Fundos: investidores retiram quantias bilionárias em meio à guerra no Irã. (Shutterstock/Shutterstock)
Estagiária
Publicado em 6 de março de 2026 às 15h28.
Executivos acostumados a lidar com metas agressivas e pressão por resultados sabem que decisões rápidas frequentemente convivem com margens de erro.
Foi nesse ambiente que Alex Levin, hoje cofundador e CEO da startup de inteligência artificial Regal, enfrentou um episódio que consumiu US$ 800 mil do orçamento de marketing de uma empresa onde atuava como vice-presidente sênior.
O episódio se transformou em um estudo interno sobre responsabilidade executiva, controle de risco e gestão de erros dentro de equipes.
Na época, a empresa em que Levin trabalhava estava preparando o lançamento de um novo serviço e precisava recrutar rapidamente profissionais suficientes para atender a demanda prevista.
O executivo recebeu um orçamento próximo de US$ 1 milhão para a campanha de aquisição. A estratégia envolvia publicidade digital no Google para atrair trabalhadores interessados em se cadastrar na plataforma. O cronograma apertado elevou a pressão sobre o time responsável pela operação. As informações foram retiradas de Business Insider.
Durante a execução da campanha, um detalhe técnico passou despercebido. Um integrante da equipe não ativou o limite diário de investimento na plataforma de anúncios.
O resultado apareceu semanas depois, quando a conta de anúncios havia consumido cerca de US$ 800 mil adicionais em um único mês, com retorno considerado baixo para o investimento realizado.
Levin afirma que a responsabilidade final era sua. Ao perceber a falha, o executivo optou por reportar imediatamente o problema à liderança da empresa, segundo ele, a primeira reação foi solicitar uma reunião com o fundador da companhia para explicar o ocorrido e detalhar a origem do gasto inesperado.
Apesar do impacto financeiro, o episódio não resultou em demissão, a empresa terminou o período com resultados de receita acima das metas previstas, embora o executivo reconheça que o desempenho poderia ter sido ainda melhor sem a falha.
A experiência passou a influenciar a forma como Levin conduz equipes. Hoje, na Regal, ele afirma que incentiva colaboradores a reportar problemas rapidamente. Na visão do executivo, atrasar a comunicação de um erro aumenta o custo da correção.
O episódio também reforçou uma distinção importante em ambientes de inovação. Erros inéditos fazem parte de projetos que exploram novas ferramentas ou estratégias.
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