Thaisa Schnekenberg, gerente de marketing da Allianz Brasil (Allianz/Divulgação)
Repórter
Publicado em 9 de julho de 2026 às 08h09.
Última atualização em 9 de julho de 2026 às 10h26.
A rotina de um gerente comercial, de um profissional de tecnologia ou de um analista de eventos costuma ser marcada por reuniões, metas e prazos. Mas, para dez funcionários da Allianz Brasil, os últimos meses também passaram a incluir treinos intensos de corrida e tênis antes ou depois do expediente.
Entre os dias 23 e 25 de julho, eles irão representar o Brasil na 10ª edição do Allianz Sports, evento que reunirá mais de 1.000 funcionários de 37 países em Paris para disputar 12 modalidades esportivas.
Mais do que uma competição, o encontro se tornou uma estratégia global da seguradora para fortalecer a cultura organizacional, desenvolver lideranças e aproximar profissionais de diferentes áreas e nacionalidades, afirma Laura Vidmontas, diretora executiva de Recursos Humanos, Comunicação e Sustentabilidade da Allianz Brasil.
"O esporte tem um poder transformador de aproximar pessoas, promover conexões e fortalecer o orgulho de pertencer. Pessoas conectadas com a cultura, que se sentem valorizadas e pertencentes ao ambiente de trabalho, tendem a colaborar mais, inovar mais e entregar melhores resultados", afirma Vidmontas.
Criado em 1990 durante as comemorações do centenário da companhia, o Allianz Sports acontece a cada quatro anos e é considerado internamente uma espécie de "Jogos Olímpicos" da empresa. A iniciativa reforça valores que fazem parte tanto da cultura da Allianz quanto dos movimentos Olímpico e Paralímpico, parceiros globais da companhia, como trabalho em equipe, inclusão, respeito, diversidade e busca por alta performance.
O último Allianz Sports, foi realizado em 2022 em Barcelona e contou com 10 funcionários da Allianz Brasil.
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Para representar o Brasil em Paris neste ano, os funcionários precisaram encaixar a preparação física em meio à rotina profissional.
É o caso da analista de sistemas Mariana Ramalho, que corre desde 2015 e passou a treinar quatro vezes por semana antes do expediente.
"Meus treinos acontecem bem cedo, começando por volta das 6 horas, quatro dias por semana. Aos finais de semana faço os treinos mais longos e fortes."
Segundo ela, a corrida ultrapassou o aspecto esportivo e passou a influenciar diretamente sua maneira de enfrentar desafios profissionais.
"A corrida transformou a minha forma de enxergar desafios, me fortalece, me traz disciplina e me ensina valores que levo para todos os aspectos da minha vida."
Para Thaisa Schnekenberg, gerente de Marketing e participante da meia-maratona, correr transformou sua forma de liderar pessoas.
"Na maratona, se você der um tiro no começo da prova, não chega ao final. Com o time funciona de forma semelhante: precisamos saber quando acelerar e quando poupar energia."
Outro aprendizado foi abandonar a necessidade de controlar tudo.
"Aprendi que liderar não é evitar uma tempestade, mas navegar por ela junto com o time."
Thaisa também relaciona a prática esportiva ao processo de luto vivido após perder a mãe.
"O luto e a maratona exigem que você continue colocando um pé na frente do outro, mesmo na exaustão. Hoje, correr e seguir a vida com otimismo é uma forma de homenageá-la."
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Além do desenvolvimento individual, a Allianz aposta no esporte como ferramenta para ampliar conexões entre profissionais de diferentes países.
Leonardo Dorini, analista de eventos e corredor, pretende aproveitar o encontro para trocar experiências não apenas sobre corrida, mas também sobre diferentes formas de trabalhar.
"Gostaria muito de encontrar pessoas que atuam na mesma área que eu para conhecer suas metodologias de trabalho e trazer essa experiência de volta ao Brasil."
Quem já viveu essa experiência sabe o impacto que ela pode ter na carreira.
Luciano Ambrosini, diretor Comercial Regional São Paulo Interior, participa pela quinta vez do Allianz Sports como tenista e afirma que a primeira edição ampliou sua visão sobre a companhia.
"Tive contato com colegas de diversos países e culturas, ampliando a minha visão sobre a Allianz como uma empresa verdadeiramente global."
Segundo ele, amizades construídas em edições anteriores permanecem até hoje.
"Mais do que competir, o Allianz Sports é sobre criar laços, compartilhar experiências e viver momentos que ficam para sempre na memória."
Para Laura, essa rede de contatos também gera benefícios para a empresa.
"Ao reunir funcionários de diferentes áreas e países, a iniciativa amplia o networking, a troca de experiências e a construção de relacionamentos em uma empresa global. Essas conexões facilitam a colaboração no dia a dia e ampliam a visão dos profissionais sobre o negócio e sobre diferentes formas de trabalhar."
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Na área de tecnologia, Rogerio Araujo transformou um hobby em uma iniciativa dentro da empresa. Anos atrás, organizou torneios de tênis entre colegas da área de TI e viu a prática fortalecer as relações entre as equipes.
"Acredito que, quando conseguimos transmitir tudo de positivo que vemos no esporte, conseguimos contagiar as pessoas."
Para ele, uma das principais lições do tênis está na capacidade de lidar com derrotas.
"O esporte ensina a acreditar no próximo ponto. No trabalho, muitas vezes nossas equipes também podem se colocar em dúvida. Essa mentalidade ajuda cada um a continuar acreditando, não importa a adversidade."
Outra habilidade desenvolvida é reconhecer o mérito do outro.
"Quando seu adversário faz uma grande jogada, você aplaude. Esse comportamento ajuda a construir relações de cooperação e mostra que, de certa forma, estamos todos juntos nesse jogo."
Em um momento em que empresas discutem saúde mental com a NR-1 este ano, riscos psicossociais e produtividade sustentável, a Allianz afirma que iniciativas como o Allianz Sports deixaram de ser apenas benefícios corporativos para integrar a estratégia de gestão de pessoas.
Segundo Vidmontas, a companhia acompanha indicadores de clima organizacional e engajamento para medir os impactos dessas iniciativas. Na pesquisa interna mais recente, 94% dos funcionários afirmaram sentir orgulho de trabalhar na Allianz, enquanto 84% disseram reconhecer que a empresa oferece programas voltados ao bem-estar e à saúde.
A adesão também aparece em outras ações promovidas pela companhia. Uma corrida interna realizada recentemente recebeu mais de 300 inscrições e gerou pedidos para novas edições em outras localidades. Já o programa Allianz Run esgotou rapidamente as vagas disponíveis.
"Cuidar das pessoas é uma estratégia de negócio. Funcionários que estão bem conseguem colaborar melhor, inovar mais e sustentar uma alta performance ao longo do tempo", afirma Laura.
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Enquanto inteligência artificial, produtividade e transformação digital dominam as discussões sobre o futuro do trabalho, a Allianz aposta que competências humanas continuarão sendo decisivas para o desempenho das organizações.
Mais do que uma competição esportiva, o Allianz Sports funciona como um laboratório de colaboração internacional, liderança, inteligência emocional e construção de relacionamentos.
"A tecnologia continuará transformando a forma como trabalhamos, mas serão as conexões humanas que continuarão fazendo a diferença. Grandes resultados são construídos por pessoas que confiam umas nas outras, colaboram e compartilham um propósito comum", afirma Laura.
Assim, o que acontece nas pistas de corrida, nas quadras de tênis ou nas piscinas em Paris vai muito além das medalhas. Para a Allianz, o esporte também se tornou uma forma de formar líderes, fortalecer a cultura organizacional e preparar profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais colaborativo.