(Imagem gerada com auxílio de Inteligência Artificial)
Redação Exame
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 17h29.
No universo corporativo atual, onde incertezas e mudanças rápidas são rotina, a maneira como um líder aprende a tomar decisões pode ser tão valiosa quanto as próprias decisões.
Para o co‑CEO da Netflix, Ted Sarandos, a resposta não está em manuais de administração ou em frameworks tradicionais de gestão; está em um livro de ficção publicado em 1902 que ele relê repetidamente para extrair lições de liderança.
Sarandos explicou que não costuma ler livros técnicos de gestão. Em vez disso, ele retorna diversas vezes ao romance “Tufão”, de Joseph Conrad, uma obra em que um capitão comanda seu navio e sua tripulação através de uma tempestade no mar.
“Não parece uma história de gestão à primeira vista, mas eu acho que é a história de liderança mais poderosa que já li.”, Ted Sarandos, co‑CEO da Netflix
Para Sarandos, a ficção permite refletir sobre desafios humanos reais, como conflitos, pressão, tomada de decisões sem informações completas e a necessidade de manter a calma diante do inesperado. Cada releitura de “Tufão” traz uma nova perspectiva, mostrando que a verdadeira liderança se revela em momentos em que os planos saem do roteiro.
O aprendizado que Sarandos extrai do romance se traduz em atitudes concretas no mundo corporativo, especialmente em ambientes de negócios voláteis ou em fases de expansão:
Ao longo da carreira, ele aprendeu que muitos resultados não saem como planejado. A resposta para isso não é evitar decisões difíceis, mas sim navegar com firmeza quando elas ocorrem, uma habilidade essencial para líderes que buscam resultados consistentes em contextos complexos.
Um exemplo claro dessa filosofia na prática veio cedo na história da Netflix. Cerca de uma década após entrar na empresa, Sarandos autorizou um investimento de cerca de US$ 100 milhões para produzir a primeira série original da Netflix, House of Cards. A decisão foi tomada sem garantias de sucesso, mas com a convicção de que poderia transformar o negócio, e assim o fez.
Sarandos também destaca que um bom líder deve escolher as melhores pessoas, dar a elas as ferramentas necessárias e depois permitir que façam o melhor trabalho de suas vidas.
Essa abordagem valorizada por ele foi repetidamente reforçada por sua experiência com o co-fundador Reed Hastings e tem grande relevância para equipes que operam em ambientes incertos e desafiadores.
O que torna a escolha de Sarandos especialmente interessante, e relevante para quem busca aplicar liderança na prática, é a ideia de que histórias bem contadas servem como laboratórios de empatia e decisão.
Elas permitem explorar dilemas éticos e reações humanas em situações extremas, sem as consequências reais de um erro gerencial.
Especialistas em liderança já ressaltaram que romances podem ser ferramentas eficazes para:
Ao mesmo tempo, outro aspecto reforça a utilidade dessa abordagem: a percepção de que a liderança está menos em seguros passos técnicos e mais em resiliência, visão e criatividade, qualidades frequentemente exploradas em narrativas literárias.
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