Pizza: opção é queridinha da quarentena, mas consumidor prioriza higiene (A'laa Eladl/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 13h49.
A pandemia fechou portas, mas abriu oportunidades para quem soube reagir com rapidez. Foi o caso de Katie Lee, proprietária da Katie’s Pizza & Pasta, em St. Louis, nos Estados Unidos.
Com o salão do restaurante impossibilitado de operar, ela transformou sua cozinha em linha de produção e lançou, em 24 horas, uma nova versão do seu produto principal: a pizza, agora, congelada e pronta para entrega.
A iniciativa, que começou como uma solução emergencial para manter a equipe e gerar receita, evoluiu para um negócio com alcance nacional. Em apenas seis semanas, Katie vendeu 50.000 unidades diretamente ao consumidor.
O resultado chamou a atenção de gigantes do varejo: primeiro o Walmart, depois a Target, que fechou um contrato de US$ 20 milhões para distribuir as pizzas em todo o país. As informações foram retiradas de Entrepreneur.
Katie não redesenhou seu produto para o mercado varejista. Manteve a receita original das pizzas assadas em forno a lenha, selou, congelou e validou o produto rapidamente. Sua equipe foi realocada: garçons e bartenders passaram a atuar como entregadores, com um raio de 80 km. Cada caixa entregue rendia US$ 10 ao colaborador, um modelo simples, direto e funcional.
A estratégia de venda direta ao consumidor reduziu custos, eliminou intermediários e permitiu margem para reinvestimento. Quando chegou o momento de escalar, a estrutura estava pronta para crescer.
Mas os desafios não pararam: a inclusão de pepperoni nas receitas congeladas atraiu a fiscalização do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exigindo adequações e inspeções.
A transição de um restaurante local para uma operação nacional de alimentos congelados exigiu não apenas visão empreendedora, mas também controle financeiro rigoroso. Katie teve que adequar sua produção às exigências legais, reestruturar processos e ampliar sua capacidade industrial em tempo recorde.
O primeiro pedido da Target: 400 mil pizzas. A produção, contratação de equipe e expansão do espaço foram feitas em pouco mais de três meses.
Esse movimento só foi possível porque o negócio, desde o início, operava com uma lógica de finanças corporativas aplicada à realidade de um pequeno empreendedor. A gestão do fluxo de caixa, o controle sobre custos operacionais e a tomada rápida de decisões foram cruciais para suportar o crescimento sem comprometer a estabilidade financeira.
Além da operação, Katie entendeu o valor de contar a história enquanto ela acontecia. Um documentário começou a ser gravado durante o processo de expansão, e ela mesma passou a escrever um livro sobre a transformação do negócio. A narrativa, de uma pizzaria de bairro à prateleira de grandes redes, passou a ser um ativo estratégico da marca.
Essa comunicação transparente não só fortaleceu o relacionamento com o público como também impulsionou a visibilidade da marca diante de investidores e redes varejistas. O posicionamento de marca foi construído com base na autenticidade, e o branding se tornou um pilar adicional na valorização da empresa.
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