(AFP)
Redatora
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 13h55.
Um estudo de 2025, publicado no International Journal of Business Communication, revelou que funcionários aceitam bem o uso da IA para pequenas correções, mas reagem negativamente quando percebem que seus líderes delegam à tecnologia tarefas mais críticas, como escrever mensagens de feedback, avaliações de desempenho ou comunicações sensíveis.
Peter Cardon, pesquisador da USC Marshall School of Business, aponta que quanto maior a carga emocional da mensagem, maior o dano causado ao vínculo de confiança quando a IA substitui a comunicação humana. As informações foram retiradas de Inc.
Caroline Stokes, estrategista de liderança e fundadora da The Forward Co., alerta para o fenômeno do cognitive offloading — quando executivos transferem decisões ou comunicações importantes para a IA por conveniência.
Isso, segundo ela, pode minar sua autoridade, prejudicar sua marca pessoal e afetar a percepção de competência por parte da equipe.
“Executivos que automatizam tudo se arriscam a parecer desinteressados ou até despreparados. Em vez de ganhar tempo, podem estar perdendo respeito”, afirma Stokes.
Mesmo o próprio ChatGPT, quando questionado sobre esse tipo de uso, reconhece os limites: há um tempo e um lugar para automatizar correspondências, especialmente no que diz respeito a tarefas administrativas ou operacionais.
No entanto, quando o e-mail exige julgamento, empatia ou personalização, o ideal é que o remetente assuma a autoria com mais presença e autenticidade.
Além disso, o mercado ainda não chegou a um consenso sobre etiqueta e transparência no uso de IA em e-mails. Deveria haver um aviso? Um rodapé do tipo “enviado com apoio de IA”? Ou isso apenas criaria mais desconfiança?
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