Carreira

O mito do autoconhecimento: por que pensar demais paralisa sua transição de carreira

Em vez de esperar clareza total, especialistas mostram que é no movimento que surgem as respostas mais consistentes sobre sua carreira

Pensar e analisar demais pode não ser o  melhor caminho suas decisões (Maurusone/Thinkstock)

Pensar e analisar demais pode não ser o melhor caminho suas decisões (Maurusone/Thinkstock)

Publicado em 1 de abril de 2026 às 10h00.

Uma transição de carreira não é uma decisão tomada do dia para a noite, não acontece uma epifânia ou um sonho místico para encontrar uma nova rota. Muitas vezes o profissional não se reconhece mais no que está trabalhando e a partir desse sentimento identifica a necessidade de uma mudança. 

Segundo Herminia Ibarra, professora de comportamento organizacional da London Business School, saber o que não quer é o ponto de partida mais comum entre profissionais em transição de carreira. Em seu livro Identidade de Carreira, ela explica que isso acontece quando a conexão entre quem a pessoa é e o que ela faz se torna insustentável. 

Um levantamento da LHH, unidade global de negócios do Grupo Adecco, revelou que 60% dos profissionais desejam trocar de profissão, destes, 36% buscam equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

Autoconhecimento para reestruturação de carreira

É nesse cenário de busca por equilíbrio e propósito que o conceito de autoconhecimento ganha força. No entanto, Herminia Ibarra apresenta uma visão provocativa e que contraria a maioria dos manuais tradicionais de coaching e recursos humanos. 

A autora defende que o autoconhecimento não é um "tesouro escondido" a ser descoberto no núcleo do ser, mas sim o resultado de um processo prático.

Herminia Ibarra acredita que "refletir para agir", muitas vezes gera uma paralisia por análise, nesse caso a pesquisadora propõe a inversão dessa lógica: agir para refletir.

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Para aplicar essa reestruturação de identidade profissional sem os riscos de perder tudo o que já foi construído, a proposta se baseia em três pilares fundamentais:

  • Abandone a busca pelo "eu verdadeiro": A ideia de que existe apenas uma única resposta certa ou uma vocação mística gera hesitação. Ibarra defende que existem muitos "eus possíveis" e que o caminho ideal é construído aos poucos.

  • O conhecimento vem da prática: Só é possível aprender quem sobre si de verdade com prática, testando a realidade e não apenas olhando para dentro. O autoconhecimento necessário para a mudança é criado ao longo do processo de transição.

  • O autoconhecimento como prêmio final: Somente através de experiências concretas é possível descobrir quais alternativas de carreira são viáveis e verdadeiramente atraentes.

A autora defende que a identidade profissional é algo que se constrói na prática e que a única forma de descobrir quem queremos nos tornar é começando a agir, mesmo sem ter todas as respostas no início. 

O movimento como ponto de partida da mudança

Se reconhecer que sua carreira já não faz mais sentido é o primeiro passo, o próximo não é ter todas as respostas — é começar a agir, mesmo em meio às dúvidas.

Na prática, é esse movimento que revela novos caminhos, amplia possibilidades e constrói o autoconhecimento real, baseado em experiência — não em teoria. Foi a partir dessa lógica que especialistas como Herminia Ibarra mostraram que a mudança acontece enquanto você testa, experimenta e se reposiciona.

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