Autorretrato de Van Gogh: novos desenhos são reproduções, diz museu (Wikimedia Commons)
Redatora
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 10h57.
Vincent van Gogh é lembrado por sua genialidade artística, mas também por uma vida marcada por instabilidade emocional, frustrações e tentativas de encontrar um sentido para tudo isso.
O que poucos sabem é que, além das obras-primas, ele deixou mais de 200 cartas que revelam sua luta interna e, ao mesmo tempo, uma notável inteligência emocional para lidar com o caos.
Em uma dessas cartas, escrita em 1878 a seu irmão Theo, Van Gogh expressa pensamentos que, hoje, psicólogos reconhecem como fundamentos da resiliência emocional. As informações foram retiradas de Inc.
Na época da carta, Van Gogh tinha apenas 25 anos e sonhava em se tornar pastor. Mas ele foi reprovado em provas, excluído de instituições religiosas e se via em um período de dúvidas e falhas consecutivas. Mesmo assim, escreveu:
“O raio do alto nem sempre brilha sobre nós, e às vezes está atrás das nuvens.”
Ao reconhecer a fase difícil, ele não dramatiza. Pelo contrário, tenta se ancorar em um pensamento racional e construtivo.
“Quem vive de forma íntegra, passa por dificuldades reais e ainda assim não é vencido por elas, vale mais do que alguém que só conhece a boa sorte.”
Essa é a essência da inteligência emocional, saber nomear o que sente, aceitar o que não pode controlar e ainda assim manter-se ativo, firme e em busca de algo melhor. É exatamente isso que a ciência moderna chama de resiliência emocional.
Van Gogh falhou não uma, mas várias vezes. E isso moldou sua forma de encarar a vida. Para ele, o importante não era apenas superar, mas continuar aprendendo, mesmo diante do fracasso. Em sua carta, ele escreve:
“Sigamos com calma, examinando tudo e nos apegando ao que é bom, sempre buscando aprender mais sobre o que é útil e adquirir mais experiência.”
É uma lição direta para qualquer jovem profissional que se vê paralisado após uma reprovação, uma crítica dura ou uma fase ruim. Desenvolver inteligência emocional é também aprender a transformar frustração em combustível, e não em freio.
Os psicólogos de hoje falam sobre mindfulness, autocontrole, regulação emocional. Van Gogh já falava disso com outras palavras, ele compreendia que a vida teria perdas e rejeições — e que a diferença estava em como cada pessoa escolhia reagir a isso.
Em tempos em que a produtividade é exaltada, mas a saúde mental segue ameaçada, olhar para esse tipo de reflexão traz à tona que a inteligência emocional não é luxo. É sobrevivência no mundo do trabalho.
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