9 entre 10 produtos da Puma serão sustentáveis até 2025

Atualmente, 5 entre 10 produtos da Puma já são sustentáveis, agora a marca esportiva alemã pretende expandir as ações de sustentabilidade e projetos no país

Até 2025, nove entre dez produtos da Puma serão feitos de materiais mais sustentáveis.  “Mas, é importante que as pessoas entendam que sustentabilidade é muito mais do que simplesmente saber como um tecido foi feito”, comenta Fabio Kadow, diretor de marketing da Puma. Em conversa exclusiva à Casual EXAME, Kadow expõe os projetos da marca esportiva, que vem incentivando mulheres nos esportes e substituindo as matérias primas de seus produtos por elementos sustentáveis.

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No ano passado, 5 entre 10 produtos da marca foram feitos com materiais sustentáveis. Marco importante, visto que 100% dos principais materiais utilizados no vestuário e acessórios, como penugem, viscose e algodão foram provenientes de fontes sustentáveis. 97% de outros materiais como couro, poliéster e papelão, também contam com fontes certificadas.

Para 2025, a marca alemã prevê aumentar a meta no quesito sustentável, alcançando 9 entre 10 produtos. Para isto acontecer, mudanças já vêm acontecendo, como 75% de todo o poliéster usado nos produtos adquiridos são de fontes recicladas. “Estamos demonstrando um objetivo de crescimento, de melhora e também de metas claras do que precisamos atingir até lá. Em 2019, por exemplo, na questão do algodão, reduzimos em 13 bilhões de litros de água apenas no cuidado do cultivo do algodão”, comenta Kadow. 

Outro número grandioso é a quantidade de garrafas plásticas recicladas, 2 milhões em 2020. Com o PET reciclado de países como Haiti, Honduras e Taiwan, foi desenvolvida a coleção First Mile, com jaquetas, bonés, calças e tênis. Ainda que a produção de roupas com plástico reciclado não seja comum entre as manufaturas, “A questão do consumo de matérias primas sustentáveis é tão importante para o planeta, que precisamos investir tornar uma prática comum, e assim será possível ter um ganho em cima disso”, explica Kadow sobre o custo superior na produção das peças em comparação com outros materiais sintéticos (e não tão verdes) disponíveis no mercado.

“No Brasil, onde produzimos parte dos produtos que vendemos, também temos que investir em soluções locais para que consigamos acompanhar todo esse movimento global da marca de ganho sustentável”, pontua. 

As cobranças por sustentabilidade não vêm somente dos consumidores, mas dos funcionários da marca, conta o diretor de marketing. “As pessoas têm que se sentir identificadas com a empresa e saber que o lugar onde tem esse tipo de preocupação e tem esse tipo de trabalho. É daí que vem a primeira cobrança, e em segundo lugar são os consumidores, que precisam entender o quanto esse tipo de movimento que fazemos é importante”.

Para além da utilização de itens favoráveis ao planeta, a marca traçou um projeto que busca tornar não só os produtos, mas a empresa sustentável como um todo, o 10FOR25. O programa inclui compromissos em temas como clima, direitos humanos, biodiversidade e circularidade. “As ações variam de país a país, porque as causas não necessariamente são iguais. No Brasil, a questão é a mulher no esporte. A Puma, como uma marca esportiva, buscou focar e entender qual seria realmente o seu papel dentro de um universo em que grandes mudanças estruturais precisam acontecer”, comenta Kadow sobre o chocante dado do IBGE de 2017, o qual 68% das mulheres brasileiras nunca praticaram esportes. 

“As barreiras às práticas esportivas vêm desde a infância, onde os meninos são incentivados a praticar, e as meninas, por vezes, não. Barreiras na educação física na escola, onde as meninas que chegam suadas são mal vistas e os meninos, vistos como heróis”. Assim, a marca visou incentivar esportes como o futebol, skate e a corrida. O primeiro, trata de um projeto contínuo com as jogadoras do Palmeiras, dando materiais para que elas possam exercer a profissão. “Já no skate feminino, apoiamos a Isa Pacheco, que vai pra pras Olimpíadas de Tóquio, e também o coletivo Una, de mulheres que também querem andar de skate e enfrentam vários preconceitos e barreiras”, comenta Kadow.

“Estamos escutando e aprendendo, mas mais do que isso, temos uma boa vontade em fazer mudanças estruturais. Mais do que colocar todo o dinheiro em um nome que pudesse trazer um grande retorno de mídia, optamos por mudanças de médio e  longo prazo, mas que entendemos que são necessárias para trazer essa igualdade”, finaliza.

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