Dr. Howard Tucker exerceu medicina por mais de 75 anos e foi reconhecido pelo Guinness como o médico mais velho de todos os tempos (Reprodução/Instagram)
Redator
Publicado em 11 de maio de 2026 às 15h47.
O americano Howard Tucker morreu em dezembro de 2025, aos 103 anos. Foi reconhecido pelo Guinness World Records como o médico mais velho de todos os tempos, depois de exercer a neurologia por mais de 75 anos. Pouco antes de morrer, ele revelou, para a CNBC Make It, o que considerava o segredo de uma vida longa. A família autorizou a publicação após sua morte.
Tucker afirma que não existe fórmula mágica para envelhecer bem. Boa genética e sorte ajudam, mas não explicam tudo. Ele resumiu sua filosofia em três princípios que considerava inegociáveis. Veja a seguir.
Para Tucker, a mente funciona como qualquer outro músculo do corpo: se não é usada, enfraquece. Ele defendia que continuar aprendendo é o pilar central de uma vida longa. O próprio Tucker viveu o que pregava.
Aos 60 anos, começou a estudar Direito à noite, depois de trabalhar o dia inteiro como médico. Aos 67, passou no exame da Ordem dos Advogados de Ohio. "Nunca tive a intenção de quebrar um recorde. Fiz isso porque o Direito, assim como a Medicina, me interessa", escreveu.
O conselho dele não exige uma segunda carreira. Pode ser voluntariado, leitura, aprender um instrumento, participar de um clube. O essencial, segundo ele, é não deixar de interagir com o mundo. "Tenho visto muitas pessoas desacelerarem quando param de interagir. Manter a mente ativa é uma das melhores coisas que você pode fazer por si mesmo."
Quando perguntado sobre longevidade, Tucker dizia que a maioria das pessoas espera ouvir sobre dieta ou exercício. Mas o que mais pesava, para ele, era a postura diante da vida. "A raiva e o ressentimento consomem energia. Fazem mais mal a quem os sente do que a qualquer outra pessoa."
Tucker ensinou residentes de medicina durante a pandemia e cursou Direito aos 60 anos. Aos 67, passou no exame da Ordem dos Advogados de Ohio (Guinness World Records/Reprodução)
Tucker citava efeitos concretos: aumento da pressão arterial, elevação dos hormônios do estresse, risco maior de doenças cardíacas ao longo do tempo.
O médico deixou claro que não falava em esquecer ofensas ou justificar comportamentos ruins. Falava em não permitir que a amargura dominasse a vida. "É mais saudável seguir em frente, manter o interesse pelas outras pessoas e concentrar sua energia naquilo que dá sentido à vida."
O terceiro princípio surpreende quem espera uma receita rígida. Tucker não defendia abstinência. Defendia equilíbrio. "Gosto de um martini. Gosto de um bom bife. Minha esposa, Sue, com quem sou casado há 68 anos, cozinha maravilhosamente bem, e sempre comemos bem", contou.
Mas equilibrava os prazeres com salada, legumes e bom senso. Para ele, a moderação é o que torna o prazer sustentável. "Tudo em excesso causa desgaste. A falta também”, contou. “Cada dia é uma oportunidade para viver bem. Então por que não aproveitá-lo ao máximo?"