Rua de Hong Kong, na China (Getty Images)
Redatora
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 16h33.
Enquanto a geração Z debate remoto versus presencial, salário versus propósito, um dado passa quase despercebido entre universitários brasileiros e já está redesenhando o mercado de trabalho por trás das vagas.
Isso porque nunca a relação comercial entre Brasil e China foi tão grande, e nunca fez tanto sentido para um jovem profissional entender esse mercado de perto.
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O comércio bilateral entre os dois países somou US$ 171 bilhões em 2025, o maior valor desde o início dos registros, em 1997, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China divulgados pelo jornal South China Morning Post.
Para efeito de comparação, esse volume é mais que o dobro de toda a troca comercial do Brasil com os Estados Unidos no mesmo período.
A China seguiu como o principal destino das exportações brasileiras, mesmo com outros mercados crescendo em ritmo mais acelerado. As exportações totais do Brasil para o mundo cresceram 3,5% em 2025, somando US$ 348,7 bilhões, segundo o jornal chinês Global Times. Ou seja, o país asiático não é só um parceiro relevante: ele segue sendo, isoladamente, o mais importante.
O que poucos universitários percebem é que essa relação está deixando de ser só sobre soja, petróleo e minério de ferro. A indústria de manufaturados representou 23% das exportações brasileiras para a China no primeiro trimestre de 2025, um avanço de 6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo reportagem da revista americana Americas Quarterly com base em dados do Conselho Empresarial Brasil-China.
Essa mudança importa porque redefine que tipo de profissional o mercado vai precisar daqui para frente. Uma relação comercial baseada em commodities exige poucos negociadores.
Uma relação que inclui cada vez mais manufatura, tecnologia e serviços exige gente que entenda como negociar, se comunicar e operar com empresas chinesas, não só embarcar contêineres.
Dados do Observatory of Economic Complexity, projeto de análise de comércio internacional ligado ao MIT, mostram que a China já exporta para o Brasil desde carros e eletrônicos até maquinário industrial, em uma relação cada vez mais bidirecional e menos limitada à exportação de matéria-prima brasileira.
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Isso significa mais empresas chinesas operando no Brasil, mais negociações diretas e mais necessidade de profissionais capazes de transitar entre os dois países, não apenas de ler relatório de comércio exterior à distância.
Para um universitário brasileiro, essa mudança de cenário tem uma implicação direta na carreira. Entender a China de perto, seja pela cultura de negócios, pela lógica de negociação ou pela vivência direta no país, deixa de ser um item exótico de currículo e passa a ser uma leitura correta de para onde a economia brasileira está se movendo.
Quem chega primeiro a esse entendimento não está colecionando experiência internacional por status. Está se posicionando um passo à frente de um mercado que já decidiu, com dados concretos, para onde está indo.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.