A nova etiqueta dos cinemas: máscara, distanciamento e nada de pipoca

Dez estados brasileiros, incluindo São Paulo, que tem um terço das salas do país, já estão autorizados a retornarem às atividades

Fechadas desde meados de março, as salas de cinemas de 11 estados brasileiros já estão autorizadas a retomar gradualmente suas atividades, mas isso, é claro, seguindo uma nova etiqueta adaptada aos tempos de pandemia.

Para começar, o uso de máscara é obviamente obrigatório. Algumas redes até permitem a retirada do acessório para comer dentro das salas, mas na maioria dos estabelecimentos, o consumo de pipoca ou outros alimentos está vetado. No novo normal dos cinemas, os clientes estão sendo encorajados a comprar os bilhetes em totens eletrônicos para minimizar o contato humano na bilheteria convencional. Nas telas, pouquíssimos, ou zero, lançamentos. No lugar de filmes inéditos, clássicos como “Matrix” e “Apocalipse Now” ganham a vez.

Em São Paulo, que abriga um terço das salas de cinema do país (1107 das 3507, segundo o Observatório Brasileiro de Cinema e Audiovisual), aparelhos culturais como cinemas, teatros, museus e galerias de arte foram autorizados a funcionar no último dia 10 de outubro.

Segundo números da consultoria comScore, após a reabertura dos cinemas paulistas, a arrecadação da bilheteria nacional dobrou. Um fim de semana antes da abertura dos cinemas de São Paulo, as salas de todo o Brasil receberam cerca de 40.000 espectadores, uma arrecadação de 606.000 reais. Já no último fim de semana, foram 1,2 milhão de reais em bilheteria, com 86.000 espectadores. Ainda assim, o número é irrisório se comparado à bilheteria pré-pandemia. Em março, no último final de semana que todos os cinemas brasileiros funcionaram, o público foi de 1,018 milhão e a bilheteria arrecadou 17,7 milhões de reais. 

Além de São Paulo, salas de cinema de outras 10 capitais já estão funcionando: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Campo Grande (MS), Belém (PA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Macapá (AP) e Cuiabá (MT). Os protocolos de segurança podem variar de cidade para cidade, mas no geral, os cinemas só podem funcionar com no máximo 60% da capacidade total; devem respeitar distanciamento de no mínimo 1,5 metro em filas e dentro das salas e desinfetar todo o ambiente ao fim de cada sessão.

Um outro imenso desafio da retomada dos cinemas é a falta do básico: filmes inéditos. Inúmeros estúdios adiaram o lançamento de filmes previstos para este ano para evitar prejuízo. Com isso, sobrou para as salas de cinema reexibir filmes clássicos com apelo do público. No tradicional Belas Artes, em São Paulo, por exemplo, a nova programação traz filmes como “Matrix”, “Apocalipse Now” e “Batman, o cavaleiro das trevas”, título mais recente, de 2008. No complexo Kinoplex, que voltou a funcionar na última quinta-feira, a programação inclui títulos como “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Os Bons Companheiros” e “Superman – O Filme”. 

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