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Jovens brasileiros são os que mais utilizam aparelhos eletrônicos no mundo

Estudo inédito da McAfee também mostra que os pais brasileiros são os mais preocupados do mundo com a vida digital dos seus filhos
 (Thinkstock/bokan76)
(Thinkstock/bokan76)
Por Allan GavioliPublicado em 13/05/2022 15:04 | Última atualização em 13/05/2022 15:04Tempo de Leitura: 8 min de leitura

Em um mundo cada vez mais conectado e integrado, não é surpresa nenhuma que crianças e adolescentes acabem passando tempos maiores na frentes das telas. Entretanto, o Brasil se destaca nesse ponto.

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Segundo o mais novo estudo da McAfee, que entrevistou 15 mil pais e mais de 12 mil de seus filhos em dez países (incluindo o Brasil) para entender como eles se conectam e protegem a si mesmos e seus entes queridos no ambiente online, o Brasil lidera o ranking de uso entre esses jovens.

O uso de smartphones pelos filhos faz do Brasil o país com mais mobilidade entre pré-adolescentes e adolescentes — embora os pais se preocupem com o tempo que seus filhos passam nos dispositivos. Segundo o estudo, a taxa de uso de celular ente esse público no Brasil chega aos incríveis 96%, bem acima da média global

Além disso, esse uso começa mais cedo do que nunca, com 95% dos pré-adolescentes e adolescentes afirmando que usam um smartphone desde muito cedo — 19% acima da média global nessa faixa etária.

Em um recorte mais aprofundado de idade, a média brasileira ainda se mostra superior. Entre crianças de 10 a 14 anos, a média do país foi de 95%, enquanto a média global ficou em 76%. Já entre pré-adolescentes (15 e 16 anos) e adolescentes (17 e 18 anos), a diferença das médias ficou em 6%.

As crianças brasileiras que possuem um dispositivo móvel são muito mais propensas a dizer que o utilizam para uma variedade de atividades recreativas e sociais, em muitos casos superando em dois dígitos a média global.

O ato de assistir vídeos inteiros no celular apresentou um aumento de 19%, o mais expressivo em comparação com outras crianças. Jogos e aulas on-line estiveram, respectivamente, 16% e 13% acima das médias globais

Acesso cresce e preocupação dos pais também

Se por um lado temos essas crianças nativas da era digital se conectando com uma frequência cada vez maior, do outro lado temos pais preocupados com o futuro dessa geração, que passa tempo demais na frente das telas.

E os pais brasileiros, por sua vez, estão muito mais preocupados que os pais do restante do mundo
com o tempo que seus filhos passam nos dispositivos.

Dos 71% que disseram estar preocupados, 39% afirmaram estar “muito preocupados”. Ao comparar os dados com os país do Reino unido, isso torna-se mais evidente. No Reino Unido, apenas 11% dos pais afirmaram estar “muito preocupados”.

“Noventa por cento dos pais reconhecem seu papel como protetores online, assim como reconhecem sua responsabilidade de proteger seus filhos no mundo todo. Esses dados visam esclarecer as ações que podem ser tomadas para neutralizar alguns dos riscos em atividades online para crianças”, disse Sachin Puri, vice-presidente de marketing da McAfee.

“Como parte fundamental deste estudo de pesquisa, queremos equipar os pais com o conhecimento necessário para serem bem-sucedidos como protetores online eficazes para suas famílias conectadas", continua o executivo.

Destrinchando o estudo

A McAfee descobriu várias crenças universais sobre proteção online, bem como tensões entre pais e filhos quando se trata de permanecer seguro online.

Globalmente, surgiram quatro tópicos principais: a maturidade digital dessas crianças; a função dos pais como protetores; as problemáticas envolvidas nas vidas secretas que esses adolescentes possuem na internet e, por fim, a preocupação com viés de proteção de gênero.

Maturidade móvel: Com que idade as crianças começam sua existência digital?

O uso da Internet para adultos começa cedo, assim como os riscos que podem surgir. Aos 15-16 anos, os adolescentes atingem seu ritmo online e o uso de dispositivos móveis aumenta significativamente, tanto que se aproxima de níveis que eles levarão para a idade adulta. Essa existência digital, no entanto, vêm com uma série de preocupações.

As crianças querem se sentir seguras online, e 73% das crianças pesquisadas procuram os pais mais do que qualquer outro recurso para obter ajuda com segurança online. Dos 17 aos 18 anos, os relatos de cyberbullying aumentam para 18%, tentativas de roubo de uma conta online para 16% e uso não autorizado de dados pessoais para 14%.

Pais como Protetores: Os pais estão protegendo efetivamente seus filhos no meio online?

Segundo o estudo, as famílias aceitam universalmente o papel dos pais em manter as crianças seguras online, mas os pais lutam para se atualizaram com os diversos riscos que internet oferece às crianças não treinadas.

Em PCs e laptops, os pais relataram medidas limitadas de proteção on-line que tomaram para si mesmos, apesar da disponibilidade e facilidade de uso envolvidas com essas medidas -- mas essas medidas caem ainda mais quando perguntados se tomaram precauções semelhantes para seus filhos.

Enquanto 56% dos pais disseram que protegem seus smartphones com uma senha ou código de acesso, apenas 42% disseram que fazem o mesmo com o smartphone de seus filhos -- uma queda adicional de 14%.

Entretanto, as duas gerações parecem sofrer com problemas de segurança. Tanto pais quanto filhos relataram também vazamentos de informações financeiras, o que pode incluir informações bancárias, informações de cartões de crédito e de débito ou outras informações de identificação.

No Brasil, 16% dos pais afirmaram ter passado por isso em algum momento — enquanto 4% dos filhos relataram o mesmo. Pais e filhos brasileiros relataram essa ameaça em uma proporção menor que as famílias no mundo todo, com os pais 5% abaixo da média de 21% e os filhos 6% abaixo da média de 10%.

Vidas secretas: O que exatamente os pré-adolescentes e adolescentes estão fazendo nesse ambiente?

O estudo deixa claro que crianças e adolescentes querem privacidade e proteção enquanto constroem suas vidas conectadas. Desde limpar o histórico do navegador até omitir detalhes sobre o que estão fazendo online, mais da metade das crianças (59%) agem para ocultar suas atividades online dos seus pais.

Em relação à atividade geral, pais e filhos em todo o mundo concordam com as três principais atividades de pré-adolescentes e adolescentes online. Assistir vídeos (YouTube), navegar em sites e ouvir música são as atividades que os pais pensam que seus filhos mais fazem na internet.

Viés de proteção de gênero: as meninas enfrentam mais perigos online?

Os pais parecem ver meninos e meninas de forma diferente quando se trata de protegê-los online. Um aparente viés de gênero da pesquisa mostra as meninas mais protegidas do que os meninos, mas são os meninos que encontram mais problemas online.

Utilizando a presença de software de controle dos pais como uma medida de proteção, as meninas são mais protegidas que os meninos mundialmente — tanto em seus computadores quanto em seus smartphones.

Meninas de 10 a 14 anos eram mais propensas do que meninos da mesma idade a ter controles parentais em PCs/laptops em quase todos os países pesquisados, e meninos são mais propensos a esconder suas atividades dos pais.

Um total de 23% dos pais dizem que vão checar o histórico de navegação e e-mail nos PCs de suas filhas de 10 a 14 anos, e para meninos de 10 a 14, é apenas 16%. A disparidade aparece novamente, com 22% dos pais restringindo o acesso a determinados sites para meninas e apenas 16% para meninos.

Isso se aplica ao Brasil também. Em computadores, 33% das meninas têm software de controle dos pais
instalado, contra 30% dos meninos, uma diferença de 3%. A diferença é aproximadamente a mesma em
celulares, com 2% a favor da meninas, considerando-se os percentuais de 26% e 24%, respectivamente.
Cabe observar que os pais brasileiros tendem a utilizar software de controle dos pais menos que pais
de outras nacionalidades.

Metodologia da pesquisa

Em dezembro de 2021, a McAfee, LCC realizou um estudo sobre crenças e comportamentos sobre participação digital e proteção on-line entre membros de famílias conectadas — individualmente e como unidade familiar.

Pais e filhos foram consultados juntos, com os pais respondendo primeiro e, em seguida, consultando seus filhos. Ou seja, estas descobertas representam famílias conectadas, e não conjuntos de indivíduos.

Em diversos países, 15.500 pais com filhos entre 10 e 18 anos de idade participaram do estudo, bem como mais de 12.000 de filhos.

A pesquisa foi realizada de 13 a 29 de dezembro de 2021 pela MSI-ACI por meio de um questionário on-line para 15.500 pais e 12.057 filhos de 10 países.

Os resultados completos podem ser aqui. O recorte específico para o Brasil pode ser acessado através deste link.

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