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Ranking do LinkedIn: 12 das 25 profissões que mais crescem no Brasil passam pela administração

Levantamento é liderado por engenheiro de IA, mas cargos de finanças, estratégia e novos negócios ganham espaço na lista

Profissionais devem tratar a carreira como marca estratégica | Freepik

Profissionais devem tratar a carreira como marca estratégica | Freepik

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 15 de julho de 2026 às 10h35.

O cargo que mais cresce no Brasil é o de engenheiro de inteligência artificial. Mas quem olha a lista completa dos 25 empregos em alta para 2026, divulgada pelo LinkedIn, encontra outra história: ao menos 12 desses cargos estão em finanças, estratégia, marketing, gestão de pessoas e cadeia de suprimentos, territórios clássicos de quem se forma em administração e negócios.

O levantamento anual da plataforma mapeia as funções com crescimento mais acelerado no mercado de trabalho brasileiro nos últimos três anos, com base em milhões de vagas ocupadas por usuários entre janeiro de 2023 e julho de 2025. O topo do ranking reflete a corrida da IA: depois do engenheiro de IA, aparecem o técnico de enfermagem e, logo na sequência, o planejador financeiro, primeiro cargo da lista que nasce em uma faculdade de negócios.

Quais cargos da lista um administrador pode ocupar

Da lista de 25 funções, estas passam pelo repertório de uma graduação em negócios:

  • Planejador(a) financeiro(a)
  • Consultor(a) de investimentos
  • Especialista em gestão de contas
  • Gerente de novos negócios
  • Gerente de relações corporativas
  • Gerente de planejamento estratégico
  • Gerente de projetos de marketing
  • Gerente de seleção
  • Chefe de gestão de cadeia de suprimentos
  • Consultor(a) de logística
  • Analista de auditoria
  • Analista de orçamento

O consultor de assuntos regulatórios, quarto colocado do ranking, costuma dividir espaço com o direito e as áreas técnicas, mas também aceita profissionais de gestão com especialização.

O padrão que une esses cargos: nenhum deles é genérico. As empresas estão trocando funções amplas por especialistas que resolvem problemas críticos, de fluxo de caixa a gargalo logístico.

Preciso saber programar para entrar nessa lista?

Não. Nenhum dos cargos de negócios do ranking exige que o profissional escreva código. O que eles exigem é fluência em dados e em IA como ferramenta de trabalho, uma barreira bem mais baixa do que parece.

A diferença é de papel: o engenheiro de IA constrói os sistemas; o planejador financeiro e o gerente de novos negócios usam esses sistemas para decidir melhor. O Guia Salarial 2026 da Robert Half aponta que o combo mais valorizado em praticamente todos os setores junta digitalização, eficiência operacional e competências comportamentais. Já o Relatório de Empregabilidade da Gupy registrou um aumento de 306% na busca das empresas por profissionais com conhecimento em IA.

Na prática, o estudante de negócios que sai da graduação sabendo usar IA para montar cenários financeiros ou desenhar processos entra na disputa com vantagem.

Qual é o salário de entrada?

Segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half, um analista de finanças no mercado financeiro começa entre R$ 10.300 e R$ 15.800, faixa de referência para quem inicia a trilha que leva a cargos como planejador e consultor financeiro. No topo técnico da lista, o engenheiro de IA parte de uma faixa entre R$ 19.500 e R$ 27.100.

A distância diminui com a progressão: cargos de gerência em contas, novos negócios e planejamento estratégico crescem em responsabilidade e remuneração à medida que o profissional acumula resultados. E a especialização pesa desde cedo. Na área de finanças e contabilidade, 48% dos gestores de contratação afirmam estar dispostos a pagar salários mais altos a candidatos com certificações ou conhecimentos especializados.

Por onde começa o caminho

O ranking sugere uma rota em três etapas para quem ainda está escolhendo a graduação ou cursando os primeiros semestres. A primeira é a base em negócios: finanças corporativas, estratégia, marketing e gestão de pessoas, disciplinas que sustentam os 12 cargos da lista. A segunda é a escolha de uma trilha ainda durante o curso, já que o mercado premia especialistas. A terceira é o domínio de dados e IA aplicados ao negócio, tratados como ferramenta cotidiana, não como matéria de tecnologia.

Escolas de negócios têm reorganizado seus currículos de graduação em torno dessa lógica. Na Saint Paul, por exemplo, os alunos de administração passam por casos reais de empresas e têm contato com as ferramentas de análise usadas no mercado desde os primeiros semestres, encurtando a distância entre a sala de aula e as funções que o LinkedIn aponta como as de crescimento mais rápido.

O ranking de 2026 desmonta a ideia de que o futuro do trabalho pertence só a quem programa. Ele pertence a quem decide bem, e essa habilidade continua sendo ensinada nas escolas de negócios.

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