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Qual é a origem da palavra 'apagão'?

Vários estados brasileiros passaram por um apagão nesta terça-feira. Professor Diogo Arrais explica na coluna de hoje o uso desse termo que pode envolver desde situações políticas até futebol

Diogo Arrais, professor: o termo "apagão" tem entrada em nossas terras a partir de 1988, quando houve os primeiros colapsos no fornecimento de energia elétrica (Getty Images/Divulgação)

Diogo Arrais, professor: o termo "apagão" tem entrada em nossas terras a partir de 1988, quando houve os primeiros colapsos no fornecimento de energia elétrica (Getty Images/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de agosto de 2023 às 18h05.

Última atualização em 15 de agosto de 2023 às 19h14.

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Por Diogo Arrais, professor de português (@diogoarrais)

A memória do brasileiro é repleta de apagões, principalmente quando o tema envolve política. Alguns seriam quase voluntários, esquecendo em prol da subjetividade. O que seria lúcido dá espaço para um apagão ético.

Nessa seleção subjetiva de fatos que interessam a A ou B, muitos criam o discurso: “Este apagão, na verdade, é fruto de...”

Qual é a origem da palavra "apagão"?

Vale entender a etimologia de “apagão”. Na obra do professor Deonísio da Silva ("De onde vêm as palavras", Editora Lexikon): do espanhol apagón, adaptação do neologismo blackout (blecaute, o aportuguesamento). Tem entrada em nossas terras a partir de 1988, quando houve os primeiros colapsos no fornecimento de energia elétrica. Em 2006, com os inúmeros problemas no sistema aéreo brasileiro, o vocábulo ganhou amplo uso. O episódio ficou conhecido como o apagão do tráfego aéreo brasileiro.

Hoje, em agosto de 2023, o termo volta ao noticiário, já que quase todos os estados tiveram interrupção de energia elétrica. Esse termo, a princípio, tem o sentido de extinguir, apagar. Com a popularidade, passou a ser usado em vários meios, até mesmo no futebol: “Depois do apagão no primeiro tempo, a equipe conseguiu garantir – pelo menos – o empate.”

Pensando agora em outro jogo, no político, quem somente perde num Fla-Flu eterno é o torcedor, sem o fornecimento da bendita luz: a de um país sem tanta desinformação.

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