Olimpíadas e Copa do Mundo estimulam Marketing Esportivo, diz Patrick Nally

Considerado o pai do marketing esportivo, o britânico Patrick Nally conversou com a EXAME.com sobre a profissão e as perspectivas para os brasileiros

São Paulo – O fato de o Brasil ser sede de grandes eventos como os próximos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014 já movimenta diversos setores no país, especialmente os voltados à engenharia civil e turismo. Uma área que também promete forte crescimento e oportunidades de emprego, porém, é a do marketing esportivo – pouco explorada aqui por terras tupiniquins.

“O profissional do marketing esportivo pode trabalhar em eventos esportivos, federações, times e clubes e ainda em empresas patrocinadoras esportivas”, explica Patrick Nally, CEO e cofundador da West Nally, que já fez parcerias com a FIFA (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional), responsáveis, respectivamente, pela Copa do Mundo de futebol e pelas Olimpíadas.

As áreas de trabalho também são muito diversas: pesquisa, promoção, ajuda legal, finanças, hospitalidade, segurança e patrocínio, entre outros. E falta gente no Brasil para todos eles. “Faltam, também, cursos específicos para que os jovens já entendam o mercado esportivo”, diz Nally, em visita ao país para participar do Fórum Arena de Marketing Esportivo.

Para quem tem interesse na área, o mercado é bastante promissor. Além da Copa e das Olimpíadas, o Brasil tem espaço para investimentos nos chamados “esportes mentais”, que são a grande aposta de Nally para o país. “Eles consistem em esportes como pôquer e xadrez, por exemplo. Dá para jogar online, as redes sociais ajudam na popularização e falta muito marketing na área”, conta o especialista. Outros esportes, principalmente lutas como o UFC, também se tornam mais populares e abrem espaço para patrocínios e eventos.

O próprio futebol ainda está longe de ter seu mercado saturado no país. Os clubes brasileiros têm problemas estruturais e baixo arrecadamento se comparados aos milionários europeus. “Falta responsabilidade, controle, gerenciamento de recursos e fiscalização. O Brasil tem muito potencial. Falta marketing”, explica Nally. Para ele, esse é o momento para o país alcançar as cifras milionárias europeias.

“O Brasil precisa de estrutura, mas em dois ou três anos é possível elevar o nível do Campeonato Brasileiro para a Premier League (campeonato inglês). E lá, cada clube tem cerca de 15 a 20 profissionais no marketing. Multiplica isso pela quantidade de clubes só da Série A do Brasileirão. Isso é muito emprego sendo criado”, prevê o britânico.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também