Europa e América Latina lideram as preferências entre quem planeja viajar para fora do país, com 34% e 33% das menções (Pexels)
Redatora
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 16h20.
Existe uma habilidade que aparece cada vez mais em descrições de vaga, mas raramente em disciplina de faculdade: adaptabilidade cultural.
Ela não se aprende decorando conceitos, se desenvolve na prática, geralmente fora do país de origem. E o mercado de trabalho já colocou um número nisso.
SEJA O UNIVERSITÁRIO QUE FARÁ A DIFERENÇA: o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário terá cinco vencedores (um de cada região do Brasil). A inscrição é gratuita, aproveite!
Um levantamento da NAFSA, maior associação de educadores internacionais do mundo, em parceria com a consultoria de mercado de trabalho Emsi, identificou que mais de 31 milhões de vagas de emprego exigiam habilidades tipicamente desenvolvidas durante uma experiência de estudo no exterior.
Em outro recorte do mesmo estudo, essas competências globais aparecem mencionadas em mais de 30 milhões de anúncios de vagas analisados.
Não é sobre falar outro idioma apenas. É sobre a combinação de comunicação intercultural, adaptação a contextos desconhecidos e capacidade de resolver problema fora do próprio referencial, o que a literatura acadêmica chama de competência intercultural.
O efeito aparece até em teste controlado. Um experimento de auditoria de currículos, publicado como estudo acadêmico, comparou candidaturas idênticas, mudando apenas a presença ou ausência de experiência de estudo no exterior. Currículos que incluíam uma passagem internacional, mesmo curta, tiveram cerca de 20% mais chance de receber retorno para entrevista.
O dado se conecta a outro achado relevante: pesquisa sobre práticas de contratação identificou que 44% dos recrutadores entrevistados afirmaram ser muito mais propensos a contratar um candidato com experiência de aprendizado global, que incluísse exposição a perspectivas diversas e aplicação prática desse aprendizado.
Um receio comum é achar que só uma experiência longa, de meses, gera esse tipo de vantagem.
Porém, um estudo publicado no periódico científico Journal of Studies in International Education mostrou que mesmo experiências curtas de estudo no exterior têm efeito mensurável sobre empregabilidade, incluindo ganhos em autoconfiança, autoconsciência e capacidade de adaptação, segundo outro levantamento sobre competência intercultural publicado em periódico acadêmico especializado.
BTG PACTUAL, GRUPO BOTICÁRIO E SUZANO: essas marcas querem dar protagonismo para VOCÊ. Seja o nome que o país inteiro vai conhecer ao ser um dos ganhadores do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário
Isso muda a régua de quem está decidindo se vale a pena buscar esse tipo de experiência ainda na universidade. Não é sobre ter meses disponíveis nem recursos para um intercâmbio completo, mas sim ter, ainda que por poucos dias, contato direto com um contexto internacional real, algo que passou a valer tanto quanto qualificação técnica na leitura de quem recruta.
O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.
Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.