Carreira

Quais são os 4 tipos de líder? Especialista explica como desenvolver uma liderança consciente

Da autossabotagem ao excesso de controle, educadora mostra como padrões emocionais moldam a forma de gerir equipes

Sarah Mendonça, educadora:  (iStock/Getty Images)

Sarah Mendonça, educadora: (iStock/Getty Images)

Publicado em 9 de julho de 2026 às 08h09.

Tudo sobreLiderança
Saiba mais

Uma boa liderança vai além de metas, resultados e competências técnicas. Para a educadora parental Sarah Mendonça, a forma como uma pessoa conduz equipes está diretamente ligada à maneira como aprendeu a lidar com medo, conflitos, inseguranças e relacionamentos ao longo da vida.

Foi essa a principal reflexão apresentada durante a imersão Líder Consciente, realizada por Sarah ao lado de Michelle Bottrel em Orlando, nos Estados Unidos. No segundo dia do encontro, voltado ao desenvolvimento de mulheres em posições de liderança, ela apresentou os quatro perfis de líder que, segundo sua metodologia, representam diferentes estágios de desenvolvimento emocional e profissional.

Da líder que reage para sobreviver àquela que busca aprovação, passando pelo perfil controlador até chegar à liderança baseada em confiança e autoconsciência, Sarah defende que compreender esses padrões é o primeiro passo para transformar a forma de influenciar pessoas e tomar decisões.

A seguir, conheça os quatro tipos de líder e descubra qual deles representa o modelo mais saudável, segundo a educadora.

Veja também: Com essas 10 dicas, você cria um perfil “campeão” no LinkedIn, segundo executivo da plataforma

A líder sobrevivente

O primeiro perfil apresentado foi o da líder sobrevivente. Segundo Sarah, é aquela profissional que vive constantemente em estado de alerta e reação.

Em vez de tomar decisões conscientes, ela responde aos acontecimentos de forma automática, guiada pelo medo, pela insegurança ou pela necessidade de evitar desconfortos.

Nesse contexto, Sarah explicou que a autossabotagem costuma surgir como um mecanismo de proteção.

"O autossabotador não quer te destruir. Ele quer te proteger do desconforto. Pare de se sabotar."

A líder que busca aprovação

O segundo perfil é o da líder que busca aprovação. Para Sarah, trata-se de uma pessoa que prioriza manter os vínculos acima da própria verdade.

Ela evita conflitos, busca agradar constantemente e, muitas vezes, abre mão de suas próprias convicções para ser aceita pelo grupo.

"A sua vida não é para satisfazer as expectativas dos outros", afirmou.

Segundo ela, essa necessidade de aceitação acaba enfraquecendo a autoridade da liderança.

"Quem lidera para ser aceita perde autoridade no primeiro conflito. Escolha ser respeitada."

A líder controladora

O terceiro perfil é o da líder controladora. Embora demonstre força e segurança, Sarah afirma que esse comportamento frequentemente esconde uma dificuldade de confiar — tanto nas outras pessoas quanto em si mesma.

"A dureza não é poder, é proteção. E proteção que não se questiona se torna uma prisão", disse.

Para ilustrar esse conceito, ela citou uma reflexão do palestrante e escritor Tony Robbins:

"A qualidade da sua vida é a qualidade de suas decisões."

Na visão da educadora, quem sente necessidade de controlar todos os processos ainda não desenvolveu confiança suficiente para dividir responsabilidades.

"A liderança real nasce quando você aprende a soltar e a confiar. E eu sou a primeira pessoa a confiar em mim."

A líder consciente

O quarto estágio apresentado foi o da líder consciente, descrita como aquela que consegue equilibrar firmeza e vulnerabilidade.

Segundo Sarah, essa líder é capaz de ouvir, acolher, sentir e tomar decisões alinhadas aos próprios valores, sem depender da validação externa.

"Existe uma mulher dentro de você que não foi ensinada, ela foi silenciada. Confie em si para poder confiar no próximo", afirma. "A mulher que se escolhe não precisa mais se provar."

O papel da criança interior na liderança

Para encerrar a atividade, Sarah e Michelle conduziram uma dinâmica de autoconhecimento convidando as participantes a refletirem sobre a própria infância.

O exercício propôs que cada mulher observasse como reagia, tomava decisões e se posicionava quando criança, identificando comportamentos que ainda influenciam sua forma de liderar.

"Você precisa encontrar a sua criança não apenas como lembrança, mas como raiz que te levou a ser quem você é hoje", explicou Sarah.

Na visão da educadora, compreender essa trajetória é um passo importante para desenvolver uma liderança mais autêntica.

"Você não lidera apesar da sua história. Você lidera a partir dela."

yt thumbnail
Acompanhe tudo sobre:LiderançaMundo RHsaude-mentalSaúde no trabalho

Mais de Carreira

Os 'Jogos Olímpicos' da Allianz: como esse campeonato virou ferramenta de liderança e saúde mental

Como responder às perguntas mais comuns de uma entrevista e aumentar suas chances de contratação

Ele é físico e professor. Um MBA ajudou a mudar sua rota: ‘Não conhecia esse universo’

Cinco ferramentas digitais que ajudam estudantes a organizar as rotinas e os projetos