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Na Saint Paul, método famoso entre executivos agora começa no primeiro semestre de faculdade

A graduação em Administração aplicada desde o 1º ano o método usado há duas décadas em MBAs da escola

Saint Paul lança graduação inédita em Administração (Saint Paul/Divulgação)

Saint Paul lança graduação inédita em Administração (Saint Paul/Divulgação)

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 15h41.

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A Escola de Negócios Saint Paul formou mais de 500 mil alunos em cursos de MBA, pós-graduação e educação profissional desde que foi fundada, em 2002 .

Em fevereiro de 2026, a escola aplicou essa mesma fórmula pela primeira vez a um curso de graduação: 150 alunos convidados na turma inaugural de Administração, o primeiro diploma de nível superior da história da instituição.

A escola soma cinco reconhecimentos consecutivos do Financial Times entre os melhores do mundo em educação executiva e aparece há 11 anos consecutivos entre as instituições mais admiradas do ranking Top of Mind de RH.

São mais de 400 cursos e 500 professores no portfólio, hoje sob o guarda-chuva da Exame Educação, que comprou a Saint Paul integralmente em dezembro de 2024 .

O desafio foi transportado para o primeiro semestre da faculdade um método pensado, até então, para quem já tinha carreira e carga. A resposta da escola foi recusar o formato clássico de aula expositiva e reproduzida, com adolescentes recém-saídos do ensino médio, a lógica que usa há duas décadas com executivos.

Aulas construídas como um case de MBA

Em vez de partir da teoria, o curso usa casos reais de empresas brasileiras como ponto de partida das disciplinas, com professores que também atuam como executivos no mercado. O modelo inclui encontros diretos com líderes que estampam capas da Exame.

O currículo se apoia em quatro pilares: aprendizado prático com projetos de empresas, inteligência artificial aplicada de forma transversal (são 300 horas de formação prática no tema ao longo do curso), soft skills como negociação e liderança, e experiências internacionais com parceiros na Alemanha e nos Estados Unidos. No último ano, o aluno escolhe entre as especializações de finanças ou empreendedorismo.

Currículos parados na década de 1990

A decisão de levar o método para a graduação nasceu de um diagnóstico sobre o ensino superior tradicional.

"Percebemos currículos muito semelhantes ao proposto na década de 1990, mesma série, mesmos livros-texto. O mercado quer profissionais com visão sistêmica, domínio de IA, soft skills e capacidade prática de execução", diz José Cláudio Securato, fundador da Saint Paul e CEO da Exame Educação.

O método redeenhou a porta de entrada. Em vez do vestibular tradicional, a seleção segue um modelo de admissão inspirado em universidades internacionais, dividido em três etapas : análise de histórico escolar, atividades extracurriculares e vídeo de apresentação; dinâmica presencial com resolução de casos práticos; e entrevista individual. A escola oferece bolsas integrais e parciais por méritos acadêmicos e critérios socioeconômicos.

"Os vestibulares tradicionais tiram uma foto. Nós queremos ver o filme completo", diz Camila Securato, diretora executiva da graduação.

Um prédio pensado para o método, não para a aula expositiva

O campus, na região da Avenida Paulista, em São Paulo, ocupa um edifício de três andares projetado pelo escritório Pitá Arquitetura. Salas modulares, áreas de convivência integradas a cafés e um terraço aberto para a cidade substituem o modelo de sala fechada, em linha com um ensino centrado em discutir empresas e seus líderes.

Depois de duas décadas formando quem já tinha chegado ao topo, a São Paulo aposta que o método que os levaram até lá também funciona antes da carreira começar.

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