esse foi um ano de pensar de forma muito criativa. Na Riachuelo, pela primeira vez, olhamos para dentro das fábricas para ver a matéria que tínhamos disponível para pensar nas coleções a partir disso. Fizemos mais com menos”, disse. “Quanto mais consciente o consumidor for, melhor para todo mundo, porque a gente precisa de um mundo. Acho que hoje a sustentabilidade ainda não é um fator decisivo de compra, mas em poucos anos vai ser”, completou.  

Segundo Fernanda, da McKinsey, a pauta da sustentabilidade é patente para as gerações mais novas, e as empresas estão começando a perceber esse novo comportamento de consumo. “A geração Z é extremamente ligada na sustentabilidade e nos impactos que o consumo tem na sociedade. A indústria da moda é uma das mais poluentes que existe. Mas estamos assistindo a uma mudança de postura dessas empresas, que estão colocando essa questão cada vez mais ao centro”, comentou.

A marca de lingerie Hope, por exemplo, passou a investir em materiais biodegradáveis e em produtos com maior tempo de vida útil, evitando novos materiais no meio ambiente e facilitando a reutilização dos que já foram fabricados, como lembrou a diretora do grupo, Sandra Chyao. “Nossa preocupação com sustentabilidade começa pelo material, que é biodegradável. Já os produtos são feitos para durar muito. Isso possibilita, também, reaproveitar essas peças”, disse. 

Um outro assunto abordado na conversa foi o e-commerce, que mudou completamente nos mais variados setores do começo do ano para cá. Alexandre Birman, da Arezzo, destacou que antes da pandemia, o faturamento mensal da marca no online era de 16 milhões de reais. Agora, 50 milhões de reais do faturamento mensal da marca corresponde ao digital. “A gente está trabalhando muito com nossa base de dados para customizar nossos produtos ao que os clientes procuram”, disse Alexandre. 

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