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Redatora
Publicado em 13 de julho de 2026 às 16h39.
Durante décadas, o recrutamento de entrada seguiu um roteiro previsível: a empresa abria a vaga, milhares de currículos chegavam e o candidato torcia para ser notado. Nas contratações de jovens de alto potencial, esse roteiro se inverteu.
Os perfis mais preparados saem da universidade com múltiplas portas abertas, e a pergunta que define o processo deixou de ser apenas "esse candidato serve para a empresa?" para incluir outra, igualmente decisiva: "essa empresa convence esse candidato?".
É sobre essa segunda pergunta que se estrutura a Conferência de Carreira do Na Prática, que acontece em 10 de agosto, em São Paulo. O evento reúne empresas contratantes e jovens aprovados em um processo seletivo prévio, vindos de mais de 20 universidades, entre elas USP, UFMG, FGV, Insper e Unicamp, com formações em administração, marketing, engenharia, tecnologia e economia.
Antes de qualquer entrevista, porém, as empresas participantes fazem algo pouco usual em processos seletivos: sobem ao palco.
Na programação da conferência, os painéis de conteúdo colocam lideranças das empresas contratantes para dividir a cena com executivos de outras organizações, diante de uma plateia formada justamente pelos candidatos que elas querem contratar.
A lógica é a do employer branding levada ao limite: em vez de esperar que o jovem conheça a marca pelo site de vagas, a empresa se apresenta ao vivo, com nome e rosto.
Para a organização, esse contato direto responde a uma demanda concreta dessa geração de candidatos, que avalia cultura, propósito e perspectiva de crescimento antes de aceitar uma proposta. O ambiente do evento foi desenhado para o que o Na Prática chama de conexões reais, que vão além do currículo.
Se a empresa se apresenta no palco, o candidato também tem seu momento de vitrine. Os 10% mais bem avaliados do processo seletivo fazem um elevator pitch diante das empresas presentes, que ainda contam com mesas de relacionamento para conversas dirigidas e salas exclusivas de entrevista imediata, pensadas para que contratações saiam encaminhadas ou finalizadas no próprio evento.
O encontro não começa no dia 10. As empresas recebem antes a lista de participantes, com informações de perfil e interesses profissionais, e podem se comunicar com os talentos previamente. Segundo a organização, esse desenho torna os processos até 74% mais rápidos do que o recrutamento convencional.
Os resultados de edições anteriores ajudam a dimensionar o modelo. A XP selecionou 50 jovens na Conferência, entrevistou 30 e contratou 17, uma taxa de aproveitamento de 56%. No Burger King, um contratado que entrou como vendedor chegou à liderança máxima da operação em seis anos. Em um programa de trainee com mais de 50 mil inscritos, 2 dos 16 finalistas vinham da rede Na Prática.
No fim, o evento formaliza o que o mercado de talentos já pratica em silêncio: quando os melhores candidatos podem escolher, a entrevista acontece nos dois sentidos.
A Conferência Na Prática aproxima sua empresa de jovens talentos qualificados, pré-selecionados e preparados para conversas reais de carreira. Uma oportunidade para fortalecer sua marca empregadora, acelerar processos seletivos e construir um banco de talentos com alto potencial para o futuro.
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