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'Vagas fantasmas': fraudes durante o recrutamento disparam no Brasil, aponta LinkedIn

Levantamento global mostra que 70% dos recrutadores dizem ter dificuldade para construir confiança em processos seletivos

Mais de 60% dos candidatos já entraram em contato para confirmar se uma vaga era real, diz estudo do LinkedIn (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Mais de 60% dos candidatos já entraram em contato para confirmar se uma vaga era real, diz estudo do LinkedIn (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Publicado em 7 de maio de 2026 às 15h36.

Última atualização em 7 de maio de 2026 às 15h38.

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O avanço da digitalização no mercado de trabalho trouxe velocidade e escala para os processos seletivos, mas também abriu espaço para um novo risco: o aumento de fraudes em vagas. No Brasil, o impacto já é direto na relação entre empresas e candidatos.

Um estudo global do LinkedIn revela que 70% dos recrutadores brasileiros afirmam que golpes têm dificultado a construção de confiança com candidatos, índice acima da média global. O dado expõe um problema que vai além da segurança digital: afeta a experiência de contratação e a reputação das empresas.

“Golpes em processos seletivos são um reflexo direto de um mercado de trabalho cada vez mais digital, onde a confiança passou a ser um ativo crítico”, afirma Milton Beck.

Veja também: Qual é o tipo de empresa mais buscada para trabalhar?

O que seriam fraudes nas vagas de emprego?

Fraudes em vagas de emprego são golpes que simulam oportunidades profissionais reais, mas têm como objetivo enganar candidatos, seja para obter dinheiro, roubar dados pessoais ou aplicar outros tipos de fraude.

Nesse tipo de esquema, criminosos se passam por empresas ou recrutadores, divulgam vagas falsas e conduzem um processo seletivo fictício para ganhar credibilidade antes de aplicar o golpe.

Como essas fraudes acontecem na prática

  • Cobrança de taxas: pedidos de pagamento por cursos, exames admissionais ou “garantia de vaga”
  • Roubo de dados: solicitação de CPF, documentos e dados bancários logo nas primeiras etapas
  • Falsos recrutadores: contatos via WhatsApp, e-mail ou redes sociais usando nomes de empresas conhecidas
  • Sites ou links falsos: páginas que imitam empresas para capturar informações
  • Promessas irreais: salários muito altos, contratação rápida e pouca exigência de qualificação

A mudança de cenário já transformou o comportamento dos profissionais. Antes mesmo de se candidatar, o cuidado aumentou:

  • 83% dos brasileiros dizem avaliar a legitimidade da vaga antes de aplicar
  • 61% afirmam estar mais propensos a questionar possíveis fraudes do que há um ano
  • Mais de 60% já entraram em contato para confirmar se uma vaga era real

Na prática, isso significa que o processo seletivo começa muito antes da candidatura, e que qualquer falha de comunicação pode comprometer a confiança logo no primeiro contato.

Onde a vaga aparece importa mais do que nunca

O estudo mostra que a credibilidade está diretamente ligada ao canal de divulgação.

No Brasil, os principais fatores de confiança são:

  • Onde a vaga é publicada (30%)
  • Quem publicou (25%)

Globalmente, a reputação da empresa também ganha peso, reforçando um ponto central: marca empregadora e presença digital consistente se tornaram parte da estratégia de atração de talentos.

Veja também: ‘Esses são os 3 motivos que fazem brasileiros mudar de emprego’, diz executivo do LinkedIn

Primeiros contatos: o ponto mais vulnerável

Os maiores riscos de fraude estão concentrados no início da jornada:

  • 25% apontam o primeiro contato com recrutadores como momento crítico
  • 22% citam a navegação por vagas

Esse dado acende um alerta para as áreas de RH: é justamente na etapa mais estratégica, a de atração, que a confiança pode ser quebrada.

Como os candidatos estão se protegendo

Diante do aumento dos golpes, os profissionais passaram a adotar uma postura mais investigativa:

  • 52% pesquisam informações sobre a empresa
  • 47% verificam se a vaga está no site oficial
  • 45% analisam a página da empresa na plataforma
  • 47% buscam sinais de verificação

O movimento mostra que a jornada do candidato está mais complexa, e que inconsistências digitais podem custar talentos antes mesmo da entrevista.

Fraudes atingem todas as gerações

Ao contrário da percepção comum, o risco não está concentrado apenas nos mais jovens.

No Brasil:

  • 18% da Geração Z já foram vítimas
  • 23% da Geração X
  • quase 17% dos Baby Boomers

A diferença está na forma de identificar os golpes. Enquanto profissionais mais experientes reconhecem melhor pedidos de pagamento, os mais jovens tendem a perceber sinais como pressão por respostas rápidas ou solicitação precoce de dados sensíveis.

Veja também: ‘O maior risco da IA não é substituir, é fazer você parar de pensar’, diz especialista

O novo desafio do RH: reconstruir a confiança

Para as empresas, além de atrair talentos, hoje é preciso provar legitimidade.

  • 81% dos recrutadores já adotam medidas para aumentar a credibilidade
  • 83% consideram a verificação essencial nos processos

A tendência é que segurança, transparência e comunicação clara deixem de ser diferenciais e passem a ser pré-requisitos.

“Nosso foco é garantir que a busca por emprego aconteça em um ambiente mais confiável, permitindo que os profissionais direcionem sua energia para o desenvolvimento de suas carreiras.”

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