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Lideranças brasileiras vão à Universidade de Stanford aprender mais sobre economia verde

Formada pela organização paulistana Comunitas, comitiva brasileira inclui três governadores e lideranças da iniciativa privada para uma semana de estudos numa das universidades mais prestigiadas do mundo

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Universidade Stanford, nos Estados Unidos: lideranças brasileiras vão passar uma semana na universidade para estudar desafios e oportunidades na transição para uma economia verde (Getty Images North America/Getty Images)

Universidade Stanford, nos Estados Unidos: lideranças brasileiras vão passar uma semana na universidade para estudar desafios e oportunidades na transição para uma economia verde (Getty Images North America/Getty Images)

Julho costuma ser um período de férias para universitários ao redor do planeta. O período também coincide com uma revoada de executivos para os bancos escolares.

Sobretudo nos Estados Unidos, instituições de ensino de ponta abrem as portas para cursos intensivos de verão voltados a quem lidera organizações e, em vez de ir à praia, quer aproveitar o maior tempo livre para aprender uma nova habilidade para o dia a dia dos negócios.

Muitas lideranças brasileiras também usam essa época do ano para voltar à sala de aula. A partir de amanhã, dia 10, um grupo de gestores públicos e executivos brasileiros estarão em Stanford, uma das universidades mais prestigiadas do mundo, para uma semana dedicada a estudos sobre desafios e oportunidades da economia verde.

Quem fará parte da comitiva

Na lista de 30 alunos confirmados estão três governadores — Eduardo Leite (RS), Eduardo Riedel (MS) e Helder Barbalho (PA) — além de gestores públicos de carreira e tomadores de decisão em algumas das principais empresas brasileiras, como Vale, Ultrapar, Rumo, Raízen e Neoenergia.

A semana de estudos está sendo organizada pela Comunitas, uma organização sem fins lucrativos criada na virada dos anos 2000 pelas mãos da antropóloga Ruth Cardoso e atualmente formada por uma aliança de lideranças empresariais brasileiras que investem tempo e competência técnica em projetos de inovação na máquina pública.

Atualmente, a Comunitas apoia 15 prefeituras e seis governos estaduais. São mais de 200 frentes de trabalhos em frentes como finanças, saúde, educação, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Até a próxima sexta-feira, dia 14, a comitiva brasileira vai dividir o tempo entre aulas na Stanford Business School, a escola de administração e liderança da universidade responsável por transformar o Vale do Silício, apelido dado às cidades ao redor do campus, na economia mais dinâmica do planeta.

Os destaques da programação

A palestra inaugural da semana de estudos será com o historiador americano Francis Fukuyama, professor de ciências políticas da Universidade Stanford.

Fukuyama ficou célebre ao publicar um texto em 1992 comentando que o triunfo das democracias liberais e do capitalismo de mercado com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética colocava um ponto final na evolução dos modelos de governo. Ou seja, era o fim da história, um termo que ele reviu anos mais tarde em função da ascensão da China e de governos com tendências autoritárias pelo mundo.

O formato das aulas será o de análise de estudos de caso sobre desafios de gestores públicos mundo afora na tomada de decisão em temas como definição de parcerias público-privadas, licenciamento ambiental e engajamento de cidadãos a políticas públicas. A programação contará ainda com visitas de campo a órgãos públicos de cidades na baía de São Francisco.

"Com essa formação, queremos contribuir para a capacitação e o conhecimento técnico das principais lideranças à frente da gestão de estados e municípios brasileiros, bem como apresentar práticas inovadoras relacionadas ao desenvolvimento sustentável que já estão sendo implementadas em outros países", diz Regina Esteves, CEO da Comunitas.

"Queremos que os gestores dos territórios apoiados pela Comunitas se tornem fundamentais para a transformação do setor público."

Missões aos Estados Unidos e à Colômbia

A formação em Stanford é mais uma na lista de comitivas formadas pela Comunitas para levar lideranças públicas e da iniciativa privada para verem de perto os benchmarks internacionais em boa governança.

Em 2018, a organização levou prefeitos para uma semana de estudos na Universidade Columbia, em Nova York. Na ocasião, a turma trocou experiências com gestores públicos dos Estados Unidos em temas caros ao dia a dia das metrópoles brasileiras, como segurança pública.

Numa aula, os alunos viram como a prefeitura de Memphis, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, está reduzindo a criminalidade ao ensinar a jovens negros de famílias carentes os fundamentos da música soul criada lá nos anos 60.

O grupo visitou o Compstat, banco de dados da polícia de Nova York cujo mapeamento das áreas com maior índice de violência foi essencial para organizar o trabalho da polícia e colocar fim à onda de violência que assolou a cidade entre os anos 70 e 90.

Os alunos ainda conheceram a lógica por trás da Central Park Conservancy, uma ONG que administra o parque mais famoso do mundo. Desde os anos 80, a ONG já captou centenas de milhões de dólares de doadores privados para o Central Park e outros parques locais.

No ano passado, um grupo capitaneado pela Comunitas visitou Medellín, metrópole na Colômbia reconhecida por ter superado uma epidemia de violência — Medellín foi considerada nos anos 1990 a cidade mais violenta do mundo e iniciou a década de 2000 como cidade-modelo no combate à violência urbana.

Na ocasião, fizeram parte da comitiva o prefeito de Recife, João Campos, os parlamentares Tábata Amaral e Vinicius Poit, além de gestores públicos municipais de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. A viagem incluiu um encontro com o prefeito da metrópole colombiana, Daniel Quintero, para troca de experiências.

De acordo com Regina Esteves, essas viagens fazem parte do calendário de fortalecimento de lideranças desenvolvido pela Comunitas.

"O objetivo da Comunitas é inovar na gestão pública e para isso procuramos ficar atentos às iniciativas aplicadas de forma bem sucedida em outros países, para que possamos fazer a adaptação à realidade brasileira e, assim, possibilitar inspiração e transferência de conhecimento", diz.

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