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‘Não tem como falar de IA sem falar de pessoas’, diz Rafael Godoi, VP LATAM

Rafael vê a IA como tema central para líderes que querem ganhar eficiência sem perder o fator humano

Rafael Godoi, vice-presidente LATAM na Oitchau

Rafael Godoi, vice-presidente LATAM na Oitchau

Publicado em 22 de maio de 2026 às 15h00.

Rafael Godoi construiu a carreira em áreas comerciais, parcerias e desenvolvimento de negócios antes de chegar à liderança em tecnologia. Começou em pós-vendas na CVC Turismo, passou por empresas como Whirlpool, Mabe, Midea, Philco e Britânia, e teve contato com e-commerce ainda no início da digitalização de grandes operações.

Foi nesse período que a tecnologia começou a ganhar espaço em sua trajetória. Depois de uma temporada na Austrália para aperfeiçoar o inglês, Rafael voltou ao Brasil decidido a se aproximar mais desse universo.

A virada veio na Oitchau, plataforma de controle de ponto e gestão de jornada, onde começou estruturando a área enterprise e hoje atua como vice-presidente LATAM.

À frente da expansão para mercados como México e Argentina, Rafael lidera estratégias de vendas diretas, parcerias, novos negócios e crescimento regional. E foi justamente por enxergar a inteligência artificial como uma transformação central para empresas, produtos e pessoas que decidiu cursar o PIACC, Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas da Saint Paul.

Quando a IA deixa de ser tendência e vira estratégia

Para Rafael, a inteligência artificial não pode ser tratada apenas como uma questão técnica. Ela já atravessa produtos, processos, áreas de negócio e formas de trabalhar.

“Hoje, não tem como falar de IA sem falar de pessoas. E, no futuro, não vai ter como falar de pessoas sem falar de IA”, afirma.

Essa percepção foi uma das razões que o levaram ao PIACC. Como executivo de uma HR Tech, Rafael viu que precisava aprofundar o tema não apenas por curiosidade pessoal, mas por necessidade profissional e estratégica.

Segundo ele, o estudo da IA deixou de ser algo restrito a especialistas em tecnologia. Para líderes, tornou-se parte do repertório necessário para entender eficiência, governança, produto, compliance e desenvolvimento de equipes.

Por que buscar uma formação em IA

Antes de entrar no programa, Rafael já acompanhava o avanço da inteligência artificial por notícias, estudos e discussões de mercado. Mas sentia falta de uma base mais estruturada.

"Eu não queria ficar só vivendo e lendo sobre IA nas mídias. Queria ter teoria"Rafael Godoi, vice-presidente LATAM na Oitchau

O PIACC surgiu como uma resposta a essa necessidade. Voltado a C-levels, conselheiros e acionistas, o programa conecta inteligência artificial, negócios, ética, governança, LGPD, cibersegurança e implementação de projetos.

Para Rafael, a formação ajudou a organizar conceitos e aproximar a tecnologia da realidade executiva. O curso também permitiu contato com líderes de diferentes setores, como saúde, indústria, tecnologia e serviços, cada um com desafios próprios de aplicação da IA.

Rafael Godoi, vice-presidente LATAM na Oitchau

IA aplicada ao negócio

Na Oitchau, Rafael enxerga a inteligência artificial em duas frentes: como ferramenta interna de eficiência e como parte da evolução do produto.

No dia a dia da empresa, áreas como vendas, pré-vendas, marketing, financeiro e atendimento ao cliente já discutem formas de usar IA para automatizar tarefas, acelerar análises e melhorar processos. 

No produto, a tecnologia pode ajudar gestores de RH a acessar informações com mais agilidade.

Governança, compliance e senso crítico

A adoção de IA também exige cuidado. No PIACC, Rafael destaca discussões sobre governança, compliance, LGPD e uso responsável das ferramentas.

Para ele, não basta pedir algo a uma plataforma e aceitar a resposta como verdade. É preciso entender se a informação inserida pode ser compartilhada, quais são os critérios de segurança, que dados estão sendo usados e como validar os resultados.

A IA pode “alucinar”, como se costuma dizer no mercado, mas Rafael prefere tratar o tema de forma direta: a tecnologia pode errar. Por isso, a decisão final ainda depende de um profissional capaz de avaliar contexto, coerência e impacto.

“Precisa ter um ser humano validando o que ela está criando e executando”, afirma.

A troca entre líderes no PIACC

Outro ponto que marcou Rafael foi a diversidade da turma. Em sala, executivos de diferentes setores traziam problemas reais: hospitais discutindo uso do Copilot, indústrias avaliando automação, empresas de tecnologia olhando para produtos e profissionais de outras áreas buscando entender por onde começar.

Essa troca, diz ele, dificilmente aconteceria em outro ambiente.

“O conhecimento não tem limite. Quanto mais a pessoa sair na frente, acelerando e conhecendo IA na prática, melhor estará no futuro próximo”, afirma.

O formato do curso, com pré-works, homeworks e discussões presenciais, também ajudou a transformar dúvidas básicas em aprendizados aplicáveis ao negócio.

O profissional do futuro

Para Rafael, o profissional do futuro não será apenas aquele que domina ferramentas de IA. Será quem consegue aprender, aplicar, compartilhar conhecimento e combinar tecnologia com habilidades humanas.

Isso significa desenvolver repertório técnico, mas também autoconhecimento, pensamento crítico, colaboração e capacidade de relacionamento.

A inteligência artificial pode aumentar a eficiência, automatizar tarefas e ampliar resultados, mas o diferencial continuará em quem sabe formular boas perguntas, validar respostas e usar a tecnologia para criar valor real.

Em um mundo em que o SaaS se torna cada vez mais acessível e a automação avança rapidamente, líderes precisarão entender IA não como um tema distante, mas como parte central da estratégia de negócios. Para Rafael, essa mudança já começou — e quem lidera precisa aprender primeiro para conseguir levar os outros junto.

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