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Quanto vale sua empresa? O erro mais comum de donos ao calcular isso sozinhos

Usar lucro contábil no lugar de EBITDA ajustado é o erro que mais distorce o valor de uma empresa

Valoração: uma empresa precisa gerar caixa em um determinado momento para que aquele caixa, ao ser descontado, contribua de forma positiva para o valor presente líquido da companhia. (Getty/Getty Images)

Valoração: uma empresa precisa gerar caixa em um determinado momento para que aquele caixa, ao ser descontado, contribua de forma positiva para o valor presente líquido da companhia. (Getty/Getty Images)

Publicado em 31 de julho de 2026 às 17h28.

Toda empresa tem um valor de mercado. Poucos donos sabem qual é, e quase nenhum sabe por quê.

A maioria dos empresários brasileiros só calcula o valuation do próprio negócio uma vez, geralmente na véspera de uma venda, de uma captação ou de uma sucessão. O número entra na planilha, resolve a urgência do momento e depois vai para a gaveta. 

O problema é que o valor de mercado de uma empresa reflete sua capacidade de gerar caixa no futuro, e essa capacidade muda a cada trimestre.

Calcular o valor certo da empresa não é intuição, é técnica. No dia 5 de agosto, o FECC One-Day Edition reúne, em São Paulo, executivos e donos que querem entender valuation, captação e M&A na prática. Vagas limitadas, inscrição sujeita à curadoria da Saint Paul 

O erro que começa na conta errada

O erro mais recorrente entre donos que calculam o valuation sozinhos é usar o lucro contábil no lugar do EBITDA ajustado. O lucro que aparece no demonstrativo de resultado carrega distorções acumuladas ao longo dos anos: pró-labore fixado abaixo do valor de mercado, despesas pessoais lançadas como custo da empresa, depreciação acelerada para reduzir imposto. 

Nenhuma dessas escolhas é errada do ponto de vista fiscal. Todas distorcem o valuation.

Qualquer comprador ou investidor experiente vai refazer esse ajuste antes de sentar à mesa de negociação. Quem chega com o número não revisado perde a régua da própria negociação antes mesmo de abrir a conversa.

Múltiplo baixo pode não ser sobre desempenho

Um segundo erro comum aparece na leitura do resultado, não no cálculo em si. Interpretar corretamente o número costuma ser mais difícil do que calculá-lo, e um múltiplo abaixo da média do setor pode não significar operação fraca. 

Pode indicar concentração de receita em poucos clientes, dependência do fundador nas decisões do dia a dia ou ausência de processos documentados. São pontos que não aparecem no relatório mensal, mas aparecem no valuation.

Uma empresa com 60% do faturamento vindo de um único cliente carrega um desconto estrutural no valor, independentemente da margem que apresenta, e esse desconto pode chegar a 30% ou 50% em transações reais. É o tipo de fragilidade que só fica visível quando alguém tenta colocar um preço na empresa, e não apenas medir seu lucro.

O método errado distorce o resultado inteiro

Existe ainda um terceiro erro, anterior aos dois primeiros: escolher o método de avaliação sem entender para que tipo de negócio ele serve. Métodos de valuation diferentes têm limitações distintas e servem a situações específicas, o fluxo de caixa descontado funciona melhor para empresas com geração de caixa previsível, enquanto o método patrimonial serve melhor a negócios com ativos tangíveis relevantes. 

Dominar valuation deixou de ser diferencial para quem mira uma cadeira de conselho, é pré-requisito. A Saint Paul promove, em 5 de agosto, uma imersão de um dia sobre finanças corporativas para quem nunca teve formação na área. Inscrições sujeitas à curadoria

Para empresas de serviços ou tecnologia, calcular pelo valor patrimonial tende a subestimar fortemente o resultado, porque o valor real está nos intangíveis, não no imobilizado.

O risco não é apenas técnico. Tratar valuation como se fosse uma ciência exata, com uma única resposta certa, é um dos equívocos mais persistentes entre empresários, e leva tanto à subestimação quanto à superestimação do valor real do negócio.

Um número que deveria ser monitorado, não calculado uma vez

Executivos que acompanham o valuation como um indicador de gestão, e não como um exercício pontual, tomam decisões diferentes ao longo do ano. A leitura recorrente do número muda a forma como o dono reage à perda de um cliente estratégico, à contratação de um gestor abaixo da expectativa ou à abertura de um novo canal de vendas. 

Cada um desses eventos move o valor da empresa, ainda que nenhuma planilha seja atualizada no mesmo dia. A régua de decisão, nesse caso, deixa de ser puramente instintiva e passa a ter um número atualizado por trás.

Quando o dono decide, mas não é ele quem calcula

Nenhum desses erros costuma aparecer quando a empresa contrata quem vive de captação, M&A e valuation todos os dias. A questão não é terceirizar a conta em si, e sim entender o suficiente sobre ela para participar da negociação com autoridade, questionar premissas e reconhecer quando um múltiplo está sendo usado a favor do outro lado da mesa.

Esse é justamente o tipo de leitura que separa quem sofre o resultado de uma negociação de quem a conduz.

A nova régua da alta liderança

Diretores, heads, donos de empresa, C-levels e conselheiros estão sendo cobrados por uma competência que antes parecia restrita à área financeira: a capacidade de sustentar decisões estratégicas com lógica de capital.

Um diretor de marketing precisa defender investimento com argumentos de retorno. Um executivo de tecnologia precisa conectar inovação a eficiência financeira. Um dono de empresa precisa entender captação, estrutura societária e valuation. Um C-level que mira conselho precisa participar de discussões sobre governança financeira sem recuar quando a pauta entra em números.

O ponto não é transformar executivos em financistas, mas impedir que líderes experientes percam espaço justamente nas decisões que mais importam.

Foi para esse público que a Saint Paul criou o FECC One-Day Edition — Finanças Estratégicas para Executivos, C-Levels e Conselheiros.

Em um único dia, executivos que não vieram de finanças mergulham nos temas que hoje definem autoridade no alto escalão: finanças corporativas, mercado financeiro, captação de recursos, valuation, M&A, geração de valor e reforma tributária.

A imersão acontece na nova sede Exame | Saint Paul, na Rua da Consolação, em São Paulo, com turmas nos dias 29 de maio e 25 de junho de 2026. A proposta é reunir uma sala curada, formada por executivos seniores, donos de empresa e conselheiros que têm em comum uma responsabilidade: tomar decisões com impacto financeiro relevante.

A turma é curada, o conteúdo é denso e o ambiente reúne pares que já ocupam ou miram posições de alta influência. Reserve sua vaga para a próxima edição em São Paulo

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingHIP FINANÇAS ONE DAYFECCHigh Impact Programs

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