Professor de português dá dica sobre quando usar (ou não) os artigos

Quer economizar palavras e espaço no seu texto? Antes de apagar os artigos, confira a dica na coluna do professor Diogo Arrais

Por gentileza, leia o trecho em destaque abaixo:

“Maioria do Congresso condena atitude de ministro”

É uma prática, nos títulos de jornais e revistas, a busca permanente por concisão. Por isso, muitos redatores acabam suprimindo alguns determinantes, como no caso do artigo definido.

Pela própria significação de “definido”, o artigo tem o poder de tornar um substantivo “único” e, de certa forma, “individualizado”.

No entanto, a sentença quer fazer referência a uma atitude específica, um situação da maioria específica, ou seja, o artigo tem papel fundamental nessa manchete, determinando “maioria”, “atitude” e “ministro”:

“A maioria do Congresso condena a atitude do ministro”

Em outras palavras, com a ausência da determinação, o leitor poderia pensar em uma “atitude qualquer” e em um “ministro qualquer”.

NOMES PERSONATIVOS

É importante registrar que – diante de nomes personativos – o artigo é sim – em praticamente todas as situações – facultativo, acessório. Em clássicos casos, como:

“Falamos com Alice.” ou “Falamos com a Alice.”

“Recorreram a Osvaldo.” ou “Recorreram ao Osvaldo.”

Ratifica a nossa Gramática: caso se queira a individualização, use o artigo definido. É uma palavra simples, mas com enorme poder textual.

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DIOGO ARRAIS
http://www.ARRAISCURSOS.com.br
YouTube: MesmaLíngua
Professor de Língua Portuguesa
Fundador do ARRAIS CURSOS

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