9. Direito, Administração, Pedagogia e Ciências Contábeis são os cursos com mais matrículas no país (Thinkstock/hxdbzxy)
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Publicado em 22 de julho de 2026 às 14h16.
Stone e Suzano já colocaram R$ 200 mil no Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário 2026, iniciativa que vai premiar estudantes brasileiros ainda cursando a faculdade com viagens internacionais e bolsas de até R$ 120 mil por pessoa. O valor bateu a meta de captação B2B da premiação antes mesmo da fase final de seleção, que se encerra em outubro.
A aposta das duas companhias entra em um movimento maior: o de empresas que decidiram disputar talento antes de ele existir no mercado formal de trabalho. Em vez de brigar por currículos prontos, elas financiam a própria prova social de que sabem reconhecer quem tem potencial.
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Universitário nenhum precisa de diploma para provar que sabe executar. É essa lógica que sustenta o prêmio, criado pela Na Prática, organização hoje sob o braço filantrópico do BTG Pactual, em parceria com a EXAME.
Os critérios de seleção não avaliam apenas nota — pesquisa acadêmica, organizações estudantis, estágios, empreendedorismo e até resultados em artes e esportes, desde que o candidato tenha matrícula ativa e nenhuma reprovação no histórico. Mais de 2.500 estudantes de todas as regiões do país entraram no funil de inscrição.
Os cinco vencedores regionais, um de cada região do Brasil, recebem cerca de R$ 120 mil cada um, viagem para a China com hospedagem e roteiro pagos, espaço na revista EXAME e exposição na imprensa.
Os 15 finalistas ganham imersão em São Paulo, curso de execução de alta performance e vaga na conferência de 2027 da organização. Outros 40 semifinalistas também são bolsistas e recebem ajuda de custo para participar da etapa presencial.
Para as empresas patrocinadoras, o retorno não é o prêmio em si. É a associação da marca com um grupo de jovens já filtrado, testado e em exposição pública antes de qualquer processo seletivo tradicional começar.
O comportamento de Stone e Suzano acompanha uma tendência que a própria EXAME já mapeou: o employer branding deixou de ser tarefa de RH e passou a orientar decisão de marca e de negócio, à medida que atrair bons profissionais ficou mais disputado.
A consultoria McKinsey estima que a geração Z vai representar até 30% da força de trabalho global até 2030, o que empurra companhias a se apresentarem para esse público antes da entrada formal no mercado.
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Não é filantropia pura. É posicionamento. Uma empresa que patrocina um prêmio de protagonismo universitário aparece para milhares de candidatos qualificados no momento exato em que eles decidem, sozinhos, quem parece um empregador que vale a pena procurar.
A meta de R$ 200 mil já foi batida, mas o prêmio segue em fase de seleção. Em setembro, um comitê de leitura reduz os cerca de 500 candidatos que passaram pela entrevista com inteligência artificial a aproximadamente 60 nomes. Os 15 finalistas sobem ao palco da banca final em outubro, em São Paulo, para a decisão que fecha o ciclo.
Se a aposta de Stone e Suzano se confirmar, o precedente é claro: para chegar ao melhor talento, cada vez mais empresas vão preferir formar a fila antes que ela exista.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.