Redatora
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 10h59.
Ao encerrar seu ciclo como CEO da Berkshire Hathaway no fim de 2025, Warren Buffett não apenas marcou o fim de uma era em um dos maiores conglomerados do mundo, avaliado em mais de US$ 1 trilhão, como também deixou um legado de princípios financeiros que seguem influenciando profissionais e empresas ao redor do globo.
Seu patrimônio pessoal, estimado em US$ 150 bilhões, é apenas uma parte do impacto que construiu. E o conselho mais valioso que Buffett deu ao longo dessa trajetória não foi sobre transações milionárias ou apostas arrojadas no mercado: foi sobre tempo e consistência. As informações foram retiradas da CNBC Make It.
Durante uma assembleia da Berkshire em 1999, Buffett foi questionado sobre como alguém poderia alcançar um patrimônio como o dele. Sua resposta foi simples e direta:
“Comece cedo.”
Ele comparou sua trajetória a uma bola de neve rolando ladeira abaixo: quanto mais cedo você a colocar em movimento, maior ela se torna. A metáfora, claro, refere-se aos juros compostos, mecanismo pelo qual o rendimento incide não apenas sobre o capital inicial, mas também sobre os rendimentos acumulados.
A lógica é matemática, mas seu impacto é exponencial, especialmente no mundo das finanças corporativas, onde a visão de longo prazo é essencial para a saúde e crescimento sustentável de qualquer empresa.
Dentro da gestão financeira corporativa, compreender o poder dos juros compostos é mais do que saber como aplicar capital: trata-se de entender como o tempo influencia a alocação de recursos, o retorno sobre investimentos (ROI) e até mesmo as decisões de endividamento ou reserva de caixa.
Para Buffett, se tivesse apenas US$ 10 mil saindo da faculdade, faria tudo de novo: buscaria empresas subvalorizadas com potencial de crescimento a longo prazo. Essa mentalidade de análise de valor e paciência estratégica é o que diferencia investidores oportunistas de gestores financeiros consistentes, capazes de gerar valor real para suas companhias ao longo dos anos.
A CNBC Make It fez uma projeção baseada nos ensinamentos de Buffett. Imagine um profissional de 22 anos que investe US$ 10 mil em uma carteira com rendimento médio de 8% ao ano, e aplica mais US$ 5 mil por ano. Aos 95 anos, idade atual de Buffett, esse investimento se transformaria em mais de US$ 21 milhões.
Se essa pessoa decidisse esperar cinco anos para começar, o valor cairia para menos de US$ 15 milhões. E, com um atraso de 10 anos, a soma não passaria de US$ 10 milhões.
Para líderes e analistas financeiros em grandes corporações, esse exemplo reforça o princípio central da gestão patrimonial empresarial: o custo de adiar uma decisão estratégica pode ser bilionário ao longo do tempo.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.
O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.
EU QUERO PARTICIPAR DE TREINAMENTO VIRTUAL COM CERTIFICADO SOBRE FINANÇAS.