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R$ 50 milhões em 10 anos: a aposta que fez de Maceió a vitrine da expansão da Maple Bear

Rede canadense projetada saltar de 46 mil para 95 mil alunos até 2032, puxada pelo crescimento das escolas existentes

 (divulgação)

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Publicado em 7 de julho de 2026 às 18h01.

Dois franqueados investiram cerca de R$ 50 milhões em pouco mais de uma década para erguer uma das maiores operações da Maple Bear no Brasil. O endereço não é São Paulo nem Rio de Janeiro: é Maceió, onde Alessandro Queiroz e Teotonio Vilela Neto concluem agora um segundo campus de R$ 32 milhões , que realizará a operação até o ensino médio a partir de janeiro de 2027.

A unidade alagoana nasceu no ensino infantil e hoje atende cerca de 877 alunos . A meta dos sócios é chegar a 1.500 até 2033, praticamente dobrando a base atual. O novo campus reúne laboratórios, salas de música, dança e produção audiovisual, espaços maker, teatro com auditório, biblioteca, ginásio e academia.

“Enquanto a unidade inicial foi se desenvolvendo ao longo do tempo, o Campus II já nasce em um patamar estrutural muito elevado, refletindo tudo o que aprendemos ao longo da nossa trajetória”, diz Vilela Neto.

O negócio cresce em média 10% ao ano e opera com margens Ebitda estimadas entre 20% e 30%. A decisão de antecipar a chegada ao ensino médio também teve caráter competitivo: ocupar espaço antes da entrada de novos concorrentes na região.

200 escolas prestes a 'subir'

O caminho percorrido em Maceió é o que a Maple Bear projeta para boa parte de sua rede. A maior rede bilíngue do mundo, controlada pelo grupo SEB desde 2017, reúne 235 escolas e mais de 46 mil alunos no Brasil, e planeja chegar a algo entre 90 mil e 95 mil estudantes até 2032 . A maior parte desse crescimento não virá da abertura de novas unidades.

"Das 235 escolas que a gente tem no Brasil, somente 35 já estão no ensino médio. Eu tenho 200 escolas que vão subir ao ensino médio nos próximos sete ou oito anos", diz Pablo Ibanes, CEO da Maple Bear Brasil.

A lógica é o crescimento orgânico. As unidades costumam abrir com o ensino infantil e formar turmas que sobem de segmentos a cada ano, até completar o ciclo que a rede chama de K-12, da primeira infância ao ensino médio. A expansão geográfica continua, de 235 para cerca de 320 escolas, mas Ibanes afirma que a rede já está no último terço desse movimento. “Esse é o motorzinho do crescimento”, diz.

O investimento não sai da caixa da franqueadora pesado. No modelo da Maple Bear, quem construiu, reforma e expande a escola é o franqueado, que a rede chama de proprietário. A Maple Central entra com o know-how: políticas, material didático, processos e o acompanhamento do ciclo de vida de cada unidade, da abertura ao amadurecimento.

“A Maple Bear nos deu uma base muito segura de suporte e excelência internacional, mas o resultado vem da execução, da disciplina e da visão de longo prazo”, diz Queiroz.

O que o Canadá coloca na sala de aula

No Brasil há 20 anos, a rede nasceu em North Vancouver, no Canadá, soma cerca de 70 mil alunos no mundo e opera unidades de todos os portes, de escolas com 30 alunos a operações com 1.200 matriculados. A proposta pedagógica importada do país coloca o aluno no centro do aprendizado e o professor como cocriador do processo: os estudantes são expostos desde cedo a análise crítica, criatividade e trabalho em projetos e em grupo, com inglês por imersão a partir do ensino infantil.

“Não existe nenhuma rede bilíngue no formato da Maple com 70 mil alunos”, diz Ibanes.

Se o plano de crescimento depende de escolas que sobem de segmento junto com seus alunos, Maceió mostra onde essa escada leva.

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