• AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
  • AALR3 R$ 20,13 -0.20
  • AAPL34 R$ 68,52 1.72
  • ABCB4 R$ 16,65 0.79
  • ABEV3 R$ 14,21 1.21
  • AERI3 R$ 3,75 5.04
  • AESB3 R$ 10,92 0.74
  • AGRO3 R$ 31,36 0.58
  • ALPA4 R$ 22,15 4.04
  • ALSO3 R$ 18,85 -0.79
  • ALUP11 R$ 26,51 -2.07
  • AMAR3 R$ 2,58 1.57
  • AMBP3 R$ 32,48 4.47
  • AMER3 R$ 21,50 -1.78
  • AMZO34 R$ 3,43 5.09
  • ANIM3 R$ 5,66 3.47
  • ARZZ3 R$ 81,38 2.42
  • ASAI3 R$ 16,30 3.69
  • AZUL4 R$ 20,95 4.38
  • B3SA3 R$ 12,43 4.37
  • BBAS3 R$ 37,45 -0.32
Abra sua conta no BTG

A nova Casa do Porco: mesas no asfalto e 60 porcos assados por mês

A reabertura do restaurante do Jefferson Rueda, o 39 º melhor do mundo, marca o início do "Ocupa Rua", que pretende dar ares de Paris ao centro de SP
Porco sanzé: A Casa do Porco vendia 12 mil unidades do prato por mês (Divulgação/A Casa do Porco)
Porco sanzé: A Casa do Porco vendia 12 mil unidades do prato por mês (Divulgação/A Casa do Porco)
Por Daniel SallesPublicado em 03/09/2020 06:40 | Última atualização em 04/09/2020 17:39Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Apontada pelo ranking The World’s 50 Best como o 39º melhor restaurante do mundo, a Casa do Porco Bar, no centro de São Paulo, voltou a receber clientes na última terça-feira (1). O restaurante do chef Jefferson Rueda, porém, que antes da pandemia era sinônimo de filas intermináveis todo final de semana e feriado, não é mais o mesmo. Por razões obvias, o empreendimento não mais dispõe de 83 lugares como antes (54 dentro e 29 do lado de fora). Agora são 65 assentos, 29 dos quais na parte interna e o restante fora, mais exatamente no asfalto.

A retomada da Casa do Porco marca o início do projeto “Ocupa Rua”. Trata-se de uma iniciativa de Jefferson e sua mulher, a também chef Janaína Rueda, em conjunto com a jornalista Alexandra Forbes e o escritório de arquitetura Metro, da dupla Gustavo Cedroni e Martin Corullon. Sua razão de ser é permitir que mesas e cadeiras possam ser dispostas nas áreas destinadas aos carros. Para garantir o consumo na rua em segurança, o projeto prevê a instalação de parklets, jardineiras e árvores frutíferas.

Jefferson e Janaina Rueda: 8.400 menus-degustação por mês (Divulgação/Divulgação)

Envolve um punhado de ruas próximas à Praça da República, a Major Sertório, a General Jardim, a Bento Freitas e a Araújo, endereço de mais de 30 estabelecimentos, entre os quais a hamburgueria Z Deli e o pequeno império gastronômico dos Rueda. Orçado em 450 mil reais, o projeto-piloto está sendo todo custeado pela iniciativa privada com o apoio de marcas como Heineken e Johnnie Walker.

A cidade de Paris, com seus bairros repletos de bares, cafés e restaurantes com mesinhas voltadas para a rua, é tida como a principal inspiração para a iniciativa. Estabelecimentos de Pinheiros, Itaim, Vila Olímpia, Vila Nova Conceição e Higienópolis já se movimentam para replicar a ideia.

"Ocupa Rua" começou no entorno da Praça da República, em SP (Divulgação/Divulgação)

As calçadas, até segunda ordem, precisam ser mantidas livres. Por acreditar que o uso delas foi liberado para os empreendimentos envolvidos no “Ocupa Rua”, o chef Erick Jacquin se disse indignado. Hoje à frente do francês Président, nos Jardins, o jurado do “Masterchef” esbravejou em um vídeo postado em suas redes sociais: “A lei não é para todo mundo? Porque uma marca de cerveja patrocina pode? Vou votar numa cerveja na próxima vez e não num político”. O motivo: pelas regras atuais, o uso das calçadas está vetado e quiseram multá-lo em 35 mil reais em razão de duas mesas mantidas em frente ao Président.

De volta à ativa dentro do chamado “novo normal”, a Casa do Porco almeja recuperar logo, logo os impressionantes números registrados antes da pandemia. Do porco sanzé, por exemplo, eram vendidos todos os meses 12 mil unidades. O prato junta carne suína assada na brasa, tutu de feijão, tartare de banana com tempero de limão, farofa de cebola e saladinha de couve crua.

Porcos assados a cada mês? Eram sessenta, uma média que na visão dos Rueda será retomada o quanto antes. Do menu-degustação, que correspondia a 70% dos pedidos, eram preparadas 8.400 unidades por mês. Faturamento mensal antes da pandemia? Por volta 1,5 milhão de reais, estima-se. A cifra envolve todos os negócios do casal, entre os quais o Bar da Dona Onça, a lanchonete Hot Pork e a Sorveteria do Centro.

Esboço do projeto "Ocupa Rua": Paris como inspiração (Divulgação/Divulgação)

Iniciada a quarentena, os Rueda arregaçaram as mangas para preparar marmitas e doá-las à população desassistida. Foram 2.500 até aqui. Demandou, em média, dois porcos assados por dia. O casal demorou para aderir ao delivery, mas logo as entregas se mostraram um sucesso estrondoso. Só a Casa do Porco passou a despachar cerca de 2.400 pedidos a cada mês, o que motivou a criação de uma cozinha exclusiva para o delivery.

A Casa do Porco Bar
Endereço: Rua Araújo 124, República, São Paulo (SP), tel. (11) 3258-2578.
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h; domingo, das 12h às 17h. Apenas com reserva.

 

De 0 a 10 quanto você recomendaria Exame para um amigo ou parente?

 

Clicando em um dos números acima e finalizando sua avaliação você nos ajudará a melhorar ainda mais.