CEO da OpenAI organiza o dia em listas de papel, recusa reuniões pela manhã e treina três vezes por semana
Redator
Publicado em 8 de maio de 2026 às 16h46.
Última atualização em 8 de maio de 2026 às 19h16.
Aos 41 anos, Sam Altman vira e mexe aparece nas listas dos homens mais ricos do mundo. E não à toa. CEO da OpenAI, empresa avaliada em US$ 80 bilhões e responsável pelo ChatGPT, Altman comanda a corrida global pela IA. E faz isso com uma rotina marcada por disciplina e a otimização do tempo.
O dia começa cedo, mas sem café da manhã. Adepto do jejum intermitente, Altman substitui a primeira refeição por um jejum de cerca de 15 horas, iniciado na noite anterior – prática que, segundo ele, ajuda a manter a clareza mental.
A primeira ação ao acordar é uma dose generosa de café, seguida por 10 a 15 minutos de exposição a uma luz LED enquanto coloca os e-mails em dia.
A agenda só abre à tarde – e, mesmo assim, com filtro. "A maioria das reuniões é melhor com duração de 15 a 20 minutos ou 2 horas. O padrão de 1 hora geralmente está errado", afirma. Altman estima que 90% delas são perda de tempo, mas considera os outros 10% valiosos para justificar a prática.
Ele valoriza o tempo no escritório, onde diz ser mais eficaz, e deixa espaço deliberado para encontros casuais e a exploração de novas ideias.
A organização vem da escrita à mão. Em vez do digital, Altman prefere o papel: mantém registros do que pretende alcançar a cada ano, mês e dia. "As listas me ajudam, porque não preciso manter tanta coisa na cabeça", explica.
O cuidado com o corpo também é parte do sistema. Altman treina três vezes por semana, alternando musculação e treinos de alta intensidade.
Protege o sono como prioridade – quarto frio, escuro e silencioso, sem álcool ou refeições pesadas antes de dormir. Vegetariano, complementa a dieta com shakes de proteína e faz exames de sangue trimestrais para suplementação.
A disciplina de Altman não é um detalhe biográfico curioso. É o sistema operacional de quem está reescrevendo a economia mundial. A OpenAI catalisou uma transformação que já redesenha modelos de negócio, profissões e a forma como as empresas tomam decisões. Cada hora protegida na agenda do CEO se traduz em produtos que afetam bilhões de pessoas.
E aí mora a mensagem para o profissional brasileiro: a inteligência artificial deixou de ser tendência para virar pré-requisito. Quem entende os limites da IA, sabe aplicá-la a fluxos de trabalho e opera ferramentas com proficiência ocupa outro patamar de produtividade e relevância no mercado.
Capacitar-se em IA hoje não é diferencial competitivo. É o piso. E, como mostra a rotina de Altman, o futuro pertence a quem trata o aprendizado como hábito.
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