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Antiga fábrica de vassouras vira nova unidade da Galeria Teo em São Paulo

Imóvel nos Campos Elíseos passa a concentrar acervo, documentação e ateliês dedicados ao mobiliário moderno brasileiro

Galeria Teo: segunda unidade em São Paulo (Nelson Kon/Divulgação)

Galeria Teo: segunda unidade em São Paulo (Nelson Kon/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 15h01.

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A Galeria Teo abre uma segunda unidade em São Paulo com uma proposta que começa pelo próprio endereço. Instalada em uma antiga fábrica de vassouras de 1908, nos Campos Elíseos, a Galeria Teo Cleveland reúne acervo, pesquisa e ateliês dedicados ao restauro de mobiliário moderno brasileiro.
O imóvel, que pertenceu à fábrica Cerello, passou por uma adaptação assinada pelo escritório Tacoa Arquitetos. O projeto de 2.000 metros quadrados preservou elementos da arquitetura industrial e parte do maquinário original do edifício.

A recuperação do espaço acompanha a própria atividade da galeria. A nova unidade abriga seis ateliês voltados a etapas de restauro, marcenaria, preparação de peças, pintura, verniz e secagem, acabamento, estofamento, elétrica e trabalho com metais.

Galeria Teo: nova unidade abriga ateliês voltados as etapas de restauro (Nelson Kon/Divulgação)

É nesses espaços que atua a equipe técnica responsável pela conservação das peças do acervo. O restauro também serve de apoio ao trabalho de pesquisa sobre o mobiliário brasileiro produzido principalmente entre as décadas de 1940 e 1970.

Além das oficinas, a Cleveland concentra o acervo histórico da Galeria Teo, áreas de documentação e atividades relacionadas à história do design moderno no país.

A história do próprio prédio também integra a pesquisa desenvolvida no local. Fernanda Carvalho, historiadora e curadora vinculada ao Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, conduz uma investigação sobre o imóvel, seu maquinário e sua trajetória produtiva.

Galeria Teo: curadoria de peças modernistas brasileira do século XX (Nelson Kon/Divulgação)

A galeria também trabalha com a pesquisadora Ethel Leon, que estuda designers e empresas representados no acervo. O trabalho inclui a produção de verbetes e de uma linha do tempo sobre o desenvolvimento do design brasileiro.

Entre os nomes presentes na coleção estão Jorge Zalszupin, Julio Katinsky e Giuseppe Scapinelli, ligados à produção modernista brasileira do século XX.

A Galeria Teo foi criada pelos irmãos Lis e Teo Vilela Gomes. O negócio começou com a Casa Teo, aberta em 2007, na Rua João Moura, em São Paulo. A primeira Galeria Teo foi inaugurada em 2022. Com a nova unidade nos Campos Elíseos, a empresa passa a concentrar em um mesmo endereço parte de seu acervo, pesquisa histórica e as etapas de conservação e restauro das peças.

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