Quem é o jovem de 15 anos que gerencia um fundo de investimentos milionário?

Aos 10 anos, Richard Sälli participou de uma competição de investimentos com mais de 2 milhões de pessoas e foi o melhor entre todos com um desempenho de 5000% de lucro ao longo de um ano. Saiba mais sobre ele
 (Reprodução/Getty Images)
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NaPrática Publicado em 07/08/2022 às 10:00.

Por Na Prática 

O vice-presidente da GIC, companhia que gere recursos do governo de Singapura, sobe a um palco. Trata-se de Eduardo Vasconcelos, que está pronto para mediar um debate sobre criptomoedas e blockchain no aniversário da Fundação Estudar, em São Paulo.

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O especialista se ajeita, pega o microfone e começa a chamar os outros convidados. Primeiro, Ronaldo Lemos, presidente da Comissão de Tecnologia da OAB, surge online. Depois, presencialmente, aparecem Juliana Walenkamp, especialita em cripto da Alma DAO, e Roberto Dagnoni, CEO do Mercado Bitcoin.

A essa altura, o time parece completo. Estão ali quatro figuras experientes, renomadas, prontas para debater o futuro do mercado financeiro global. No último instante, porém, após problemas de conexão, um último rosto aparece e contrasta com o dos demais. É um garoto loiro, magro, com jeito de adolescente, que para os mais desavisados poderia com certeza estar ali por engano. 

Richard Sälli, jovem de 15 anos que gerencia um fundo de investimentos milionário (Reprodução/Reprodução)

“Há pouco anos, não havia criptomoedas no mundo e nem o próprio Richard estava aqui”, brinca Eduardo para a plateia composta por membros da rede da Fundação Estudar e por jovens recém-aprovados no Programa de Líderes da instituição.

Em alguns rostos, porém, a dúvida ainda permanece. “Quem é o garoto?”, alguém questiona num canto.

Fenômeno no mundo dos investimentos

Richard Sälli, adolescente suíço que ainda vai completar 16 anos em 2022, não estava no debate por engano. Apesar da idade, que o diferencia de qualquer outro especialista em investimentos no mundo, o garoto em breve deve completar uma década de experiência no mercado.

Mas como?

Acontece que Richard não entrou no mundo dos investimentos por acaso. Aos 7 anos, quando comprou sua primeira ação, ele já vivia em um ambiente ligado a investimentos. No escritório do pai, que gerenciava investimentos em uma gestora de ativos, termos complexos para leigos eram ouvidos e absorvidos a todo instante.

Daí em diante, de forma natural, era quase certo que ele fosse atuar um dia no setor. O que ninguém esperava, porém, é que seus primeiros passos seriam tão precoces.

“Eu acho bem simples [o mundo dos investimentos]”, disse ele em entrevista ao site alemão Finews.

Após comprar sua primeira ação, Richard precisou de mais 3 anos para, de fato, mostrar que tinha talento para o assunto, e que o primeiro passo não havia sido apenas uma brincadeira de criança.

Aos 10 anos, ele participou de uma competição de investimentos com mais de 2 milhões de pessoas e foi o melhor entre todos com um desempenho de 5000% de lucro ao longo de um ano.

O episódio abriu as portas do setor para Richard, que, aos 13 anos, fundou a ichifinancial Trading Group, uma gestora de investimentos dedicada a cuidar dos recursos de familiares e amigos. Agora, a empresa foi ampliada, ainda é gerenciada pelo jovem, e passou se chamar Secanta Capital Research.

Em 2021, sua companhia passou a ter ações negociadas nas bolsas da Suíça e da Alemanha, e Richard começou a se especializar em companhias líderes em tecnologias disruptivas como genética, impressão 3D, blockchain, inteligência artificial e robótica.

Ao mesmo tempo, Richard está no segundo ano do ensino médio, e diz que vai poder se dedicar melhor à carreira somente quando finalizar os estudos.

Mentor famoso no Brasil

O sucesso de Richard Sälli tem a ver com seu talento e também com sua rede. Além da influência da família, que nunca o “empurrou” para o trabalho com finanças, o garoto também tem como mentor o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos fundadores da Fundação Estudar, e um dos nomes mais importantes do mundo no setor.

A paixão de Richard, ele diz, são empresas de baixa capitalização. Ou seja: que possuem ações que podem ser negociadas a baixos valores, mas que têm grande potencial segundo suas análises. “Fico fascinado quando posso conseguir muito com meu compromisso financeiro em empresa dessa natureza”, explica.